Sou humano, sou teimoso, aprendo, mas não aplico!

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A gente passa a vida inteira procurando por algo que muitas vezes nem sabemos o que é, e esse é o problema, porque às vezes encontramos e nem damos conta disso.
Então encontramos, e mantemos de maneira desleixada, como se fosse algo comum, e por fim acabamos por deixar guardado naquele canto onde deixamos as coisas que raramente usamos.
Quando nos damos conta, se desgasta, sem nem mesmo termos aproveitado ao máximo tudo de bom que poderia nos proporcionar.
Aí do nada reencontramos, naquele dia de limpeza geral, e como se fosse algo que já não mais nos serve, dispensamos, simplesmente jogamos fora.
Então o tempo passa, e com os anos decorridos surge a experiência, e com ela o verdadeiro auto conhecimento, e com isso, e por consequência, acabamos por descobrir o que realmente precisamos, aquilo que no fundo a gente quer, mas nem sabe o que é.
Nesse momento surge o sentimento de incompetência e decepção, ao descobrirmos que durante muito tempo tivemos isso ao alcance das mãos, e não demos o devido e merecido valor.
O que eu não entendo é, como consigo pensar tão claramente nesse assunto, e ainda assim ser totalmente sujeito a tal situação.
Quando que essa experiência e esse auto conhecimento nos chega?
A verdade, eu acho, é que está em nós essa mania, de usarmos mais o canto das coisas inúteis, do que a estante em frente ao nosso lugar preferido.
Está em nós a preferência por guardar as coisas no canto esquecido da memória, do que guardar no coração.
Acho que é essa época em que confiar é tão difícil, em que acreditar é tão complicado, e em que se iludir se tornou tão comum.
A pergunta que fica é se, assim como tudo muda e assim como tudo passa, essa época também passará?
É como se tivesse havido, em algum momento da existência humana, um Big Bang dos sentimentos, então tudo recomeçou do zero, e somos homens das cavernas que precisam redescobrir o fogo para nos aquecer, e a pureza de apenas ser, sem precisar enganar ou trair, apenas coexistir.
Sentimentos são tão complicados, nosso coração é tão complicado, queremos preencher, ao mesmo tempo que queremos economizar, pensamos em gastar, mas também pensamos em poupar, uma hora desejamos esvaziar, outra transbordar. Que Deus nos ajude nisso.
Voltando ao assunto inicial desse texto, me pergunto: Será que já encontrei o que realmente quero, o que realmente preciso?
E se já encontrei, será que já perdi ou me desfiz?
E se por acaso isso tiver acontecido, será que quando eu me der conta, conseguirei recuperar?
E se por sorte eu conseguir recuperar, será que vou conseguir recuperar o tempo perdido?
São tantos “e se…”.
Aprendi muito cedo que, no campo dos sentimentos, é muito mais fácil conquistar do que recuperar, que é muito mais fácil ser encontrado do que procurar, e acima de tudo, é muito mais fácil descobrir do que criar.
Aprendi muito cedo também, que de nada adianta querer, e não correr atrás,  obter, e não cuidar, e acima de tudo, guardar, mas não usar.
Sou humano, sou teimoso, aprendo, mas não aplico. Mas quem é que não é assim?

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Gill Nascimento

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49 Comentários

  1. A velha máxima utilizada por nós do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Somos assim: imperfeitos, cabeças duras e volúveis!

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  2. Penso nisso todos os dias, a vida não passa de um dia em constante repetição, o mundo gira e só para na mudança de geração, grande trabalho na construção deste texto, continua Bro.

    Hasta & Peace
    Kudza

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  3. Parabéns pelo texto! Verdadeiro!
    Penso que o auto-conhecimento não vá nos livrar de errar! Talvez ele nos proporcione a vantagem de reconhecer mais rápido nossos erros!

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  4. Muito eu!!!! risos

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  5. Quem nunca?
    Excelente texto!
    Você disse tudo, a gente passa a vida inteira procurando.
    Beijos Gill um excelente dia ☺

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  6. Gill, meu pai sempre diz “faço o que eu digo, mas não faço o que faço” haha li seu texto e lembrei do meu véio..
    Mas a vida é assim mesmo, a gente aprende, errada, teima, dá conselho mas não segue o que a gente mesmo fala hahah mas é assim, passamos a vida tentando encontrar algo que nem sabemos o que é.
    Beijo!

