Papo de Bar… Um pouco de virtualidade na realidade!

Meus amigos e eu, quando nos juntamos em volta de uma mesa de bar, geralmente deixamos nossos celulares completamente de lado, às vezes, principalmente quando há alguma mulher no meio, o máximo de uso dado para os aparelhos, são casuais fotos para depois serem postadas em alguma rede social, mas fora isso, geralmente eles ficam esquecidos mesmo.
No penúltimo fim de semana, um colega que estava juntamente comigo e outros colegas, tomando umas para esquecer da correria que tem sido no trabalho e para relaxar, não estava obedecendo essa nossa regra, devido o fato de uma prima ter se casado e ele não ter comparecido, por estarmos viajando, então ele estava vendo no Facebook as fotos e os comentários para saber o que perdeu.
Então do nada, já meio ébrio, fiz uma pergunta para eles: O que vocês fariam se a vida real, fosse como uma Rede Social?
E obtive algumas respostas bem interessantes…
Logo de cara um deles falou:
“Com certeza eu usaria e abusaria da função bloquear. Tem muita gente na minha vida que eu adoraria esquecer, não saber o que se passa com elas e não deixá-las saber o que se passa comigo, seria ótimo ter essa função sem restrições.”
E todos concordaram que seria realmente bom demais mesmo.
Outro continuou:
“Eu adoraria ter a função MUTE do Twitter, ou até mesmo o UNFOLLOW, só pra não ter que lidar com as besteiras que algumas pessoas dizem, porque o que mais conheço nesse mundo são pessoas que, quando pensam em algo útil e aproveitável, guardam para si, mas adoram uma plateia quando tem alguma merda para falar.”
E outra vez todos concordaram que seria maravilhoso ter essas funções disponíveis na vida real.
Dando continuidade, outro colega acrescentou:
“Com certeza poder ficar offline seria a melhor, porque na vida real quando a gente quer se desligar de tudo, ficar sozinho, curtir o silêncio e um pouco de solidão, e até mesmo sermos antsociais, parece que todo mundo lembra da nossa existência e resolvem nos procurar, tornando impossível ter um pouco de paz e sossego.”
Fomos todos, mais uma vez, obrigados a concordar, essa função seria algo Divino e usado com muita, mas muta frequência mesmo.
Continuando a lista de funções, dei minha contribuição:
“No meu caso eu adoraria ter a opção de apagar o histórico, esquecer de certas coisas, ocasiões e pessoas, limpar a existência disso do meu servidor, junto com a opção de ficar offline, acho que seria a maneira ideal de encontrar a paz em sua plena perfeição.”
E a concordância geral mais uma vez reinou na mesa.
E as sugestões continuaram vindo, o primeiro a falar deu sua segunda opinião:
“Eu gostaria muito de ter também a opção de Inbox particular  com Criptografia nas minhas conversas privadas, porque parece ultimamente que todas as paredes as quais fico envolto, possuem ouvidos, a palavra particular tem perdido completamente o sentido.”
Essa opção seria ótima, menos para as minhas vizinhas e tias fofoqueiras, mas a concordância mais uma vez foi geral.
E as sugestões seguiam para a segunda volta na mesa, o segundo a falar deu mais uma ótima dica:
“Eu adoraria que a minha vida tivesse uma conta pró, só pra eu poder cortar os anúncios, não é porque trabalho com isso que significa que gosto de ver, além de cortar também a auto promoção de algumas figuras que me enchem o saco. Pagaria por essa regalia com todo prazer.”
Os outros e eu, com certeza absoluta também pagaríamos.
Então o terceiro falou novamente:
“A opção compartilhar seria bem legal, tem tanto conteúdo bom por aí que eu adoraria disseminar, pra colocar dentro da cabeça de algumas pessoas um pouco de juízo e conteúdo, e fazer isso com uma de cada vez dá muito trabalho, pois tem muita gente imbecil na minha vida.”
Todos concordaram, menos eu, que disse que com os imbecis eu usaria a função bloquear, então de nada adiantaria.
Então finalizei, mas não citando uma função que gostaria de ter, mas uma que eu desativaria com certeza:
“A função dos comentários, essa com certeza eu odiaria ter, até porque já tenho, tudo que faço ou que falo resultam em muitos comentários que eu adoraria dispensar, mas que não posso, os haters e os stalkers me amam, e não me deixam em paz, já estou quase começando a acreditar que minha vida é mais interessante do que eu vejo.”
E dessa vez a concordância veio até das mesas vizinhas.
A conclusão que chegamos é que a vida virtual é uma simulação da vida social que adoraríamos ter, e então mudamos de assunto, porque já tinha gente pensando em cometer suicídio virtual, pra não mais se iludir.

