Missão de um solitário…

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Acho que não nasci pra ter ninguém. Estranho, não é mesmo? Onde já se viu escritor falar que nasceu pra ser só? Mas é verdade, acho que não nasci pra ter ninguém. Não é pessimismo, carência, muito menos birra pra chamar atenção. É a simples análise do mundo.
Simples, todos nascemos com uma missão. Ou desenvolvemos no meio do caminho, sei lá. Mas, hoje quero acreditar que nascemos com ela. Amanhã mudo de crença, caso eu queira.
E, nessa missão, alguns vivem para fazer pessoas felizes. Outros para serem ricos. Uns para fazer o bem. Outros para escrever sobre vampiros ou depravadas – tente entender caso queira. Já eu, das duas uma: ou perdi as minhas instruções no meio do caminho, ou colocaram o software no hardware errado.
Inventei de amar algumas vezes. Só me fodi. Mentira, fui feliz em alguns momentos, nos outros sim só me fodi. De qualquer modo, foi uma espécie de treinamento. Fui. Fiz. Falei. Fodeu. Quebrei a cara. Aprendi muita coisa. Vivi muita coisa.
Apesar das poucas primaveras tive muitos invernos.
Os verões? Ah, os verões. Como pude me esquecer? Os verões foram ótimos. Mas deve ser aquela história da formiga e da cigarra. E, como obviamente eu não fui a formiga e, seguindo o ditado, amor de praia não sobe serra, já dá pra saber o que aconteceu com os verões.
Voltando ao frio, os invernos servem para reflexão, a preguiça, que faz parte do pacote de inverno, é ótima pra te forçar a pensar. E com esse pacotes aprendi bastante. O suficiente para escrever.
Tentei e vez ou outra ainda tento me aventurar fora do verão, procurando abrigo para o inverno, mas aparentemente o conhecimento que adquiri, só serve para vidas alheias. Basta eu encontrar uma formiga que me agrade e me faça querer montar um local seguro, que começo a escrever. Quando o texto acaba e o inseto aprende a ler, resolve divulgar e usar com um bicho diferente de mim.
Logo, volto ao começo. Acho que nasci pra ser sozinho. E minha missão é unir tudo quanto é porra de inseto desse mundo. Sou tão feito pra ficar só, que na época de noé eu devo ter sido a arca!

Abiezer Lopes

O parceiro Abiezer Lopes, pra quem lembra, é o autor do artigo Fugindo à Regra, e um dos apresentadores do Canal Entre a Gente, e tem um toque pessoal incrível em seus textos reflexivos. Para quem nao conhece, vale a pena conhecer.

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11 Comentários

  1. O parceiro Abiezer fez um texto com reflexão bem profunda! Realmente, nos seres humanos temos nossos mistérios de vontades, alguns querem o mundo já outros a solidão devido aos fatos da vida. Beijos

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  2. Amo essa pegada de viajante!
    Oi Gil, tudo bem?
    Passando para te avisar que indiquei teu blog para responder a #TAG Complete a frase. Aguardando as suas respostas.
    Beijinhos!
    https://tamiresbranu.wordpress.com/2015/08/13/tag-complete-a-frase/

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  3. Eu me assustei quando li sr Gill Nascimento, me identifiquei com alguma coisa ou outra, mas quando cheguei no final vi que não eras tu hehehehe

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  4. O Ebiezer é um codinome?! Tipo Batman?! kkkk

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  5. Adorei! Parece que ele escreveu o texto pra mim… Kkkk bem assim mesmo. A pegada da arca, ri até 2017. Fui parar direto no canal Entre a Gente depois desse texto. ☺

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