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  7. Excelente reflexão Gill… Eu, todavia vivo numa luta eternamente comigo acerca destas coias… não parece suficiente ter conhecimento acerca das coisas. Somos seres complexos…

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  8. Gil, quando comecei a ler o seu texto, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a imagem das gavetas da minha filha, com tanta coisa guardada sem ter chegado a ser estreada! 😀 Parabéns, gostei muito do que escreveu 🙂

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  9. Gostei da ideia do big bang dos sentimentos. Imaginei uma explosão altamente colorida!!! 🙂

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  10. Troppi se nella vita fanno male, perchè,come dici tu, siamo umani.
    L’umano capisce ma non applica perchè magari in quel momenbto la ragione dice una cosa e il cuore un’altra; perchè proviamo sentimenti contrastanti che ci inducono in na via e poi ci accorgiamo che era l’altra e allora torniamo indietro; perchè non ci chiediamo nell’immediato se si può recuperare e quando lo facciamo è troppo tardi o semplicemente non ci interessa….La vita è un frullatore di sentimenti, emozion i. Viviamoli con meno se e più positività, pnsando solo ad assumerci le responsabilità del poi, questo si!
    Buon pomeriggio.

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  11. TAG PER TE=)https://donneilmondodellefate.wordpress.com/2016/01/22/liebster-award-1/

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  12. Tudo está relacionado aquela velha história de inventar necessidades…o bom, é a simplicidade, mas…

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  13. Que texto maravilhoso! Me identifiquei porque me questiono sempre sobre tudo isso.

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  14. Excelente texto Gil, aprendendo a sempre me perguntar se eu realmente preciso. Mas… Hahaha! De vez em quando… Beijo.

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    • Deixa eu adivinhar: Seu lado econômico fica torcendo pra surgir uma voz interior que diga que você não precisa, mas seu lado acumulador sempre diz que sim?
      Se for, bem vinda ao time kkkkkkkk
      Beijoos!

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      • Confesso que não sou nem econômica nem acumuladora. Vivo me policiando para o primeiro, sou mão aberta, adoro dar presentes, não sou apegada as coisas, se alguém gosta de algo meu eu tenho a mania de dizer: – gostou? fica pra você. Meu marido fica bravo porque nessa brincadeira já dei alguns objetos dele, tenho que me controlar porque acabo sendo vítima de abusos. Beijo

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  15. Bom Dia!!!

    Com muita satisfação te indiquei para Premio Dardos!
    Caso queira dar continuidade na iniciativa veja la no meu Blog o link https://adalbertomatosblog.wordpress.com/2016/01/24/premio-dardos/
    Lindo final de semana!

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  16. Inspira mil reflexões!

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  17. Muito bom!
    Bem isso… estamos em constante desafio, muitas vezes por vontade própria (inconsciente, na maioria delas)! Penso que isso é uma característica de muitas pessoas, mas que poucas têm consciência. As que aprenderam a lidar com isso talvez se sintam mais realizadas, porque respeitam sua própria inquietação e agem no sentido de botar o máximo delas em prática. Já as pessoas que não têm consciência, devem sofrer muito. Muitas vezes são pessoas infelizes, que se comparam às outras e que têm inveja. Não entendem que a inquietação é uma forma de energia criativa.
    No entanto, mesmo tendo consciência disso, não significa que eu me sinto realizado 100% do tempo, nem que o medo e a incerteza tenham deixado de existir… isso é curioso e me ensina a ser humilde.
    E por mais que respostas apareçam, um paredão cheio de janelas abertas aparecem na minha frente, me pedindo pra escrever um comentário sem fim respondendo a cada nova pergunta rsrs
    Obrigado pela inspiração! Parabéns pelo belo texto!

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  18. Nem me diga em teimosia, teimo teimo e teimo!
    Ótimo post sobre nossa teimosia! =D

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  19. Aprender… Reaprender… Vivemos aprendendo rsrs

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  20. Difícil sermos diferentes disso. 😀
    Teimosia é 100% de Vanessa Melo
    kkkkkkk
    http://meloemulkey.com/

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  21. Gill, certa vez William Faulkner disse que se ele encontrasse o que estava procurando ele se suicidaria. Não é esse o sentido da vida?

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