De pai para filho…

Quando adolescente João queria ser tudo quando crescesse, queria ser astronauta, jogador de futebol, queria ser médico, cantor, veterinário, professor, queria ser pai para criar diferente dos seus pais os seus filhos, queria ser professor e revolucionar o ensino nas escolas, queria ser um dentista especial para que as crianças não chorassem quando fossem visitá-los, queria ser tudo, tudo mesmo, só não queria ser bailarino por que era macho, ele não sabia bem ao certo do que seu pai trabalhava, mas sabia que não queria ser igual a ele, o pai de João nunca tinha tempo para ele.
João sentia falta de seu pai, nunca foram assistir ao futebol juntos, seu pai não conhecia suas preferências, nunca acertou em nenhum presente, na verdade nenhum presente dele agradou, João queria ter filhos, mas desde essa época João já sabia que seus filhos não mereceriam passar pelas mesmas coisas que ele passou.
João queria ser tudo, ele pensava em ser poeta e escrever as coisas belas que viu, mas sabia que as coisas tristes que viveu daria ótimas lamentações transformadas em poemas e poesias, mais do que as coisas belas.
João adorava sua voz, na verdade ele se achava, por isso seu desejo mais forte acho que era o de ser cantor, mas parou muito rápido de cogitar essa ideia, pois ai sim não teria tempo para seus filhos.
João sabia que queria ter filhos, mas não sabia se queria se casar, pois isso poderia trazer tristezas para seus futuros filhos se o casamento fosse igual ao dos seus pais, pois eles só viviam brigando.
João queria ser um dentista especial, mas não queria operar milagres não, João só iria exigir que os pais segurassem as mãos de seus filhos durante as consultas!
João desde criança sonhava com o retorno de seu pai do trabalho mais cedo todos os dias, mas isso foi só um sonho, quando seu pai morreu estava trabalhando, João não o viu.
Hoje João tem 35 anos e um filho de 8, se tornou um empresário bem sucedido, é casado com uma mulher que não suporta, sua empresa fica a alguns minutos de sua casa mesmo assim faz cerca de três dias que não vê seu filho, não é por falta de escolha, resolveu seguir a profissão do pai para manter viva a sua lembrança, mas uma saga que se inicia, uma família que se principia a manter viva a lembrança de um de seus membros, mantendo assim a tradição de crianças infelizes!

Gill Nascimento

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4 Comentários

  1. Lindo texto! Parabéns

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  2. Ei Gil, te marquei em uma tag. Depois você dá uma olhadinho =]

    Curtido por 1 pessoa

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