Não. Não. E não!

Olá pra você que só sabe dizer não para as Testemunhas de Jeová que tocam sua campainha, isso mesmo, por que em outros casos você só consegue estar indisponível quando não tem outra saída, ou seja, quando você está realmente ocupado(a)… Aonde quero chegar com esse papo maluco?
Simples…
Tenho percebido uma coisa, muitas pessoas ultimamente tem estado muito disponíveis, disponíveis demais mesmo, fazendo com que outras pessoas aproveitem desse fato. Na verdade eu era assim até pouco tempo atrás, não sabia dizer não para os amigos, não conseguia negar um favor a ninguém, e vivia emprestando minha atenção pra pessoas que surgiam com conversas que me faziam, depois, passar horas xingando palavrões por ter sido usado de muro das lamentações!
Estar indisponível é indispensável, como saberemos se somos necessários se nossa falta nunca for sentida?
O pior é deixar pessoas mal-acostumadas, pessoas que desaprendem a conviver sem a sua mão de obra, pessoas que são suas grandes amigas quando você está todo o tempo disponível, mas que ficarão com raiva de você no primeiro “não” que sair da sua boca, para elas. E no final você também fica mal-acostumado(a), pois muitas pessoas que são solícitas demais acabam desaprendendo cuidar da própria vida, pois passaram muito tempo ajudando os outros a cuidar de suas vidas.
Agora a moda é saber como dizer “não”, pois existem vários tipos de “não”, existe aquele que significa “não vou ajudar agora, não vou ajudar hoje, nem amanhã e nem nunca, por que isso não faz o meu estilo!”, e existe aquele “não” que significa “agora não posso, mas da próxima quem sabe, será um prazer!”, existe também aquele “não” que quer dizer “você ainda não acredita que possa ser uma pessoa chata não é mesmo?”, existe um tipo de não para cada ocasião, só é preciso conhecer o jeito certo de dizê-los, por que ao invés de passar a mensagem subliminar que queria, você pode acabar passando outra totalmente diferente.
É, até pra dizer um simples “não” tem tido regra ultimamente, por que pode acontecer de você dizer um não pra uma pessoa chata, e ao invés de entender “sai do meu pé, chulé”, a pessoa entender “hum, agora não, mas depois eu quero ver seu corpo nu!”, já pensou? Ao invés de consertar acaba piorando tudo de uma vez.
Eu tenho aprendido a usar o “não”, mas de maneira menos singela, o fato é que sou realista demais, não adoço a pílula pra ninguém, meu “não” já vem com a dose certa de verdade e sinceridade, e com legenda pra quem não entender.
Enquanto nós vamos aprendendo a ser menos disponíveis, bem que algumas pessoas poderiam ir aprendendo a serem menos dependentes dos outros! E fique esperto, se você percebeu que nem precisa aprender a dizer não com mais freqüência, pode ser que você seja uma das pessoas que precisam aprender a precisar menos de nós pessoas que não sabemos dizer não, melhor já ir treinando!

Gill Nascimento

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