Ainda dá tempo!

Ai1Jx_NyScV3j0wGc8HZ8Ptxc3ts6KNv3ydYLg_gVSXtOi pessoal, aproveitando minha primeira coluna de novembro, hoje eu quero dividir um texto antigo com vocês.

Escrevi esse texto no final de 2012 e, tenho postado nos anos subsequentes, sempre no final de dezembro. Entretanto, este ano quero postar um pouco antes por um motivo. Todo mundo decide mudar de vida na virada do ano. Por que dessa vez, apenas dessa, não aproveitamos os dois meses que nos restam para resgatar esse 2015?

“Dois mil e treze será diferente? Duvido muito.
Desde que o mundo é mundo, os dias são iguais. Quase vinte e quatro horas. Quase dia, quase noite. Quase bom, quase ruim. E, se os dias são assim, imagine os anos.
A questão aqui é que 2012 não foi como você previu em 2011. Não foi perfeito. Mas também não foi uma decepção completa.
O problema é que acreditamos que tudo será novo ao badalar do relógio. Só resta saber porquê justo este badalar tem que ser o decisivo. Nunca me explicaram.
Acredita-se em horas iguais todos os dias, mas neste caso o horário só é bom uma vez por ano. Quando der meia-noite o mundo ficará cor de rosa. Bando de cinderelas ao avesso que somos.
De qualquer forma, 2012 não foi perfeito. Você pode ter perdido tua namorada, teu emprego ou algum ente querido. Teu time foi rebaixado. O comitê olímpico decepcionou. O Neymar achou que o gol ficava na mesma linha da bandeira do Neil Armstrong.
Porém, vimos uma faísca de esperança. Quer melhores exemplos de que tudo é possível do que político sendo preso no Brasil e o Corinthians campeão da Libertadores?
Onde quero chegar, caro colega, é que a culpa do ano não ter sido perfeita não é tua. Nem a tua vida é culpa tua, é dos teus pais. Contudo, a forma como vive é de tua inteira responsabilidade.
Ninguém falou que a vida seria fácil, quem dirá um ano apenas. A vida, na verdade, é uma briga de leões. Logo, anime-se. Erga seus ombros. Ande com orgulho, pomposamente. Não lamba suas feridas, celebre-as. As cicatrizes que têm são sinais de um competidor.
Você está, e continuará, numa briga de leões. Só porque não ganhou, não significa que não saiba rugir.
Agora moço, como pretendes rugir em 2013? Como pretende viver?
Se não souber responder à essas perguntas, é bem provável que tua história em 2013 seja igual à de 2012, exceto que não terá como torcer para que os Maias estejam certos e acabem com tua vidinha medíocre.
Dizem que ninguém sabe onde está indo até saber de onde veio. Observe o que fez de errado e não faça novamente. Mas, não use o passado para o martírio, apenas para aprendizado. Não erre mais os mesmos erros. Existem novos no mundo lá fora.
Então, em 2013, faça apenas uma coisa (ou não faça. Sou um texto, não um deus): comece todo dia como se fosse de propósito. Lembre-se de todas aquelas frases gastas e que poucos levam à sério. Carpe diem; Seja a mudança que deseja ver no mundo; Uma longa caminhada começa com um único passo; etc e etc.
É provável que você não use nenhuma delas. Ou até use uma ou duas.
E, mesmo que use todas, não vai fazer com que 2013 seja diferente. Sabe porque amigo?
Porquê não é 2013 que tem de ser diferente. É você.
Em memória de Danilo Michelon!”

