As 5 Mais… Conhecendo a Família da Namorada!

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Olá pessoal! Tudo bem com vocês?
Podem soar seus tambores mentais, que hoje é dia de “As 5 Mais”.
Hoje atendendo  ao pedido da Taís Santos do Blog Cores de Ciclâmen, tema divertido, um Top 5 do que passa pela nossa cabeça masculina quando passamos, pela primeira vez, pela situação de ter que ir conhecer a família da nossa namorada.
De cara já adianto, passam as piores besteiras. Mas vamos então as 5 coisas quero passam pela nossa mente nessa ocasião:

PRIMEIRA COISA
O Sogro.
O pai pode ser Pastor de um igreja evangélica, um verdadeiro entusiasta da paz, que ainda assim na nossa mente ele estará com uma arma na cintura, ou com um trabuco escondido num lugar de fácil acesso. E assim que a namorada virar as costas ele vai aterrorizar o nosso frágil psicológico de adolescente.
Lembro da vez que fui conhecer meu primeiro sogro, eu um adolescente de 16 anos, já com meus 1,83 de altura e 8 anos de capoeira, me tremendo de medo de um senhorzinho de 1,60, tentando imaginar quais seriam os truques que ele teria na manga, quando viesse pra cima de mim, acabar com a minha raça.

SEGUNDA COISA
A Entrevista.
Não tem jeito, as perguntas que serão feitas sempre passam pela nossa mente.
Aqueles clichês do tipo “Quais suas intenções com nossa filha?”, “O que você pretende fazer da sua vida, rapaz?”, “Você tem passagem pela polícia?”, “Com que frequência você usa drogas?”.
A gente ensaia pra responder as perguntas, gagueja na frente do espelho, e chega na hora as perguntas são outras. Sacanagem isso. (risos)

TERCEIRA COISA
A Sogra.
A gente sempre fica ansioso pra conhecer a sogra, pra saber com o que teremos que lidar, caso a relação perdure.
São grandes as chances de a filha se tornar muito parecida, fisicamente e psicologicamente, com a mãe no futuro, então é sempre bom saber de antemão em que mar estamos colocando nosso barquinho pra navegar.

QUARTA COISA
As esperanças.
Todo ser humano, mesmo jovem, sempre que pensa nas piores hipóteses, também pensa nas melhores. A gente só nunca pensa nas mais viáveis, normal isso.
Então quando pensamos que vamos apanhar ou correr de tiros de espingardas, também pensamos que as coisas podem ser ótimas ao invés disso, só que ótimas até demais.
Vem à nossa mente: “Não, besteira, a gata já falou que seus velhos são gente boa, então vai ser legal. Logo estarei me sentindo em casa, dormindo por lá no mesmo quarto que ela, tomando uma cervejinha com o sogrão sem meus pais ficarem sabendo, ele vai liberar a filha pra ficar comigo até mais tarde e quem sabe até dormir fora, e logo estarão me chamando de filho!”
Mas logo a gente abandona esse pensamento e volta pro primeiro e segundo itens desse Top 5, só que com um resumido “Tô ferrado!”.

QUINTA COISA
Correr.
Isso mesmo, a gente pensa em correr dessa situação, desistir, afinal tem tudo pra dar merda.
A gente pensa: “Ah, melhor terminar enquanto não está muito sério, isso de conhecer a família não é pra mim, sou um pegador. Mato dois coelhos numa paulada só, me livro de uma situação que não quero enfrentar, e fico disponível para o mercado novamente!”.
O problema é que a gente só pensa mesmo, mas nunca faz. (muitos risos)
Lembro que pensei isso quando passei pela situação, mas fiz a besteira de pedir conselhos pro meu pai antes de fazer. Até hoje me arrependo de não ter ouvido meu pai.
Não queridos leitores, eu não fui um covarde e desisti da minha namorada, eu fui lá e conheci meus sogros, e namoramos por um bom tempo depois disso.
A verdade é que meu pai me disse: “Sai fora filhão, não vai não, ela já tá querendo compromisso sério, você é novo pra isso, vai se divertir e ficar com quantas você puder. Deixe isso pra depois dos 25, talvez 30 anos!”.
Se arrependimento matasse…

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Gill Nascimento

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Não percam na próxima terça, estarei atendendo um dos pedidos da Robécia do Blog Linhas Tortas, ela sugeriu os temas “As 5 piores coisas que já comi” e “As 5 piores cantadas que já dei”, vou atender ambos, mas não juntos, então deixo por conta de vocês escolherem qual será o da próxima terça.