 

 

 

Gill Nascimento

A magia dos Bares!

Já perdi as contas de quantos leitores e leitoras comentaram algum texto meu dizendo que bebo demais ou que vivo no bar, mas se não fossem alguns drinks e os bares desse mundão de meu Deus, não existiriam textos nas segundas, aqui no Blog, e além disso, um bom bar pode ter sua magia.
Como certa vez, um amigo que estava passando por um momento muito dificil tanto na vida pessoal, quanto na amorosa e profissional, e já estava pensando em chutar o balde de vez, o que deixou alguns outros amigos e eu preocupados, já que não sabíamos se ele se referia a pedir demissão, e mandar todo mundo à merda, ou se pensava mais em algo do tipo uma corda pendurada no teto.
Como bons amigos que somos, tentamos ajudá-lo a aliviar um pouco essa barra, uma dose de cada vez, um bar a cada dia.
E não é que nosso plano um dia deu certo, do nada enquanto estávamos num barzinho sentados em volta de uma mesa, conversando sobre assuntos variados, ele se levanta pra buscar mais uma rodada de bebidas, sem paciência para esperar o atendimento do garçom, pois o ambiente estava meio lotado na ocasião, e quando voltou, possuía um novo ânimo e uma nova visão sobre todos os problemas que o atormentavam.
Então ele nos contou o que aconteceu.
Segundo ele, enquanto esperava o atendimento do Barman, escutou uma conversa entre dois caras que estavam próximos, e aparentemente um deles estava passando por maus bocados, assim como ele próprio, e ouvia o consolo do amigo, e até nos apontou os dois caras.
As palavras de conforto desse bom amigo foram mais ou menos assim:
“Eu sei que as coisas estão ruins agora, mas veja pelo lado bom, quanto maior a tormenta, maior e mais longa será a era de bonanças que virá a seguir, não se desespere, você é forte, e já superou desafios piores, lembro bem, nos conhecemos a muito tempo, vai se abater logo agora?
E não se esqueça, muita gente depende de você, use isso para manter o foco e obter mais determinação e força, e verá que você vai conseguir. E qualquer coisa, faça de nós, seus verdadeiros amigos, os seus alicerces, sabe que pode contar com a gente.
E esquece aquela idiota, cara, você sabe que é ela quem vai sair perdendo.”
E então meu amigo começou a pensar no quanto estivemos próximos dele nos últimos dias, não só nós, amigos dele, como também seus familiares, e pensou também na sua família, que precisa dele, e que sempre contou com a sua lucidez e responsabilidade na hora de tomar decisões, e o quanto ele tinha deixado todos na mão ultimamente, e também percebeu que sua ex não merecia nem sequer uma palavra de lamento da parte dele, pois ele sempre tentou ser o melhor namorado possível, e de repente adquiriu um auto valor próprio que nunca teve antes, e se sentiu muito, mas muito melhor mesmo.
O engraçado, e também revoltante, é que, praticamente, cada um de nós que estava ali com ele naquele dia, já havíamos falado basicamente as mesmas coisas para ele, e não conseguimos fazê-lo se sentir melhor, mas quando um estranho falou, e nem pra foi para ele, simplesmente ele se sentiu revigorado como num passe de mágica, vai entender.
Um tempo depois foi minha vez de ir buscar a próxima rodada, e então aproveitei para agradecer ao cara, que tanto ajudou, mesmo sem nem saber, o meu amigo, ele realmente tinha operado um milagre.
Foi então que descobri que as palavras dele, de motivação, direcionadas ao amigo, eram referentes a uma aposta em que o cara estava participando, e seus amigos haviam casado mil reais na vitória dele, sobre uma mulher que o desafiou, para ver quem cairia primeiro com a bebida da casa, acontece que a mulher era quase imbatível, grande vantagem de ser cadeirante.
Nós dois rimos um bocado quando tudo ficou claro, mas prometemos ambos guardar isso em segredo, já que tinha ajudado tanto o meu amigo.
É como eu disse, os bares podem ser lugares mágicos.

