Papo de Bar… Assunto: Verdades

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E aí queridos leitores, como vocês estão?
Não sei se querem saber, mas eu estou bem, não tão bem como eu gostaria de estar, mas ao menos estou.
E sabe que dia é hoje?
Isso mesmo, dia de Papo de Bar.
Pra quem gosta dessa categoria de artigo aqui no Blog, saiba que decidi, toda segunda feira, a partir de agora, será dedicada a essa categoria.
Mas vamos lá. Na semana passada, na sexta feira, me reuni com uns amigos para tomar umas e todas, e acabamos desenrolando um assunto bem legal. Falamos sobre a verdade.
Não simplesmente a verdade, mas os três tipos de verdade que na nossa opinião existem. A verdade simples, a verdade ruim, e a verdade que as pessoas querem ouvir.
Estranho? Em alguns parágrafos deixará de ser.
Acho que primeiro devo dizer que as três verdades são as mesmas, mas variam conforme o modo que falamos e com quem estamos falando.
Todo mundo diz que quer sempre ouvir a verdade, eu mesmo sempre digo isso. No meu caso não tenho medo da verdade nua e crua, mas tem quem depois de ouvir, fica preferindo não ter ouvido.
Então nessa hora administramos a verdade.
Ela pode ser dada de maneira simples, sem muitos detalhes. Da maneira ruim com os detalhes, e aquele “porém” que sempre insiste em se fazer necessário. Ou ela pode ser dada da maneira que as pessoas querem ouvir, que é com os detalhes, o “porém” e depois um “mas” acompanhado de algo que alivie a tensão.
Eu quando preciso dizer uma verdade para alguém, tenho a sensibilidade de um hipopótamo andando de salto alto. O mais provável de acontecer é que a pessoa chore ou passe mal, dependendo da notícia que a verdade carregue.
Um amigo meu citou um caso em que precisou dizer a mesma verdade vista das três formas.
Há algumas semanas ele marcou de assistir o jogo do seu time com uns amigos do bairro onde nasceu e cresceu, e por acaso a namorada queria sair com ele bem no dia em que seria o jogo.
Nesse caso ele soltou primeiro a verdade simples, disse apenas que já tinha marcado de ver o jogo com seus amigos, e que se ela quisesse poderia até confirmar com eles. O que seria seguro, dado o fato de o quanto nos homens sabemos nos proteger e ajudar uns aos outros quando necessário.
Não foi o bastante. Ela queria saber aonde iriam assistir e com quais amigos ele iria assistir.
Então ele precisou contar a verdade ruim.
Disse que iria assistir no estádio, onde a maioria seria de homens xingando palavrão e ofendendo a torcida adversária. Aí vem o “porém”, ele iria com os amigos de infância, o que nesse caso incluía também três mulheres que sempre iam e uma delas é ex namorada dele.
Foi quando ela soltou uma frase que muitas mulheres falam com frequência para seus homens:
“Não acredito. Se eu não perguntasse você não iria me contar.”
E claro, se instalou aquele clima de tensão.
Foi quando ele soltou a verdade que ela queria ouvir. Que ele tinha comprado um ingresso a mais, pra ela ir com ele, porque sabia que isso seria um problema, assim além de ficar de olho nele, também evitaria que ele entrasse em uma possível confusão no final do jogo.
Se colou eu não sei, e provavelmente nem meu amigo saiba.
Ela se acalmou. E ele rezou pra que ela não perguntasse se ele iria convidar ela se ela não tivesse questionado.
E como eu sei que algumas das minhas queridas leitoras vão comentar sobre essa namorada que foi muito passiva, informo, no final ele nem foi pro jogo, foi com a namorada pra onde ela queria ir.
Voltando. Verdades são assim, e eu mesmo por várias vezes já precisei usar os três tipos, porque é fato que tem gente que não se contenta com elas de forma simples, aí você diz à elas dá forma mais dura e ruim, as pessoas se abatem, aí você tem que tirar um coelho da cartola e deixar as verdades da maneira que a pessoa quer ouvir, só pra não sair com um peso na consciência.
Por essas e outras que eu bebo.

_

Gill Nascimento

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9 Comentários

  1. Eu já costumo dizer que existem, ao menos, três versões da verdade: Os lados envolvidos (no mínimo dois) e a visão de quem está de fora. Nunca batem e é normal. Agora sobre como dizer a verdade…sou a rainha dos eufemismos. O gato sobe no telhado, desce, muda de ideia, vai pelo lado e de repente ..caiu. Quando não adianta, digo que apenas subiu no telhado e a pessoa tem que entender que não havia como descer, se mesmo assim não adiantar…é quando me chamam de grossa. Mas ninguém vê que eu tentei falar antes, só que de uma forma mais sutil. 🙄 rsrs Mas quando a pessoa não quer ver a verdade, nem adianta nada disso, aí é sentar e observar ou deixar pra lá. Isso eu faço bem! Acho que seu método (inverso do meu) funciona bem melhor, ao menos a pessoa termina mais calma. rsrsrs Beijo 😀

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  2. Olha adorei essa saída esperta ou armação esperta…”tô julgando né?”, rssss. Eu parto do princípio que a verdade é tudo aquilo que se faz crer. Sou também muitas vezes interpretado como grosso, como arrogante exatamente por tentar de uma foma simples em não magoar, mas parece que a pessoa, não todas, ou se fazem de desentendida ou não entendem mesmo, ai temos que acertar a verdade e ela sai assim bem na “lata” pronto, acabou, te viam as costas até te ofendem. Puxa mas não é que apenas eu quis dizer a verdade.
    É quando fico pensando…, as pessoas muitas vezes preferem a mentira, ou a enrolação que uma amiga dizia, “a malandragem”. É difícil viu, costumo preparar bem a pessoa para saber até onde ela suporta ou entende, ou vai aceitar aquela verdade, depois disso, lanço a mesma, muitas vezes acerto e fica tudo bem outras me dá vontade de não ter me envolvido no ser o portador do que deve ser dito, pois mesmo não sendo culpado, não fazendo parte daquela notícia, a cupa é de quem fala. Calar é difícil em assuntos profissionais, aguem tem que dizer, aguem tem que demitir, isso fere sei bem disso, mas devemos estar preparados para assumir aqui que nos propomos.
    Ser verdadeiro, é ser sincero. Rezem para que eu nunca venha informar sobre o segundo Sol, rssss. Adorei o texto, como sempre, criativo! 🙂

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  3. Desculpas as comidas de letras, tenho que trocar esse maldito teclado, rsss.

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  4. Anônimo

     /  25 de janeiro de 2016

    Celebration is expression of ourselves. Great post.Jal

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  1. 504812345678950458 | Biólogo31 www.wwf.org.br/

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