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Quem foram nossos pais?

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E aí pessoal, tudo bem com vocês?
Fazia um tempo que eu não postava um Papo de Bar não é mesmo?
Mas eis que estou aqui.
Na última sexta feira me reuni com uns amigos num barzinho na Vila Madalena, pra colocarmos o papo em dia, matarmos a saudade e falarmos um bocado de bobagens, como sempre, e olha que legal, o papo rendeu um artigo.
O assunto foi bem interessante, e surgiu logo de início, quando começamos a falar de nossas crianças, de como elas estão e o que elas têm aprontado ultimamente.
É legal sabe, perceber que a paranóia que tínhamos antes não existe mais, quando imaginávamos, na época em que nossas crianças eram bebês, como seriam as conversas de bar quando elas crescessem. Nos imaginávamos velhos e nada mais que isso. Mas cá chegamos nós, pais babões e orgulhosos, e não mais jovens, mas com prazer de falar de nossas crianças.
Mas o assunto nem é esse, se é o que estão presumindo.
Um dos meus amigos, o mais velho e pai a mais tempo, pai de uma adolescente linda de 14 anos, comentou o fato de ela já estar falando de garotos. Aí foi a hora em que eu não resisti de comentar que ele também já deixou muitos pais de lindas mocinhas, com cabelos brancos de preocupação, na sua época de adolescente. Ele foi obrigado a concordar.
Então começamos à pensar: “Como teria sido a nossa infância e adolescência se nossos pais tivessem falado a realidade sobre a infância e adolescência deles próprios?”.
Porque você aí, caro leitor ou leitora adolescente, tenho o prazer de informar que seus pais não foram santos.
Eu sempre soube que meu pai era o pior dos piores, graças ao fato de ter sido aluno de uma professora que também foi professora dele durante 4 anos. Então sei muitas histórias dele, e confesso, puxei o talento dele pra aprontar.
Já dá minha mãe eu não sei quase nada, só que ela gostava de um novinho, pois é 6 anos mais velha que meu pai e, quando eu nasci, ele tinha apenas 17 anos.
Será que minha mãe aprontava muito?
Será que ela saía à noite, passava da hora estipulada pelos meus avós, e ficava de castigo por vários dias?
Será que ela já tomou porre com as amigas e pagou mico na balada?
Será que ela já foi parar na diretoria da escola por cabular aula pra ficar namorando em algum canto escondido do Colégio?
E o que teria mudado na minha vida se eu tivesse conhecimento de tais informações?
Um amigo meu citou que certa vez um amigo de seu pai contou, que seu velho fumava muita maconha na época da escola. E que era um dos piores alunos também.
E concluiu que deve ser por isso que era tão rígido que com ele na época da adolescência.
Já outro disse que a tia contou que sua mãe era muito namoradora, que trocava mais de namorado do que de roupa.
E então imaginou que foi por isso que a mãe dele era tão rígida com ele no quesito namorar.
Já o outro comentou que seus avós certa vez comentaram que achavam que sua mãe tinha algum problema, pois não tinha amigos, era muito quieta e não saía na adolescência.
E então todos nós concluímos que por isso ele, de todos nós, era o que tinha mais liberdade na adolescência, pra sair e se divertir.
E eu?
Bem, minha mãe era a mais rígida de todas, então tenho medo de saber o que ela aprontou.
Porque aparentemente parece que os pais querem que seus filhos não passem pelo que eles passaram. Principalmente as mães.
O problema é que elas só lembram das partes ruins, e não querem o mesmo pra gente, mas esquecem das partes boas. Porque garanto que, se aprontaram, com certeza se divertiram.
Então tomamos a decisão de ser com os nossos pais na hora de educar nossos próprios filhos e filhas.
Quando as crianças quiserem algo, mandaremos pedir para as mães.
Elas que fiquem com a fama de serem ruins.