 

 

 

Gill Nascimento

Papo de Bar… O Desafio está aceito!

Estava eu na última sexta em Buenos Aires num bar memorável, por ter cerveja sempre gelada, whiskies da minha idade e um ambiente agradável, quando um colega mencionou gostar do Blog e os assuntos que puxo para nele postar, e nisso eu perguntei:
“Você por acaso já entrou na internet, para ler algum dos meus Papos de Bar?”
Ele foi sincero e disse que não, e eu achei isso nem um pouco legal, e mencionou uma série que assistiu, onde tinha um capítulo todo rimado que ele achou sensacional, e disse que se tornaria fã do meu Blog, se eu escrevesse um texto do mesmo jeito, e eu citando um bordão do mesmo seriado, respondi:
“O desafio está aceito!”
Quando ele me propôs esse estímulo, com certeza não sabia o que fazia, não tinha ideia que comecei a deslizar minha caneta pelo papel, escrevendo poesias. Ele nem se surpreendeu por eu ter aceitado com tanta rapidez, e ao invés disso perguntou:
“Qual é o assunto dessa vez?”
Não havia pensado nisso, além de escrever rimando, eu precisaria de um tema, isso sim seria um pouco difícil, e então eu me vi diante de um dilema, mas se era pra ser desafiado, que graça teria se não me arrancasse suor?
Foi então que me veio à mente:
“Desafios, para quê um tema melhor?”
Vivemos num mundo onde todos os dias constantemente somos desafiados, às vezes nem percebemos, a vida costuma ser tão difícil, que já ficamos acostumados. Somos fortes e capazes, e às vezes deixamos isso passar, nem percebemos o quanto lutamos, para um simples dia superar.
Engraçado como ficamos preocupados quando surge um desafio que foge do normal, se tivéssemos consciência da força que temos, nosso psicológico não ficaria tão mal. Perguntei para um colega, se ele tinha conhecimento de sua própria força:
“Se tenho, desconheço, mas se diz que possuo, que Deus te ouça!”
Coitado de mim que falo com se fosse um especialista na matéria, na verdade eu sou igual a todos. Conhecer minha capacidade? Quem me dera!
Quantas vezes em nossa vida nos deparamos com um  problema que nos trás descrença, e antes mesmo de encará-lo já profetizamos nossa própria sentença.
A verdade é que geralmente, dificilmente acreditamos na nossa eficácia, e se duvidamos de nós mesmos, pra quem sobrará tamanha audácia?
Meu avô sempre dizia: “Geralmente somos nós mesmos o nosso pior oponente!”
Agradeço à Deus todos os dias, por ter guardado seus conselhos em minha mente. Pois o que ele disse, nada mais é que uma simples e pura verdade, pois somos nós que impomos nossos limites, nos transformando em meros covardes.
O limite, na maioria das vezes, nada mais é que uma desculpa para nossa covardia, mas quando não temos tempo para sentirmos medo, os limites não existem no nosso dia. Geralmente somos corajosos quando não temos tempo nem a opção do contrário, e então vencemos a luta, por não termos nós mesmos como adversário.
Outro colega comentou, que faz isso com muita frequência, desistir antes mesmo de tentar, desconhecendo sua própria eficiência, mas que em outra vezes, por não ter opção, superou obstáculos muito maiores, fazendo ele perceber, que não ter escolha, tornam assim as coisas mais fáceis e melhores.
E essa é a verdade, ter opções, às vezes, nos deixa meio acomodados, melhor seria se no caminho da vida, não pudéssemos olhar para os lados.
Espero que tenham gostado do texto, pois confesso, foi um desafio difícil de ser completado, mas adorei escrevê-lo, tanto quanto adorei ser desafiado!

 

 

 

Gill Nascimento

Papo de Bar… Balada GLS!

