Papo de Bar… Duas Metades!

Todos já ouviram expressões como “as duas metades da laranja”, “minha cara metade”, “almas gêmeas”, entre outras, das quais agora não me recordo, por estar escrevendo esse texto meio alto após chegar do Papo de Bar, e com certeza sabem que tais expressões são usadas quando se referem a casais apaixonados, que pretendem passar o resto de suas vidas juntos.
Bem recentemente, ouvi uma opinião sobre o assunto, com a mesma base de pensamentos, mas um formato diferente de pensar, e eu, ao menos, ainda não tinha ouvido nada do tipo, e acabei levando isso para a mesa onde meus amigos e eu nos reunimos.
Geralmente quando falamos de casais que nasceram um para o outro, são muito usadas as expressões que citei lá no início, se referindo ao fato de que esses casais são perfeitos um para o outro por se completarem, por possuírem em cada um aquilo que falta no outro, como se fossem mesmo um a tampa e o outro a panela, ou cada um uma metade.
Mas será que é a forma correta de ver as coisas mesmo?
Tudo bem, é belo, é romântico, mas será que dá pra deixar mais funcional sem perder o romance?
Aparentemente sim.
Primeiro vejamos o lado negativo dessa versão: Se cada um é uma metade, e juntos formam um só, quando se separam voltam a ser metades, e é isso que geralmente torna o fim de uma relação algo tão difícil.
Agora citando um amigo meu, que já estava meio alto também:
“E se ao invés de a tampa surgir e só tampar, ela ensinasse a panela a se tampar sozinha quando fosse necessário, e vice e versa? Não seria bem melhor?”
Ignorem a metáfora bêbada, mas se prendam ao conceito da ideia, sim, existe a outra metade de cada pessoa por aí, mas não para oferecer e ser aquilo que nos falta, e sim para nos ensinar a ser completos.
Não devemos depender, devemos aprender, aprender a nos completar, e se depois transbordar, deixa que transborde, melhor sobrar do que faltar.
Isso de que duas metades se unem para se tornar uma só chega a ser meio estranho, 1 é ímpar, e um número ímpar de romântico não tem nada, tem que ser dois, não com um algarismo apenas, mas 1+1, dois algarismos que fiquem lindos e combinem juntos, que se completem, mas que continuem sendo dois.
Outro amigo disse o seguinte:
“A gente, estando inteiro, já corre o risco de entrar numa relação e sair dividido, entrar como metade, sentir o gosto de como é ser inteiro e depois ter que voltar a ser metade é sempre uma barra. Depois é como um processo de desintoxicação de algum vício, lento e muito doloroso!”
A gente não tem que ser aquilo que falta em ninguém, só precisamos ter para doar, ao invés de emprestar.
Sempre gostei muito da expressão “almas gêmeas”, mas nunca entendi como seu significado informal pode ser “pessoas que se completam uma a outra”, porque se são gêmeas, são iguais, e se são iguais, uma não tem nada em si que a outra precise.
Quando mencionei isso, meu primo voou longe nos pensamentos:
“Talvez se tornam almas gêmeas depois de terem sido duas metades, que ensinaram uma a outra a se completarem, e completas se tornaram iguais, gêmeas, talvez tudo não passe de um processo cheio de fases, num sentimento que de simples não tem nada!”
A verdade é que ninguém nasce completo, somos todos frascos pela metade, esperando alguém que contenha a mesma essência que nós, que nos complete, sem precisar se esvaziar, porque creio eu que o amor não venha a ser um sacrifício, mas sim uma doação.

 

 

 

Gill Nascimento

 

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10 Comentários

  1. Adorei o post!! Muito legal!

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  2. Io sono la metà di mio marito, ma solo fisicamente :-D, lui dice sempre “tu sei la mente, io il braccio…” e così ci completiamo.
    Ma noi siamo il tutto di ognuno di noi, insieme semplicemnte ci ammalgamamo, mantenendo il nostro tutto non ci annoiamo.
    Abbraccio.

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  3. Acho que todo mundo sabe que o ideal é você se sentir completo sozinho, talvez o álcool fez vocês levarem essas expressões muito ao pé da letra hahahaha

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    • Na verdade discutimos outra vertente de significados, mas estávamos bêbados kkkkk saiu uma mistura de razão e nada com nada até aceitável kkkkkkkkk
      Ótima noite pra ti, Barbara… Beijos!!!

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  4. No final ninguém gosta de admitir, mas sempre espera encontrar essa tal metade da laranja, o que torna a vida as vezes perigosa. É cada limão que a gente chama de laranja kkk valeu Gil por mais uma bela leitura.

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  5. Complexo isso, né? Mas acho que a gente é completo sim… mas é tão bom quando é complementado tbm!

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