Um ser confuso…

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Desde que me conheço por gente eu sou uma pessoa de dúvidas e vontades. Geralmente minhas vontades entram em conflito com minhas dúvidas, e vice e versa, e versa e vice.
Sou um dos poucos homens que não diz que mulheres são confusas, porque eu sou confuso por demais, se eu marcasse uma consulta com um psiquiatra, seria bem provável que esse Blog fosse atualizado no futuro de dentro de um sanatório.
Como na maioria dos artigos desse Blog, vocês devem estar lendo e se perguntando onde quero chegar com essa lenga-lenga sem pé nem cabeça, vou explicar.
Eu sou uma pessoa que se auto contradiz, sou uma pessoa que se auto confunde e sou uma pessoa que analiso bem os fatos antes de chegar a conclusão de que não tenho a mínima ideia do que fazer.
Quando me surge uma oportunidade, antes de agarrá-la com unhas e dentes, eu às analiso minuciosamente, e apesar de, amar a frase de Lawrence Peter que diz que “O problema de resistir uma tentação é que pode não haver uma segunda oportunidade”, sou inseguro demais com essas tentações.
Sinto ódio de como vejo todos os prós e de como eles entram em conflito constante com os contras, várias e várias vezes, e nunca me decido completamente, porque os prós nunca são o suficiente para me fazer abraçar uma chance, e em contrapartida os contras nunca são o bastante pra me fazer desistir.
Acho que sou aquela famosa pessoa que gosta de ficar em cima do muro, mas prefiro me definir como uma pessoa indecisa, confusa e que atrasa as outras que dependem das minhas decisões, porque me auto criticar e me auto punir adjetivamente, faz eu me sentir um pouco melhor.
Mas antes que pareça exagerado tudo isso, deixo claro que não sou sempre assim, porque não são todas as decisões que tenho que tomar que precisam que eu pense tanto sobre os assuntos em questão. Mas as decisões que precisam que eu pense com mais calma, simplesmente me fazem parecer mais louco do que normalmente sou.
Hoje mesmo quando peguei o notebook pra escrever o artigo para o Blog, já tinha um outro tema em mente, mas ao mesmo tempo que ele me parecia promissor, construtivo e impactante, também me parecia polêmico, ofensivo e irrelevante, então até bem próxima da hora de agendar o artigo, ainda não sabia se escrevia sobre ele ou não. Então ao invés de escrever sobre o tema que previamente havia pensado, acabei por escrever sobre a dúvida que me consumia enquanto decidia se escrevia ou não.
Após escrever esse artigo não sabia se publicava ou não, porque apesar de ser algo tocante à minha pessoa, ele pode não ser nenhum pouco relevante aos demais que lerem.
Mas acho que devo agradecer à Deus por só ter tido esse tipo de problema na hora de tomar decisões medianas e pequenas, e não na hora de tomar grandes decisões em minha vida, porque imagino que teria muitos motivos para me sentir triste. Se pensarmos bem, grande parte das pessoas tristes que existem, são tristes porque perderam alguma chance, alguma oportunidade, porque resistiram a alguma tentação.
E você aí, quantas vezes já entrou numa discussão interna consigo mesmo, em que tinha de um lado o coração dizendo pra fazer uma coisa, enquanto do outro seu cérebro dizia pra você fazer outra completamente diferente?
Quantas vezes perdeu uma oportunidade, porque demorou pra se decidir enquanto não encontrava prós suficientes pra te levar adiante, nem contras o bastante pra te fazer puxar o freio?
Já se perguntou o que pode ter perdido nas vezes que isso aconteceu com você? Porque é uma das perguntas que mais faço para mim mesmo.

Abraços!

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9 Comentários

  1. Eu me sinto exatamente assim!
    Então, o que você escreveu não é apenas sobre você… Me ajudou a ver que não estou sozinha na minha confusão e indecisão…
    😊

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  2. Adorei o texto, as vezes me sinto confusa também. .mas sabe toda decisão tem sempre dois lados.. não devemos pensar em como teria sido se tivéssemos escolhido a outra opção. .Sabe eu sigo uma frase que me ajuda muito:que qndo vc tiver em um dúvida entre escolher a primeira ou segunda opção escolha a segunda..pois se tivesse certeza da primeira não teria chance de uma segunda surgi!! Na maioria das vezes funciona..E vc só irá agarrar algo, ou sair do muro como vc mesmo citou qndo achar por algo para lutar, ou que queira muito, assim não haverá espaço para a indecisão!! Boas decisões blogueiro 😉

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  3. Eu passei por uma semana (esta ultima) bem conturbada; metas no trabalho, texto novo pra desenrolar aqui no blog, várias decisões envolvendo amores e dores… Mas sabe, aprendi com a kabbalah que a dor é semeada de muita Luz, e passar por sofrimentos nos mantém fortes, basta a gente saber como lidar com a gente mesmo e assim banir os monstros interiores. Na dúvida, injete CERTEZA e tudo vai dar pé!!

    Gostei do seu texto, e ando numa fase em que ando gostando d pouca coisa!!
    abraços, 😉
    Diego Borges / A ARTE LIBERTA!

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  4. andei demais, rsrs #keepwalkin

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  5. Tatiana

     /  1 de agosto de 2015

    Tá aí um texto que me define muito bem… Hahah

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  6. A dúvida é não é a mãe, é a madastra do arrependimento.

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  7. Texto bem escrito ! Dúvida e incerteza tido mundo tem , porém , não se deve ficar em cima do muro porque o arrependimento mata.

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  8. Não se preocupe, esse texto é totalmente relevante pra muitos! Bem-vindo ao mundo dos humanos kkkkkk Todos já nos sentimos assim alguma(s) vez(es) na vida. E lendo teu texto me lembrei de Legião Urbana: “Tenho andado distraído, impaciente e indeciso / e ainda estou confuso, só que agora é diferente / estou tão tranquilo e tão contente”. Quantos já ouviram e se identificaram kkkkkk Adorei o texto. Abçss

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  9. É realmente muito normal que tenhamos dúvidas na vida. Há muitos vão na estrada, como diz Guimarães Rosa, onde a Coisa Feia mora. São neste vãos da vida que fazemos as escolhas mais importantes. Muitas vezes nos perdemos neles e botamos os pés pela cabeça. kkk abrs

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