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Gill Nascimento

Um aluno exemplar…

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Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Então, estava aqui sem nada relevante pra escrever (como se alguma coisa que escrevo aqui, relevante fosse), então decidi contar uma história pra vocês.
Sabe aqueles filmes sobre adolescentes, em que o ambiente escolar é dividido por turmas distintas?
Esses filmes sempre me fazem lembrar da minha própria adolescência, eu era uma contradição ambulante, eu conseguia ser o líder da turma do fundão, o melhor aluno da sala, um dos mais populares do Colégio e amigo dos nerds, tudo ao mesmo tempo.
Eu não me encaixava em turma alguma porque eu fazia parte de todas.
Levou muito tempo até os professores perceberem que eu era um dos que aprontavam, porque minhas notas eram meu álibi. Para os professores meu único problema era conversar demais.
E numa dessas vezes em que aprontei e saí livre de acusações, fui o idealizador de um plano maquiavélico, digno de até hoje, 18 anos depois, ser contado por quem estuda na escola.
Foi num daqueles dias de prova em que você tem certeza que vai se dar muito mal, mesmo tendo estudado. Ao chegar na escola a única coisa que eu queria era que essa prova não acontecesse.
Reuni minha turma do fundão da sala, meia hora antes de entrar na escola, eu tinha dois reais que minha mãe tinha me dado, e na época isso era muito dinheiro, então de improviso um plano foi se formando.

PASSO 1

Atrás do Colégio havia uma petshop, pra onde meus colegas e eu nos dirigimos, enquanto eu e outro amigo, donos das melhores lábias, distraíamos o atendente que lavava as gaiolas, os outros colegas, mais precisamente 6 moleques, pegavam os cadeados que estavam pendurados nas portas abertas das gaiolas que estavam sendo limpas. Só os cadeados, sem as chaves mesmo

PASSO 2

Após conseguirmos os cadeados, nos dirigimos ao mercado mais próximo, onde compramos 2 quilos de cebola. E debaixo de muitas lágrimas, picamos bem picadinho cada cebola, e dividimos em seis sacolinhas.

PASSO 3

Distribuí entre a galera, mais de 2 metros de “peido de véia” que eu tinha em minha mochila. Pra quem não sabe, “peido de véia” é tipo um barbante, mas que quando é aceso, o cheiro é simplesmente insuportável.

O PLANO

Após tudo estando organizado, começamos a botar o plano em ação. Cada um munido dos materiais necessários e ciente de sua parte, entramos na escola.
O Colégio em que eu estudava era formado por 22 salas de aula, divididas em 6 corredores, cada corredor tinha um portão em sua entrada.
Assim que os alunos entraram em suas salas de aula fizemos o seguinte: espalhamos as cebolas picadas no chão dos seis corredores, saímos e trancamos cada corredor usando os cadeados surrupiados da petshop, acendemos um pedaço generoso de “peido de véia” e colocamos em lugares ocultos e de difícil acesso. E então demos a cartada final, acionando os alarmes de incêndio da escola.
Deu início ao maior dos fuzuês infanto-juvenis que já tinha visto.
Alunos e professores saíram das salas para se dirigir ao pátio, e se depararam com os corredores trancados, e na bagunça pisotearam as cebolas que começaram a soltar sua essência e odor, e em poucos minutos estavam todos chorando, e então começou a bater o cheiro dos “peidos de véia” vindo do forro do teto, e foi aí que começou a bater o desespero em todo mundo.
Enquanto isso, meus colegas e eu estávamos escondidos no banheiro da escola, esperando os corredores serem abertos para nos misturarmos a multidão dos desesperados.
Essa história tornou minha turma uma lenda no Colégio.
Nos livramos da prova e tivemos mais 3 dias para estudar, pois isso tudo aconteceu numa sexta feira.
Depois de muito tempo, encontrei a Diretora da Escola na época, em um casamento, e ela lembrou dessa história, e me perguntou se tinha sido mesmo eu. Confessei, e ainda revelei que o filho dela, o noivo, estava no meio também, rimos muito.
Por coincidência, no ano em que aprontando essa, foi o primeiro e o único em que fiquei de recuperação, e justamente na matéria dessa professora da qual nos livramos da prova.
Deve ter sido o meu castigo.