_

Abiezer Lopes

Anúncios

A Distância entre a Possibilidade e a Realidade

image

E aí pessoal, tudo bem com vocês?
Comigo está tudo uma maravilha, estou de férias.
E sabe o que tem hoje? É isso mesmo, tem Papo de Bar.
Estou pensando em determinar um dia para os artigos dessa categoria, porque senão, se depender de mim e da minha vontade, nesses dois meses de férias só terá Papo de Bar por aqui, se é que me entendem.
Estou no interior de Minas Gerais, e barzinho que é point em cidade do interior é bem bacana, tipo, em dia de sábado a noite ele lota e você de repente percebe que 50% da população adulta da cidade está lá. Se você pagar mico, em cerca de 5 minutos a cidade inteira está comentando o assunto. Adoro isso, sempre viro notícia. A primeira vez que vim nessa cidade, em 15 dias todo mundo já me conhecia.
Mas vamos ao assunto de hoje.
No último fim de semana me reuni com alguns amigos aqui da cidade num barzinho bem legal, e depois de alguns chopps, um amigo puxou um assunto bem interessante. Começamos a falar sobre a distância entre a possibilidade e a realidade.
Eu sei o que estão pensando, e não, não estava numa turma de intelectuais, longe disso, apenas éramos bêbados normais. E se eu continuar muito tempo com esse Blog (o que eu espero), vou acabar destruindo a imagem que algumas pessoas têm de que bêbados só sabem falar sobre futebol, mulheres e sexo.
Mas voltando.
Falamos bastante sobre o assunto, enveredando mais para o quesito sonhos e desejos. Geralmente visualizamos os sonhos e desejos como possibilidades, calculamos o quanto teremos que lutar para torná-los realidade, e é nesse momento em que determinamos a distância entre a possibilidade e a realidade que esperamos que ela se torne.
Mas sabe o que é mais frustrante, é que parece que quanto mais queremos essa possibilidade, mais distante ela se encontra da nossa realidade.
Um dos meus amigos fez uma comparação bem interessante, segundo ele, pensando dessa maneira, cada obstáculo e cada luta que enfrentamos para realizar nosso sonho, são ruas, avenidas e estradas que percorremos, carregando na mochila o nosso desejo ou sonho, para enfim chegarmos com ele ao nosso destino, a realidade.
Completando esse raciocínio, pude chegar a conclusão  de que o único problema é que a gente tem que caminhar, não tem veículo nenhum pra nos ajudar a chegar mais rápido ao nosso destino, não dá pra pedir carona e, na maioria das vezes, se pararmos para descansar, quanto mais descansamos, mais distante vamos ficando.
É como se a realidade fosse algo móvel também, sem endereço fixo, e que não pode parar para esperar ninguém. E o pior é que às vezes enquanto estamos seguindo nosso caminho à pé, a realidade segue o seu de carro, às vezes num carro esporte bem rápido, em outras até de fórmula 1.
Como competir com isso?
Sinceramente, enquanto estávamos ébrios no bar desenrolando o assunto desse artigo, ninguém sabia a resposta, e agora sóbrio ainda não sei.
Mas chegamos a conclusão que é até bom não sabermos mesmo a resposta, vai que em alguns casos a resposta seja que não dá para competir. Preferimos não saber para continuarmos acreditando que é possível, é aquele raro caso em que a ignorância é até bem vinda.
Enquanto isso o negócio é a gente continuar com a mochila cheia de sonhos e desejos, e seguindo essa estrada que nem sempre é amiga.O negócio é ter fé, não perder o foco e o fôlego, e torcer para que de vez em quando a realidade desacelere, aí a gente corre.

_

Gill Nascimento

Algemas

image

Você sempre abriu os olhos sem saber o porquê, você nunca procurou um motivo pra estar onde está, você nunca sequer quis saber sua missão, se realmente existe uma missão para você, nunca se preocupou com o fato de fazer parte do show chamado vida, nunca ligou se seria apenas um espectador ou se tinha chance de ser um protagonista, você sempre deixou a vida te levar.
Sempre chega um momento em nossa vida que acordamos realmente, que resolvemos viver de verdade, deixar de esperar algo acontecer e fazer as coisas acontecerem.
Sempre surge em nossa vida algo que nos motiva a dar uma guinada em nossa rotina, e transformá-la em algo interessante, que mereça ser lembrado posteriormente, porque no fundo, todos nós queremos ter algo que nos eternize, algum feito, alguma lembrança, alguma história, o difícil é viver de acordo com que algo digno disso aconteça!
A verdade é que todos nós, às vezes, precisamos de algo ou alguém que, nos motive a fazer o desconhecido.
Ninguém sabe do que é capaz, até que chegue o momento em que nossa coragem precise ser testada, ninguém sabe o quão extrovertido pode ser, até que apareça alguém capaz de lhe soltar as algemas das limitações, ninguém sabe o quão romântico pode ser, até que chegue alguém em sua vida que inaugure partes do seu coração nunca antes utilizadas.
É incrível como é difícil aprender, na prática, a viver, por mais estranho e irônico que isso pareça ou realmente seja. Vivemos, existimos pra isso, mas nem por isso nascemos sabendo como fazê-lo.
Quando pensamos que aprendemos algum macete da vida, assim do nada, a regra muda, a vida muda, sem prévio aviso, e você praticamente tem que começar o aprendizado do zero até se acostumar novamente, ou ao menos até que a próxima mudança venha!
Se pararmos pra pensar, encontramos ao nosso redor ótimos exemplos de pessoas que acordaram um dia com um objetivo, além do simples objetivo de seguir em frente. Pessoas que acordaram um dia determinadas a mudar.
Ninguém vive de acordo com sua vontade, ninguém faz plenamente o que sempre quis, todos nós temos algemas que nos prendem a algo, algemas que mudam de tamanho e de resistência, mas que ainda assim conseguem nos prender. Pare e pense:
“Quantas coisas você sonha há anos fazer, e nunca teve tempo, oportunidade ou coragem pra fazer? Quantas vezes você teve a oportunidade de realizar algum sonho, de satisfazer algum desejo, mas não o fez por dar prioridade as responsabilidades?”
Todos nós precisamos daquele momento “dane-se tudo”, em que jogamos todo o resto pra alto e aproveitamos a chance que nos está sendo dada, o momento que está surgindo propício a nos dar um pouco de alívio da rotina, todos nós precisamos, de vez em quando, experimentar um sorriso diferente, surgido de um momento único, de uma chance única, de um instante em que nos valorizamos mais do que todo o resto que há!
Tantas coisas que, se fizéssemos, nos fariam tão bem, e ainda assim não fazemos, porque coisas tão simples nos impedem. Responsabilidades, timidez, tempo, condições emocionais e financeiras, são as algemas mais conhecidas e comuns que existem.
Quantas vezes você quis dizer o que estava sentindo num momento, e não o fez? Pelo simples fato de que poderia causar algum constrangimento posterior, ou por não se sentir a vontade, por timidez ou até mesmo por medo de isso não ser aceito da maneira que você esperava!
O pior mesmo não é o “não fazer”, o pior mesmo é saber que independentemente da reação causada pela ação, a ação te causaria um bem! Mas ainda assim as algemas estão ali, mais firmes do que nunca!
O pior mesmo é refletir sobre isso, como você está fazendo agora que está lendo, como eu estou fazendo enquanto estou escrevendo, e ainda assim saber que não adiantará muita coisa, porque as algemas sempre existirão.