Na última sexta-feira, dia em que trabalhei até quase meia noite e saí merecidamente direto para um bar, estava na dúvida se puxaria algum assunto para o texto de hoje, ou se só encheria a cara, reclamaria e relaxaria.
Incrível como toda sexta parece que o expediente se estende, parece que é o destino movendo seus pauzinhos para que a gente não saia para beber após o término do trabalho, mais incrível é como ele ainda não percebeu o quanto esse tiro sai pela culatra.
Mas enfim, nem precisei pensar num assunto legal pra depois vir e postar aqui, até porque rolou uma conversa bem engraçada que achei que seria legal compartilhar.
Logo após chegarmos no bar, um conhecido de um dos meus colegas, que também estava por lá, mas já de saída, nos convidou para ir com ele em um balada GLS de Buenos Aires, para onde estava indo naquele exato momento, e arrancou um não cheio de argumentos, não homofóbicos, mas firmes, de um dos meus colegas, nisso um outro colega que, aliás, é homossexual e estava com a gente, olhou para mim e para o quarto colega do grupo, riu cúmplice, e disse:
“Will, você não sabe o que está perdendo quando nega um convite como esse, mas nem vou te dizer, deixo isso para os dois héteros da mesa, acho que nesse caso eles terão mais credibilidade contigo!”
E então começamos a explicar para ele:
“É o seguinte, numa balada comum, quando você chega em uma mulher, você sempre corre o risco de tomar um fora logo de cara, porque de cada cinco mulheres, quatro estão ali apenas para se divertir, se distrair, dançar e relaxar, ou podem ser comprometidas, e não querem nem saber de homens para atrapalhar isso, e apenas uma vai estar procurando um homem, e ainda assim você corre o risco de não agradar.
Enquanto isso numa balada GLS, ao contrário do que sua mente pequenina pensa, vai ter mulheres sim, e todas elas estarão pensando apenas em se divertir, dançar, curtir, beber e relaxar, sem homens para atrapalhar, mas a aproximação é bem mais fácil, porque até então pra elas você é gay, claro que tem umas que notam de cara que você não é, então melhor dar preferência aquelas que já estão em estado etílico um pouco mais avançado.”
Nisso ele perguntou:
“E não dá no mesmo? Quando eu falar que sou hétero vou tomar um fora da mesma maneira!”
E continuamos a explicação para o colega de mente pequena:
“Que graça teria se não tivesse um pouco de trabalho? A diferença entre as duas baladas é que em uma a aproximação é cortada logo de início, digamos que as mulheres nem se dão a chance de saber o que estão perdendo, enquanto isso na outra, se não houver de cara a identificação da sua opção sexual, você vai poder conversar, ser simpático, fazer ela rir, mostrar que é um cara legal e uma companhia agradável, até ela descobrir que você não é gay.”
Ele começou a captar a mensagem, então pra garantir, citei um exemplo que aconteceu comigo uma vez, em que fui numa balada GLS acompanhando uma turma do trabalho, em que, inclusive, também estava o colega gay que participou desse Papo de Bar:
“Dá última vez que fui em uma balada assim, conversei durante um bom tempo com uma mulher linda, e ela até pagou bebidas para mim, e chegou um momento em que ela disse que estava ali justamente para se divertir sem ter que ficar a noite inteira se desvencilhando das investidas de homens, mas que se eu não fosse gay ela ficaria comigo com certeza, porque eu era um cara muito legal e divertido, e uma companhia incrível, e a cara que ela fez quando eu disse ser hétero, foi simplesmente impagável. E sim, rolou!”
Naquele momento eu pensei que ele pediria o telefone da dita mulher que fiquei na balada, para confirmar a história, mas na verdade ele pediu o telefone do nosso conhecido argentino, pra ver se ainda dava tempo de ir na balada GLS.
E foi assim que tiramos o preconceito e o pré conceito de um homem.
Só esquecemos de falar pra ele sobre o risco de descobrir como as mulheres que ele canta nas baladas se sentem quando precisam ficar dando foras nos homens, achamos melhor ele descobrir sozinho.

 

 

 

Gill Nascimento

Papo de Bar… Casais e seus apelidinhos!

