Papo de Bar; Assunto: Você está ficando velho!

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Olá pessoal, como vai vocês?
Eu estou bem. E como toda segunda, hoje tem Papo de Bar, mais um que deu trabalho. Precisei de um tempo para lembrar os assuntos que conversamos, mas lembrei, agora só preciso lembrar de não beber vodka nessas ocasiões.
Meus amigos e eu dessa vez tratamos de um assunto divertido, e que muitos de vocês irão se identificar.
Falamos sobre coisas que fazem a gente lembrar que estamos ficando velho.
Eu vou citar um clássico: Quando você está conversando com uma criança e acaba falando sobre um objeto, e ela simplesmente te olha com cara de quem está ouvindo um idioma desconhecido.
Um dia desses minha filha e eu estávamos mexendo numas tralhas, procurando uns enfeites para nossa árvore de Natal, e nessa busca me deparei com um antigo Walkman meu.
Minha filha pegou, olhou daqui, olhou dali, apertou os botões, abriu a tampa do toca fitas, e então perguntou o que era. Falei que era um Walkman, óbvio, não adiantou. Então expliquei que era um toca fitas portátil, também não resolveu.
Tive que explicar que nessa época não existia celular, IPod, MP3 nem CD, que a gente escutava músicas em fitas, procurei uma para mostrar para ela, e ela ficou deslumbrada com a explicação detalhada. Imagino que pensando em como será que sobrevivemos numa época tão primitiva.
Foi um daqueles momentos em que me senti um idoso de 31 anos.
Um amigo citou outro exemplo.
Há um tempo atrás, ele foi buscar sua irmã caçula no colégio, e encontrou ela conversando com uma professora, com a qual ele flertou, e ao entrar no carro teve que ouvir sua irmã dizer para ele tomar vergonha na cara, pois a professora era muito nova para ele.
Segundo ele bateu até uma depressão na hora, pois parecia que foi ontem que ele se apaixonava pelas professoras da escola, mas elas eram sonhos inalcançáveis, pois ele não passava de um pirralho para elas.
Me compadeci de seu sentimento, pois já passei por algo parecido.
Outro amigo citou um exemplo bom também.
Ele disse que um dia desses estava voltando do interior de São Paulo escutando rádio no carro e cantando animado e amando todas as músicas, até o momento em que o locutor começou a falar, e perguntou se os ouvintes estavam gostando daquele programa especial, intitulado “Vamos Relembrar”.
Então ele se deu conta que estava cantando e se sentindo como se estivesse cantando músicas totalmente atuais, mas não eram, eram músicas que tinham mais de 20 anos, mas ele conhecia todas muito bem.
Eu como um eterno nostálgico, já me dei conta disso faz um bom tempo, e simplesmente me conformei.
Já uma colega de trabalho disse que percebeu que estava ficando velha num dia em que estava fazendo sua lista de compras no supermercado, já colocando os preços ao lado, pois já sabia a base de memória, e então sua filha passou por ela para ir para a escola e ela gritou:
“- Querida, está levando um agasalho né?”
E de repente se viu pensando pasma: “Meu Deus, eu me transformei na minha mãe!”.
Naquele momento a única coisa que ela conseguia pensar era que estava ficando velha, e se perguntava se sua filha à achava tão chata quanto ela achava sua própria mãe quando era uma pré adolescente.
Confesso que já me peguei me vendo como meu pai também.
Se eu fosse desanimar por estar ficando velho, estaria em maus lençóis, pois me vi em todos os exemplos, mas até que não.
É como disse um amigo:
“Nesses momentos a gente percebe que está FICANDO velho. E isso é uma ação em desenvolvimento, não uma ação concreta. A gente está ficando, mas não é velho, ao menos não ainda.”

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Gill Nascimento

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38 Comentários

  1. Nunca é tarde para ser feliz, o passar da idade não quer dizer que você não vai mais ser feliz.

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  2. Olá Gill!! Eu adoro esses momentos “estou ficando velha”. Passo por eles constantemente, então, nem ligo mais. Por um lado é bom. Experiências e conhecimentos é o que não falta.
    Vamos ser feliz!! Bjs e uma ótima semana!!

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    • Sim, eu também vejo dessa forma, e encaro numa boa, graças à Deus não tenho essas encanações com o tema, mas conheço pessoas que por am quando se deparam com essa realidade kkkkkkk

      Tenha um lindo dia Pitaquinha

      Beijos!