_

Gill Nascimento

Conflito Mental

image

Mais um dia daqueles em que a mente resolve, por conta própria, se ocupar com pensamentos indevidos, reflexões que em nada ajudam, mas por sorte já me acostumei com isso, e faço disso meu passatempo, colocando no papel os meus conflitos mentais.
Sabe aqueles dias em que você acorda sentindo que algo está errado, que muita coisa está faltando em sua vida, se sentindo incompleto de uma maneira que nunca se sentiu antes, e o pior, sem nem saber o porquê disso?
Pois é, acordei assim hoje, brigando com meus pensamentos que me torturavam sem se revelarem por completo, eu sentia, mas não sabia porque, um vazio, uma falta, um buraco precisando ser preenchido por só Deus sabe o quê.
Isso já aconteceu comigo outras vezes, e nessas outras vezes eu mesmo fui meu pior vilão, dando de bandeja as armas que minha insegurança necessitava pra me torturar, hoje em dia já não ajo dessa maneira, sei lá, parece que aprendi, ao menos espero, a lidar com essas situações, ou ao menos camuflá-las tempo bastante pra que minha mente sossegue.
Com o tempo a gente aprende que tudo é uma questão de escolha, eu posso deixar que meus medos me torturem, que minha insegurança me derrube, que meu excesso de cautela me algeme, ou posso malhar minha coragem quando os medos se revelarem, treinar o ato de me equilibrar quando a insegurança tentar me derrubar, e se ela conseguir, treino o ato de me levantar de cabeça erguida, posso escolher por usar as mesmas algemas da cautela pra me prender as coisas que sempre quis e só largar quando elas me pertencerem!
Posso deixar que os pesadelos me aterrorizem, posso permitir que o pessimismo me faça desistir antes mesmo de tentar, posso resolver acreditar que de nada adianta ter fé.
Mas também posso fazer dos pesadelos um terreno conhecido e me tornar um verdadeiro guerreiro, posso usar o pessimismo para perceber que a cada chance perdida uma nova surge, e posso perceber que se posso acreditar que não adianta ter fé, também posso acreditar no contrário, porque isso é ter fé, acreditar.
Eu posso permitir que o vazio venha me consumir, ou posso usá-lo pra preencher minha vida com coisas novas.
Tudo em nossa vida pode ter dois destinos, se tornar uma arma ou se tornar uma ferramenta, a gente que escolhe, a gente pode escolher transformar os acontecimentos em arma e apontar pra nossa própria cabeça ou apontar para os outros, esquecendo de não querer pra ninguém o que não queremos para nós mesmos, ou podemos transformar os acontecimentos em ferramentas, e usá-las para edificar a nossa vida, que não passa disso, de um edifício em eterna edificação!
Tudo também é uma questão de saber enxergar o que está havendo ao seu redor, você pode aceitar um acontecimento triste como infortúnio e deixar que a dor passe com o tempo, ou pode vê-lo como um aprendizado e aproveitar para malhar seu coração, e quando menos esperar, vai perceber que se tornou a pessoa forte que nunca imaginou que poderia ser.
Você pode simplesmente abrir mão de lutar por seus sonhos e se acostumar com o pouco que a vida oferece praticamente de graça, algo que chamamos de rotina, ou você pode começar a acreditar mais na sua capacidade de ser feliz, se renovando e fazendo as coisas que sempre quis.
Você pode optar por se arrepender ao não falar algo, fazer algo, expressar o que sente, ou você pode abrir seu coração, soltar o que está preso e lavar sua alma com o ato de chorar!
Eu escolhi não deixar que minha que mente me torture com pensamentos indevidos, optei por desabafar num papel as coisas que me incomodam, que me machucam, assim como as que me confortam e me curam, sou um poeta de momento, minha poesia se faz com o que estou sentindo, e assim eu me alivio, e essa minha maneira em nada difere das escolhas que citei acima, na verdade ela é mais sutil e até mais covarde, mas felizmente funciona.
E você, escolhe se deixar auto oprimir? Ou escolhe fazer de tudo uma lição pra sua fraqueza se tornar força?

_

Gill Nascimento