Papo de Bar… Ainda bem!

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E aí pessoal, tudo bem com vocês?
Adivinha quem voltou? Isso mesmo, o Papo de Bar. E eu também, para os bares desse mundão que dão vida a essa categoria de textos do Blog.
Juntamente com os colegas da Produtora, nos reunimos num barzinho do Butantã na sexta feira, para colocar a conversa e o fígado em dia, e desenrolamos vários assuntos legais, mas dentre eles, um se destacou.
É tão normal as pessoas falarem de seus arrependimentos, das coisas que deixaram de fazer, mas que queriam ter feito. Diferente do normal falamos muito daquilo que deixamos de fazer, e acabamos dando sorte por isso.
Sabe aquilo que você acaba não fazendo e no final solta aquele suspiro de alívio acompanhado de um “ainda bem”?
Me surpreendi com o assunto, pois tenho reclamado tanto de 2015 que foi horrível, mas poderia ter sido bem pior.
Um colega lembrou que no ano passado ele ia comprar um carro com o qual vinha sonhando já fazia um tempo, mas que nos 45 do segundo tempo ele desistiu, e uma semana depois foi obrigado a fazer uma dívida ainda maior, por um motivo justo. Na ocasião as primeiras palavras que surgiram em sua mente foi “ainda bem”.
Se eu sair coletando as vezes que disse essas duas palavras, talvez até faça as pazes com o ano passado, pois até que foram bastante.
Sabe aquele sentimento de ter saído do Titanic num bote salva-vidas antes mesmo de ele ter se chocado com o iceberg? Passei por isso algumas vezes, e como é gostoso e doce o som do “ainda bem” nessas horas.
Claro, na hora da escolha entre ficar ou pular fora, é complicado, e até que se confirme que você fez a escolha certa, pode bater, às vezes, um pouco de arrependimento, mas compensa no final.
Eu mesmo, há anos venho pensando em morar numa casa e não em um apartamento, e no ano passado quase que fiz isso, mas desisti em cima da hora, e agora tive uma oportunidade muito melhor e mais lucrativa. Foi o “ainda bem” mais saboroso que eu já disse, de tanto que valeu.
Difícil é saber se depois as oportunidades vão nos visitar novamente, eu sei, mas é o risco que se corre. E o que é a vida se não um emaranhado de riscos à serem corridos?
Uma colega lembrou que quase se casou no ano passado, e que agora poucos meses depois, nem fala mais com o ex. Segundo ela, o destino vai ter que caprichar muito para superar o “ainda bem” que ela fala quase todos dias, quando acorda.
Eu ri muito do modo como ela falou, e ainda mais da cara que ela ficou quando comentei que em algum lugar, o ex dela, poderia se sentir da mesma maneira todos os dias.
Eu não sou muito de me arrepender das minhas escolhas, e olha que já dei muito murro em ponta de faca, sempre tento guardar o melhor de cada situação, afinal, pra isso servem as lembranças, pra guardar o que foi bom. Não é mesmo?
Mas comemorar o fato de não ter feito uma besteira, é muito válido, vale a economia de dados no HD da nossa memória.
Todo mundo tem aquele seu lado que adora chutar o balde e encarar o tudo ou nada, esse lado em mim, aliás, é muito visível e presente, mas estou descobrindo que, a ansiedade de saber se escolheu o certo ou errado ao não encarar algo, e depois a alegria de saber que fez bem, é quase tão emocionante quanto aquele friozinho que dá na barriga na hora de encarar um grande desafio ou uma grande decisão, e de esperar o resultado.
Então AINDA BEM que de vez em quando o destino colabora e não deixa a gente se arrepender, não é mesmo?
Porque se arrepender de não ter feito, é muito pior do que se arrepender por ter feito algo. Por outro lado se sentir aliviado por não ter feito uma escolha errada, é bom demais.
É como disse minha Diretora:
“O negócio é torcer para que nesse ano a gente chute muitos baldes, mas não machuque o pé, e caso a gente resolva pisar no freio, ninguém bata na nossa traseira!”

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Gill Nascimento

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17 Comentários

  1. Realmente Gill se arrepender de não fazer é pior, mas esse sentimento de “Ainda Bem” prevalece!!! Bjs

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  2. Que seja o ano dos “Baldes chutados”! ☺

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  3. Vamos lá chutar muitos baldes!

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  4. Essa filosofia do “Ainda bem” é o que mais me motiva, na realidade xD

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  5. Primeiro passeio pelos espaços amigos. Aproveito pra desejar um 2016 cheio de realizações e inspirações.

    Clau Assi

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  6. Ainda bem que podemos nos valer do ” ainda bem !”

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  7. Caaaara, não sei. Eu penso tanto antes de tomar uma decisão, que esse “ainda bem”, se mistura com o “P#%& porque eu não fiz”? É o ruim de pensar demais e o bom também. Espero realmente, chutar muitos baldes esse ano. Estou numa fase de transição, que parece que nunca acaba, mas agora, já estou começando a ver o finalzinho do funil. Aí é que bate aquele medinho da decisão errada, mas tem momentos que é chutar o balde por falta de opção. Quer dizer, opção sempre se tem, mas estou no clima de chutes, já contemplei demais, medi demais, pensei demais. Não tenho a menor ideia se vou dizer “ainda bem” ou não no final disso, mas venho te contar.
    Bjooo meu rei. 😉

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    • O “ainda bem” é libertador, é aquela mistura de alívio por não ter feito merda e felicidade por ter escolhido corretamente, se arrepender que é ruim, mas todos nós passamos por essa fase em que não sabemos ao certo se chutamos o balde ou se pensamos bem antes de agir, vai da tudo certo no final!
      Tenha um dia lindo!
      Beijos!

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