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  3. Verdade Gill!
    Eu sei que estou ficando velha quando encontro as crianças que entraram ainda bebês na escolinha que trabalho. Ai a mãe fala “Lembra da tia Ju” e elas me olham com oito ou nove anos já e cara de paisagem kkkkkkkk
    É a morte😂😂😂😂

    Isso é muito, muito triste mesmo ( eu era sa época do bichinho virtual kkkkk)
    Beijão Boa semana☺

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  4. Oi, Gil e leitores do Casuísmo… Toda segunda quando volto pra casa leio o “Papo de Bar”. Sabe que essa questão de estar velha não é algo que incomoda… na verdade tenho orgulho de ter vivido certas coisas. Acredito que por mais que as novas gerações as vezes vêem tudo com um olhar do tipo “nossa, como conseguiam”. Eu, por outro lado vejo o quanto de nós ficava marcado na nossa história, quantos momentos mais intensos, quantas relações mais sentidas, como era mais necessário o nosso pensar para desenvolver qualquer atividade. Não posso ser hipócrita e dizer que não gosto das novidades, mas me irrita a velocidade e a forma como são “enfiadas guela-a-baixo” em nossas vidas nos dias de hoje. Por exemplo, recuso a comprar um celular só porque ele já tem mais de 3 anos de uso. Ele funciona, e é o que me interessa. Só que logo logo serei obrigada a ter que comprar outro, pois não tem atualizações necessárias mais para o meu modelo… (tudo tem ficado muito descartável).
    Certa vez, lembro-me de uma situação em que tive que procurar fotos na internet para explicar para uns alunos o que era máquina de datilografar. Adoro história (acho que quem acompanha meu blog já deve estar cansado de ler sobre isso) e um dia levei um texto para reflexão e fazer uma atividade. O texto era “A máquina do Tempo” de Rubem Alves e a atividade se deu em traçarmos uma linha de tempo da Comunicação. Foi muito divertido e uma excelente maneira para um conhecimento cultural e histórico. As crianças adoraram e ficaram bobas de saber o quanto o Windons é jovem.
    Em 2000, para se ter linha de telefone fixa, tínhamos que fazer inscrição e esperar sorteio; em mais ou menos uns 2 anos depois, passaram a te oferecer os serviços com uma porção de “benefícios” agrupados…

    Então, adorei o tema de hoje e é simplesmente fenomenal trazer essas discussões as vezes entre as crianças. Ensiná-las a valorizar as coisas, não permitir o consumismo excessivo e desnecessário. Confesso que é uma luta bastante desleal e muitas vezes causadora de muitos problemas entre nossos jovens e crianças; como bullying, isolamento social, pouco desenvolvimento de interação, problemas de níveis físicos, etc….

    Abraços

    E uma boa semana
    Laynne Cris

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    • Eu também não tenho encanações com o tema, na verdade curto muito a atual fase da minha vida, e curto muito falar sobre o passado com minha filha, lhe apresentar coisas que ela não conhece e que hoje não são mais usadas, é ótimo ver o olhar de fascínio no rosto dela. E já disse isso aqui algumas vezes, nossa vida foi mais intensa mesmo, essa modernidade tem tirado isso!
      Tenha um lindo dia Laynne!

      Beijos!

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      • Obrigada Gil… e só por isso fiquei com vontade de ouvir Rod Stewart enquanto estudo e escrevo umas coisas… Viva todos os momentos e fases da nossa vida…

        Desejo o mesmo para ti… ótimo dia.

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  5. Tirando a parte dos filhos eu me vi em todas essas situações. Meu projeto de computador e meu celular são cheios de musicas antigas. O que eu posso fazer se eu gosto. Minha mãe ainda guardava até hoje varios LPs daqueles grandes. Só não tem onde tocar.

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  6. Esta ai uma questão que não me incomoda, geralmente costumo mais sentir pelo que a minha filha e outras crianças não poderá viver, tipo: o walkmam, sendo consumidas pelo alienante celular, brincar na rua de 7 pedrinhas, soprar língua de sogra, pular corda e colar ABC, sim, colar ABC, porque não? considero essa socialização importante num mundo em que os relacionamentos são construídos na internet. Enfim..ter uma infância infantil de verdade, numa sociedade em que se tem produzido milhares de adultos em miniatura. Envelhecer aproveitando o melhor de cada fase sem parecer rídiculo(a) é digno. Mas considero mais importante do que isso, amadurecer com as experiências. E ah! Apesar dos meus momentos nostálgicos, ser chamada de tia, ver os pirralhos que carreguei no colo estarem homens e mulheres feitos, me sinto muito jovem. O corpo pode até envelhecer, mas a vontade pelo viver não.

