União instável…

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Um dia desses estava almoçando com um colega de trabalho, acabamos entrando em um assunto bem interessante, ele é o encarregado dos cenários da produtora, e devido o cargo é de longe quem mais trabalha por lá. Acho que por isso é um dos que mais reclama e chora da vida sempre que tem chance, apesar de ser um cara bem engraçado e divertido também.
Deixemos de lado as características pessoais desse meu colega, vamos direto ao assunto. Enquanto almoçavámos ele me contava que até a ex mulher dele vinha reclamando do quanto ele tem trabalhado. Isso mesmo, nem escrevi errado e nem vocês se equivocaram ao ler, foi a ex mulher mesmo, e falamos bastante sobre isso já que sou separado também. Mas um dos assuntos que acabamos entrando e que quero abordar é que, hoje em dia está na moda não casar mais, que os casais hoje em dia juntam as escovas de dentes e os panos de bunda e tá de bom tamanho, não precisam de papéis ou cerimônia pra oficializar, e sobre isso só digo uma coisa: AINDA BEM!
Se eu fosse um psicólogo iniciaria uma seita entre os profissionais da mesma área, uma união secreta com a finalidade de aconselhar pacientes solteiros a não se casarem, e aqueles na seita que prestassem serviços do tipo ‘Terapia de Casal’, aconselhar aos casais que se divorciem, e então recomecem e apenas juntem os panos de bunda.
Sei o que estão pensando, e não, não tenho nenhum trauma ou sequela da época de casado, e o parágrafo anterior foi apenas uma piada pra descontrair. Mas a verdade é que acho que as pessoas estão deixando de casar e apenas se unindo, devido à algumas coisas que eu mesmo também já acreditei. Antigamente eu pensava que o casamento tinha o poder de transformar pessoas completamente lúcidas em loucas, pessoas seguras em paranoicas, pessoas calmas e pacíficas em bombas nucleares ambulantes.
Um exemplo perfeito disso que acabei de mencionar, é um casal de amigos meus. Eles se conhecem desde quando eram crianças, ela sempre soube das manias, hobbies e tradições dele, já até participou algumas vezes, antes de começarem a namorar. A mesma coisa ele, conhece as manias dela e os hobbies, já presenciou várias vezes e sabe como funciona. Ele desde os 16 anos tinha a tradição de se reunir com os amigos nas tardes de sábado para jogar futebol no vídeo game e tomar cerveja. Ela por sua vez tinha a tradição de se reunir com as amigas na sexta a noite, após o trabalho, pra tomarem uns drinks e botar o papo em dia. Como já citei, ambos conheciam as tradições um do outro, mas parece que no momento que colocaram a aliança, um no dedo do outro, esqueceram completamente desses detalhes, porque agora se ela chega mais tarde na sexta, ele já acha que ela está com outro cara o traindo, e se ele sai no sábado a tarde dizendo que vai se encontrar com os amigos, ela já acha que essa reunião vai acabar em orgia.
Poderia haver muitas explicações para tamanho ciúmes de ambos, se os amigos de um não fossem também amigos do outro.
Claro, nem todos os casais são assim, alguns são piores. Brincadeira, nem todos se conheceram na infância, nem todos conhecem o círculo de amizades do parceiro ou parceira, entre outras coisas, mas ainda assim, os ciúmes são os mesmos, as paranoias são as mesmas.
Acho que isso se deve ao fato do sentimento de posse que vem com a união, que por mais que tentemos evitar, não conseguimos, e isso não vem só de casais que casam de papel passado e cerimônia religiosa não, vem de qualquer casal que resolve compartilhar uma vida junto.
Eu particularmente não sou muito ciumento e controlador, mas gosto de estar bem informado, tipo, saber onde a pessoa vai e com quem vai estar, mas não porque tenho o direito de saber tais coisas, gosto de sentir que recebi tais informações porque mereço, e não por um sentimento de dever ou obrigação.
Adoraria fazer piadas das paranóias da minha namorada aqui, mas desde o episódio em que mencionei a calça saruel no artigo “Mulheres, difícil com elas, pior sem elas“, até meu Blog tem sido mantido em rédeas curtas, mas acho que isso já responde muita coisa não é mesmo?

Abraços…

Gill Nascimento

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3 Comentários

  1. Hahahaha quem ama tem ciúme. Você pode ser casado (a)/ namorado (a) da mulher/ homem mais feio do universo que, pra você, ele vai entrar no metrô pra trabalhar e vai parecer um comercial do axe. Hahahaha
    Meu marido me conheceu no nosso antigo trabalho. Hoje ele encrenca com tudo o que eu fazia quando ele me conheceu: roupas, jeito de falar com os outros… Mas não mudo. Cresci ouvindo “deixei de ser cowboy por ela” e, parece balela mas, mesmo não sendo grande fã de sertanejo, os caras disseram uma verdade: você se apaixona por quem a pessoa é. Se ela muda, mesmo que por você, a tendência é que a paixão vá embora!

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  2. As pessoas também se esquecem que o fato de só “juntar os trapos” traz diversas consequências, direitos e deveres, inclusive no aspecto jurídico. O que mais percebo é que muitas pessoas se utilizam da união estável até poder juntar a graninha (e não é pouca) para efetivamente se casarem. Quanto às tradições de cada um, acho que poucos casais conseguem entender que muito da união ou casamento parte da premissa de saber ceder um pouco de cada lado, o que já não costuma ser uma tarefa fácil, né. Bjs e adorei o post.

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