Papo de Bar… Balada GLS!

Na última sexta-feira, dia em que trabalhei até quase meia noite e saí merecidamente direto para um bar, estava na dúvida se puxaria algum assunto para o texto de hoje, ou se só encheria a cara, reclamaria e relaxaria.
Incrível como toda sexta parece que o expediente se estende, parece que é o destino movendo seus pauzinhos para que a gente não saia para beber após o término do trabalho, mais incrível é como ele ainda não percebeu o quanto esse tiro sai pela culatra.
Mas enfim, nem precisei pensar num assunto legal pra depois vir e postar aqui, até porque rolou uma conversa bem engraçada que achei que seria legal compartilhar.
Logo após chegarmos no bar, um conhecido de um dos meus colegas, que também estava por lá, mas já de saída, nos convidou para ir com ele em um balada GLS de Buenos Aires, para onde estava indo naquele exato momento, e arrancou um não cheio de argumentos, não homofóbicos, mas firmes, de um dos meus colegas, nisso um outro colega que, aliás, é homossexual e estava com a gente, olhou para mim e para o quarto colega do grupo, riu cúmplice, e disse:
“Will, você não sabe o que está perdendo quando nega um convite como esse, mas nem vou te dizer, deixo isso para os dois héteros da mesa, acho que nesse caso eles terão mais credibilidade contigo!”
E então começamos a explicar para ele:
“É o seguinte, numa balada comum, quando você chega em uma mulher, você sempre corre o risco de tomar um fora logo de cara, porque de cada cinco mulheres, quatro estão ali apenas para se divertir, se distrair, dançar e relaxar, ou podem ser comprometidas, e não querem nem saber de homens para atrapalhar isso, e apenas uma vai estar procurando um homem, e ainda assim você corre o risco de não agradar.
Enquanto isso numa balada GLS, ao contrário do que sua mente pequenina pensa, vai ter mulheres sim, e todas elas estarão pensando apenas em se divertir, dançar, curtir, beber e relaxar, sem homens para atrapalhar, mas a aproximação é bem mais fácil, porque até então pra elas você é gay, claro que tem umas que notam de cara que você não é, então melhor dar preferência aquelas que já estão em estado etílico um pouco mais avançado.”
Nisso ele perguntou:
“E não dá no mesmo? Quando eu falar que sou hétero vou tomar um fora da mesma maneira!”
E continuamos a explicação para o colega de mente pequena:
“Que graça teria se não tivesse um pouco de trabalho? A diferença entre as duas baladas é que em uma a aproximação é cortada logo de início, digamos que as mulheres nem se dão a chance de saber o que estão perdendo, enquanto isso na outra, se não houver de cara a identificação da sua opção sexual, você vai poder conversar, ser simpático, fazer ela rir, mostrar que é um cara legal e uma companhia agradável, até ela descobrir que você não é gay.”
Ele começou a captar a mensagem, então pra garantir, citei um exemplo que aconteceu comigo uma vez, em que fui numa balada GLS acompanhando uma turma do trabalho, em que, inclusive, também estava o colega gay que participou desse Papo de Bar:
“Dá última vez que fui em uma balada assim, conversei durante um bom tempo com uma mulher linda, e ela até pagou bebidas para mim, e chegou um momento em que ela disse que estava ali justamente para se divertir sem ter que ficar a noite inteira se desvencilhando das investidas de homens, mas que se eu não fosse gay ela ficaria comigo com certeza, porque eu era um cara muito legal e divertido, e uma companhia incrível, e a cara que ela fez quando eu disse ser hétero, foi simplesmente impagável. E sim, rolou!”
Naquele momento eu pensei que ele pediria o telefone da dita mulher que fiquei na balada, para confirmar a história, mas na verdade ele pediu o telefone do nosso conhecido argentino, pra ver se ainda dava tempo de ir na balada GLS.
E foi assim que tiramos o preconceito e o pré conceito de um homem.
Só esquecemos de falar pra ele sobre o risco de descobrir como as mulheres que ele canta nas baladas se sentem quando precisam ficar dando foras nos homens, achamos melhor ele descobrir sozinho.

 

 

 

Gill Nascimento

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11 Comentários

  1. A sofisticada engenharia masculina da conquista…rsrsrrs Como são complicadas as mulheres…Já ganhei uma agenda com 500 folhas em branco, com o seguinte título de capa…rsrsr O QUE OS HOMENS SABEM SOBRE AS MULHERES….kkkkk abraço Gil

    Curtido por 2 pessoas

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  2. Acho muita engenharia pra pouca construção. De qualquer forma, pode ser divertido

    Curtido por 1 pessoa

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  3. Gil! Curti pacas o texto… E realmente uma balada GLS para os heteros é exatamente isso que você escreveu. Vale lembrar, que não tem problema nenhum em chegar para um gay e dizer: Sou hetero, mas estou curtindo muito a noite com vocês! Após levar uma investida de um cara no meio da balada! rs
    Dei risada do comentário do Oliveira! hehehehe

    HuG!

    Curtido por 1 pessoa

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  4. Amo balada GLBT! É um ótimo lugar para dançar, curtir e se divertir ❤

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    • Menos quando aparecem espertinhos como meus amigos e eu né? kkkkkkkkkkkkkkkkk 😘😘

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      • Ah… Mesmo quando aparecem homens “espertinhos” como vocês, é um bom lugar – afinal, quando um homem hétero vai a uma balada LGBT, ele irá reconhecer o terreno, conversar e etc. dificilmente ele sairá agarrando uma mulher lá dentro sem saber se ela quer ou não algo – isso é um diferencial, pois em determinadas baladas frequentadas predominantemente por heterossexuais, infelizmente é comum o homem se tornar insistente, chato e até mesmo um pouco agressivo em suas tentativas de “pegar” mulheres.

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