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  7. Adorei Gill! Estar ficando velha, para mim, ainda não é um prolema, mas me assusta o fato de como o tempo passa rápido e ver essa nova geração lembra que na minha infância não vivia cercada de tecnologia rsrs.
    Beijos e um ótimo dia pra ti 🙂

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  8. kkk, também me sinto uma idosa de 32 anos quando estou conversando com meu afilhado kkkk, mas não me incomoda não! Assim como nós vimos coisas que eles nunca conhecerão, um dia eles também viverão com os seus filhos, faz parte do ciclo da vida 😊 É sinal de que o mundo não tá parado, ele segue girando 😉

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  9. Adorei! Tb tinha tinha walkman, mini games, nossa, tetris era obrigatório, rsrsrsrsrs… Qdo penso nos filmes então, Loucademia de Polícia, O Predador, Allien, O Grande Dragão Branco e tudo o que existia do Jean Claude Van Damme e do Bruce Lee; os seriados, Barrados no Baile, Melrose, kkkkkkk, é…, acho que tô velha, hihihihihi… Beijoca

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  10. A sensação de ficar velha, para mim, vem junta com todas aqueles coisas que eu não posso mais fazer. Depois dos trinta anos, uma simples ação engraçada parece locura per quem olha. Mas outro dia, consegui fazer algo como se eu tivesse 15 anos 😊. Chuveva muito e eu tive parachuva. Muitas pessaos estavam paradas, na espera que acabasse, mas eu, sem olhar para atrás, fechei o parachuva e comecei a correr, batendo os pés nas poças de água e me divertindo muito. Foi maravilhoso, mesmo que eu parecia ridícula para alguem. Sabe, para uma mulher é muito dificil ficar velha. Tem que trocar o seu jeito de vestir (a menos que não quiser parecer como uma desesperada que compete com adolescentes), jeito de comportar-se, talvez mesmo o jeito de pensar. Mas eu ainda tenho muitas coisas juveniles que gosto fazer e acho que nunca iria sintirme velha 😉

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  11. Certamente il tempo scorre e ti accorgi di quanto proprio in alcune occasioni; la vera età è quella anagrafica, ma quella del cuore e dell’anima, dell’allegria è quella che conta davvero.
    Magari con un goccio di….tutto sembra migliore 🙂
    Un bacio (potresti essere mio figlio 😉 )

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  12. Sentir-se velho é angustiante. Acho que a coisa decola quando nos damos conta disso por completo. Comigo, ao contrário, acontece só as vezes, quando conheço alguém que nasceu próximo aos anos 2000 ou quando digo coisas da era pré-internet e a pessoa faz cara de paisagem. Ainda estou me acostumando, acho que nunca vou.

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  13. Eu várias vezes já me deparei com meu filho me perguntando se tinha isso ou aquilo quando eu era criança e acabo tendo que responder que não. Também sou um nostálgico de coração e a cada dia que passa sinto que irei continuar sendo assim um por um longo tempo. Nossas recordações fazem parte de momentos especiais de nossas vidas e significa que passamos a ter mais experiência assim como nossos pais antes de nós. Adorei teu texto e obrigado por seguir meu blog.
    Quando puder leia as postagens no Além da Torre 3 e no Além da Torre Z.

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  14. Muito bom ! É bom recordar o nosso passado !

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  15. Para mim, bate uma nostalgia boa ao lembrar que, quando criança, brincava na rua de todos os piques (esconde, cor, alto, bandeira e por aí vai) que conhecia. Estava sempre com os pés sujos. Tenho cicatrizes nos dois joelhos para provar que minha infância foi correndo, caindo e levantando por aí.
    Oh tempo bom!!
    Até Gill 🙂

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    • Já escrevi muito sobre lembranças da infância aqui, sou nostálgico até demais, e fazer as pessoas se lembrarem também é ótimo, fico feliz, apesar que não pensei que causaria isso nesse texto, já que não abordei tais assuntos kkkkkkk
      Mas que ótimo isso!

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