Existe algo no mundo do relacionamento que as mulheres fingem não saber que existe, mas sabem, e isso é a vergonha que o namorado sente de ser na frente dos amigos o cara que ele é quando estão à sós.
Claro que existem homens que não vêem problema nisso, mas a grande maioria, dependendo de como for a relação, gostaria de enfiar a cara na terra igual a um avestruz quando a parceira age na frente de todo mundo como se eles estivessem sozinhos.
E não, moças, antes que me julguem, não é vergonha da relação, da namorada, ou até mesmo machismo, é apenas vergonha mesmo, tem situações que a gente até sabe administrar, mas em compensação tem outras que na frente dos amigos diminui e muito (na nossa mente) a nossa masculinidade, e prezamos muito isso.
Quando acontece e o casal está junto, até que aguentamos, antes a zueira dos amigos do que a calça jeans da namorada na cama, agora por telefone é sacanagem, e existem mulheres, que creio eu, cientes disso, fazem de propósito.
Tocamos nesse assunto no bar porque vimos uma situação dessa acontecer, e mesmo tendo sido em espanhol, foi engraçado.
Parece que acontece mais ou menos assim: o cara tem uma namorada que diz ser desencanada e nenhum pouco insegura e ciumenta, então não liga que ele saia com os amigos de vez em quando, e quando isso acontece ela simplesmente espera dar o horário necessário para já estarem na segunda rodada de bebidas, onde a zueira é garantida, e liga pra ele pra ver como as coisas estão, e fazer ele falar aquelas coisas que geralmente só fala quando estão sozinhos, inclusive aqueles apelidinhos ridículos que não dá pra falar sem uma voz infantil.
E após essa ligação ele se torna a atração entre os amigos nos trinta minutos seguintes, ou mais até.
Isso chega a ser cruel, tão cruel, que um amigo disse preferir mil vezes uma mulher ciumenta capaz de ir no bar pra garantir que o marido/namorado não esteja aprontando, do que essa “castração moral” na roda de amigos, até porque não tem como evitar, coitado do cara que não agir conforme manda o figurino quando a mulher liga e pergunta com voz infantil: “Que horas você volta meu Ursinho, tô com saudades, você também tá com saudades da sua Dindinha?”.
Lembro até hoje da vez que descobrimos, num bar, devido a uma dessas benditas ligações, que o apelido carinhoso da namorada de um amigo nosso era “Dindinha”, e o dele era “Ursinho”, o cara não teve paz durante o resto da noite, e essa ligação ocorreu antes das 22 horas. Na verdade eu mesmo passei o mês inteiro chamando ele de Ursinho, o que o deixava indignado.
Claro que dá pra disfarçar e sair de perto dos amigos da onça, e atender a ligação, mas acredite, tem que ir bem longe, porque um deles vai prestar atenção, e quando perceber que vai render boas piadas, fará todos os outros prestarem atenção também, e quando você percebe, já é tarde demais.
Pensando bem, isso já aconteceu comigo, e também passei mais de um mês sendo chamado pelos meus amigos de “Bizuquinho”, e eu queria morrer toda vez que isso acontecia. Porque não basta falar com voz de criança, tem que responder as perguntas se mencionando na terceira pessoa, tipo “daqui a pouquinho seu Bizuquinho vai embora, tá minha Neném?”, e isso é o prego no caixão da moral do homem na roda de amigos.
A pior parte mesmo é que dificilmente a gente consegue obter uma vingança, porque a primeira coisa que a gente pensa quando os amigos nos pegam pra Cristo, é em fazer a mesma coisa com cada um deles, mas quando acontece com um, os outros ficam e espertos e evitam de qualquer maneira uma situação igual. Nem todo mundo é idiota como eu. (risos)
Mas a maioria dos homens já teve uma mulher assim, que possui essas manias de por apelidinhos ridículos, falar com voz infantil, e que espera retribuição da mesma forma, e ai do homem que não retribuir.
Um amigo mencionou um fato até interessante, ele namorou numa época uma garota que dava vontade até de chamar de brother, de tão legal que ela era, quando ele saía com os amigos, ela ligava era pra pedir pra ele levar cerveja pra casa quando voltasse, e coisas desse tipo, menos na TPM, quando chegava essa bendita fase, ela se transformava na namorada fofinha e carente, que fala com voz de criança e coloca apelidinhos. E o pior de tudo era que todo mês, durante benditos 5 ou 6 dias, ela arrumava um apelido diferente pra ele. Foram três anos e ela nunca repetiu um apelido, segundo ele.
Quando isso acontece pessoalmente, os amigos dificilmente tiram sarro, até se compadecem, nos ajudam a fugir e ficar bêbados, além do fato de que zuar pode ser um perigo, vai saber o tamanho das garras da “gatinha manhosa”, e a leoa que ela esconde bem lá no fundo, não é mesmo?
Viramos a madrugada falando desse assunto e demos boas risadas relembrando alguns apelidos que já tivemos, ou que conhecemos devido amigos que tiveram, ou até mesmo ainda têm, mas acho que de todos, o meu Bizuquinho era de longe o pior.

 

 

 

Gill Nascimento