Gill Nascimento

E o futuro, como vai?

Bom dia pra você que acorda todos os dias, sabendo bem o que lhe cabe, que o sonho acabou no momento em que o despertador começou a tocar!
Eu já começo meus artigos com meu mau-humor característico, que na maioria das vezes é puro charme, é claro, mas hoje tem um toque de verdade mesmo!
Hoje vou discutir uma conversa que ouvi involuntariamente ontem, de dois adolescentes que reclamavam da vida, uma coisa que acho incrivelmente sacana, por que o maior problema dos adolescentes hoje em dia (claro que não de todos), é que grande parte não tenta resolver o que eles chamam de problemas, e ficam esperando ou que se resolvam sozinhos, ou que seus pais resolvam.
Hoje em dia são poucos os adolescentes que sabem se virar sozinhos, que agarram cada oportunidade com unhas e dentes, hoje em dia devido ao melhor desenvolvimento do país, as melhores condições sociais e monetárias para a maioria das famílias, os jovens tentam usufruir ao máximo a dependência que têm dos pais!
Tentei encontrar alguma pesquisa para anexar ao artigo, infelizmente não encontrei, mas sei que grande parte dos leitores concorda com o fato de que, antigamente, os jovens buscavam mais a sua independência, a sua liberdade, não o fator ‘sair de casa’, mas sim depender cada vez menos dos pais, sem abdicar dos confortos que uma tutela proporciona, é claro! Hoje são os poucos os adolescentes que ao completarem 16 anos tentam encontrar o primeiro emprego, só se for necessário mesmo, uns as condições exigem, outros a família exige, mas se houver a mínima chance de sobrevivência apenas com aquilo que provem dos mimos paternos, ninguém é capaz de fazer com que um adolescente atual pense em ter ser próprio sustento financeiro!
Aí com certeza alguns (senão todos) leitores devem estar pensando: “ótimo isso, sinal de que o país está evoluindo, e que hoje em dia podemos dar aos nossos filhos os confortos e condições que não tivemos durante a nossa infância e adolescência”… Concordo absolutamente com isso, mas existem outros fatores que envolvem esse assunto, por exemplo:
Os adolescentes de hoje em dia demoram mais pra se preparar para coisas que terão que enfrentar quando saírem do ninho, do que os adolescentes da minha geração, s adolescentes hoje em dia não entendem os impostos, não sabem lidar com dívidas e contas periódicas a pagar, coisas que eu, por exemplo, aprendi desde cedo, com os meus pais, a fazer!
Na verdade, pela conversa que escutei ontem (e que depois acabei percebendo que já havia escutado antes de outros jovens, mas que nunca havia me tocado do real significado da coisa, do que realmente me chamava atenção e até incomodava na conversa), percebi que muitos jovens estão praticamente alienados a realidade que o futuro lhes reserva, despreparado para enfrentar algumas das coisas que nós, adultos de hoje em dia, enfrentamos quando saímos do ninho. Por que é um fato, assim como a moda, as crises também se vão, mas podem voltar, e bem piores, é difícil para nós lidarmos com essas crises, imaginem pra quem nunca se deparou com uma, ainda mais sozinho!
Hoje em dia está quase dando orgulho ver o quanto o país vem se desenvolvendo no quesito EDUCAÇÃO, são muitas as oportunidades, só mesmo não querendo para não se ter uma profissão hoje em dia, mas existem coisas que apenas a vida ensina, e a maioria é na prática, e depende muito dos pais fazer com que seus filhos passem por essas lições com menos hematomas possíveis, ótimo, maravilhoso que possamos dar aos nossos filhos o que não tivemos a oportunidade de ter, só não podemos deixar que isso nos faça esquecer que existem valores, experiências, lições, que apenas o mundo lá fora, cruel, faminto e sem piedade pode ensinar, e tem que ser agora, enquanto estamos por perto para proteger e ajudar a curar as feridas deixadas, depois os alunos que deixaram a lição passar, podem não poder contar com nosso apoio!
Então é isso, existe uma realidade por trás do mundo que os adolescentes de hoje em dia conhecem, e essa realidade lhes precisa ser apresentada!

Gill Nascimento