Deixa rolar…

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Sabe quando você, com a cabeça no mundo de lua, esquece de adoçar o café, e mesmo tendo plena certeza desse fato, ainda assim toma um gole do café pra ver se ele está amargo mesmo?
Ou quando você acorda de manhã com o despertador te avisando que é hora de trabalhar, e você clica para ele tocar novamente 10 minutos mais, tarde, e então ele toca, e mesmo sabendo que vai se atrasar para o seu ganha pão, você aciona a função Soneca novamente?
Sabe quando você vai sair de casa e o céu já está começando a escurecer, e já até se escuta alguns trovões, mas ainda assim você não pega o guarda-chuva, porque ainda tem fé de que não vai chover, mas no fundo sabe que vai cair o maior pé-d’água?
Ou ainda, quando você tem um compromisso, está com horário apertado para chegar, sabe que um caminho tem trânsito nesse horário, por isso deve ir pelo caminho que geralmente está mais livre, mas ainda assim vai pelo caminho congestionado só porque a vista é mais bonita, e também, nunca se sabe, milagres acontecem?
A vida é assim, tem erros que a gente precisa cometer, não porque somos burros ao ponto de saber que não vai dar certo, ou ao nível do ditado que diz que errar duas vezes é burrice, temos que errar não pelo erro em si, mas por aquele “vai que dá certo” que sempre existe dentro de nós.
Acho que cada um de nós nascemos com uma cota diária de riscos aceitáveis, e uma mínima esperança que sempre nos sussurra “se der certo, vai valer a pena”, então a gente mete a cara mesmo.
Será que isso é ruim?
Eu particularmente não acho, se a esperança é o que nos move, e é mais que certo que grandes coisas nunca começam já grandes, então porque não ter essas pequenas esperanças que podem fazer brotar grandes esperanças, que no final nos darão confiança e nos ajudarão a dar grandes passos?
Deixa rolar, vai que o café esteja doce!
Se não der, não deu, quando a cota de riscos aceitáveis for preenchida, a gente bota os pés no chão e segue a vida durante o restante do dia com toda cautela e responsabilidade possível, mas enquanto ainda há possibilidades de que palavrões não sejam pronunciados, e de que a gente até pode rir de nossa própria inocência, deixa rolar!
Se pararmos pra pensar, fazemos isso com muita frequência, e quando abrimos mão desse “vai que dá certo” no nosso dia, parece que faltou alguma coisa. É como se o nosso despertador fosse a voz da Eliana perguntando “com emoção ou sem emoção?”, e a gente escolhesse sem emoção.
Deixa rolar, vai que a gente não se atrase!
E tem sempre aquela possibilidade de que um dia a gente acabe acertando, e então nada como um “não é que eu estava certo mesmo?” pra começar o dia muito bem. Não é verdade?
Deixa rolar, gente, vai que no fim seja só uma fina garoa!
Quem afinal progride sem correr riscos? E como uma pessoa vai conseguir ter coragem de correr um grande risco na vida por uma grande recompensa no final, se ela não correr pequenos riscos diários, por pequenos prazeres momentâneos?
Então é isso galera, deixa rolar, afinal, vai que o caminho esteja livre, não é mesmo?

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Gill Nascimento

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20 Comentários

  1. Experimentar e fazer um limite ser apenas questão de opinião! Livre é derivar os contratempos e se enriquecer dos testes como uma anotação para a sua vida. Deixe rolar… 😉

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  2. L’espoir est contagieux, comme le rire 🙂

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  3. A vida precisa de esperança… de adrenalina… de expectativas… tudo isso fortalece o carater! rs Adorei o texto 😀

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  4. Gostei da reflexão Gill. Posso lhe dizer que neste quesito em particular me identifico um pouco, embora dependendo do caminho eu evito arriscar e acabo perdendo algo que poderia ser grande ou apenas significativo! Hoje procuro me arriscar mais, mesmo sendo um pouco difícil algumas vezes rsrs..

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  5. Precisava disso.

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  6. Gostei muito do texto, ótima reflexão!

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  7. Deixar rolar! Taí uma coisa interessante que ando fazendo ultimamente.
    Bjos Gilzinho

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  8. Ótimo e reflexivo texto !

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  9. KKKK muito bom e reflexivo! Isso me remete a mudanças que me remete a um livro muito bom! kkk Quem mexeu no meu queijo? do Spencer Johnson http://marcianossabemler.com/index.php/2016/07/06/quem-mexeu-no-meu-queijo-spenser-johnson/

    Abraços.

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