O Ladrão de Sonhos

Sonhos que vão, desilusões que chegam, é sempre assim depois novos sonhos vêm, trazendo na sequência novas desilusões, esse é o ciclo da vida.
Fora desse ciclo existia um homem que não tinha sonhos, por não ter sonhos quase não tinha desilusões, por ser assim zombava da dor alheia quando alguém se desiludia, ele achava que era imune a tal sentimento por não ter sonhos, e achava que isso era bom, mas estava enganado.
Certa vez questionado sobre quais objetivos e planos tinha para o futuro, respondeu, e percebeu que sua resposta comparada com as das outras pessoas presentes era bem diferente, tipo sem tempero, seus objetivos se não chegassem a se concretizar não faria diferença alguma, eram simplórios demais, não eram sonhos, podiam ser realizados a qualquer momento sobre qualquer situação e circunstância.
Entristeceu.
Um vazio de repente invadiu a alma desse homem, que inclusive, se chamava Átila, ele começou a se achar diferente por não ter sonhos, porém algo dentro dele ainda acreditava que isso era bom, pois não se desiludia, mas mesmo com essa porcentagem lhe dizendo que estava tudo bem, ele resolveu fixar um sonho em sua mente, um objetivo que se busque, mas acabou descobrindo da pior maneira que não era tão fácil assim, já havia perdido há tempos a capacidade de sonhar.
Átila se desesperou quando se viu preso em seus próprios muros, sem rumo e sem destino pra seguir, um simples “deixa a vida me levar”, foi em psicólogos e e analistas e até em ciganas e médiuns e nada deu certo, não sabia se deixava a vida tomar seu curso sem interferências de sua vontade ou se continuaria buscando seu objetivo.
Certa vez assistindo TV ouviu um depoimento de um participante em um programa, nesse depoimento o participante contava seu sonho e pedia ajuda para realizá-lo, percebeu que o sonho daquela pessoa era muito bonito, e uma idéia começou se formar em sua mente. Átila resolveu perguntar sobre os sonhos das outras pessoas, mas não de maneira simples, tudo em detalhes, já que não tinha seus próprios sonhos iria achar o de alguém que o agradasse, e iria transformar em seu sonho.
Conversou com muita gente, ou melhor, entrevistou muita gente questionando seus sonhos, mas cada vez estava mais difícil de encontrar algum que o agradasse, encontrou um homem que queria ser advogado e ajudar pessoas inocentes, Átila já era advogado, deu dicas, telefonemas, fez alguns contatos facilitando assim o sonho desse homem; outra vez conheceu uma mulher que queria ser cantora, tinha uma linda voz, não dava pra ele, ele era simplesmente péssimo até mesmo debaixo do chuveiro, quando ele cantava no chuveiro a água não caia só para não ouvi – lo, mesmo assim ligou para um cliente seu agente de talentos e empresário por excelência, seu amigo adorou a moça cantora; certa vez encontrou uma senhora que queria se tornar cozinheira profissional especializada em culinária francesa, nem cogitou a idéia, se tinha um lugar de sua casa que ele não gostava era a cozinha, mas sua esposa era uma cozinheira de mão cheia que resolveu dar umas dicas para a senhora sonhadora; e assim prosseguiu durante meses, entrevistou e conheceu vários sonhadores, nenhum sonho o agradou, mas ajudou todos a realizarem esses sonhos, e se sentiu muito bem com isso.
Certa vez, um amigo seu muito próximo mesmo que sabia do seu plano de “roubar” um sonho de alguém, perguntou-lhe sobre o desenrolar de seu plano, e ele respondeu que ía mau, nenhum o agradára, o amigo perguntou se estava triste por não estar conseguindo o que queria, de repente ele percebeu que nem ligava por não conseguir arranjar um sonho alheio, que não sentia mais o vazio em sua alma de meses atrás, percebeu que ter ajudado tanta gente a realizar seus sonhos havia completado ele por dentro, descobriu que antes mesmo de achar seu objetivo, já havia começado a concretizá-lo, percebeu que passou de repente de ladrão de sonhos para o realizador de sonhos, e que esse era seu rumo, seu destino, ajudar pessoas que por si só não conseguiam prosseguir e isso o deixou muito feliz!

“Moral da história: As vezes o seu sonho é o sonho de alguém, e as vezes a realização do sonho de alguém pode ser a realização que você tanto procura, destinos interligam pessoas, e de certa maneira sempre somos o sonho de alguém!”

Gill Nascimento

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4 Comentários

  1. Que texto maravilhoso *-*, parabéns 🙂

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  2. Gil, que lindo! Parabéns…
    Vou lhe confessar uma coisa, me vi nesse seu texto em alguns pontos. Tanto que é um post que já deixei escrito e entra no ar daqui 2 semanas, se chama Toque De Midas.
    O poder que temos de transforma em ouro tudo o que quisermos, as pessoas, situações… Basta querer.
    E diz mais ou menos sobre isso, o seu sonho mesmo não sendo meu, passar a ser quando compartilhado e eu toque para que ele se realize. Complexo não é?!
    Novamente, parabéns!

    Hug! rs
    http://www.andrehotter.com

    Curtido por 1 pessoa

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