O melhor incentivo que alguém pode dar…

Por mais que sejamos fortes, confiantes e seguros, sempre irão existir aqueles momentos em nossa vida, em que teremos duvidas sobre a nossa capacidade, em que não confiamos na nossa própria força, em que desconfiaremos da nossa perseverança, e que estaremos em sintonia com a nossa falta de fé em nós mesmos.
Por mais resistente que seja a casca, nunca sabemos o quão frágil pode chegar a ser o conteúdo interno.
E quando somos golpeados por todos esses péssimos sentimentos, o que seria de nós nesse mundo, se não fossem os nossos familiares e amigos nos dando força e incentivo, naqueles tristes momentos de insegurança que insistem em nos afligir?
Já mencionei várias vezes aqui que sou péssimo com decisões, então sempre valorizei muito esse tipo de ajuda, principalmente porque sou impulsivo, quando uma dúvida me tortura, praticamente jogo cara e coroa pra tomar uma decisão, se não houver ninguém por perto para me impedir.
Ainda assim estou seguindo em frente, sempre com 50% de chances de que as coisas dêem certo, e a mesma probabilidade de que dê tudo errado, graças a essa impulsividade. Mas e quem não é assim?
Porque a maioria das pessoas travam quando estão em dúvida, pelo medo de arriscar e acabar pegando o caminho errado.
Aconteceu isso recentemente com um amigo meu, ele havia chegado numa parte da estrada em que ela se dividiu em uma bifurcação, e ele simplesmente não sabia por qual caminho seguir.
De um lado ele tinha um caminho seguro, que resolveria os seus problemas atuais, de maneira simples e eficaz.
E do outro ele tinha um caminho mais conturbado, cheio de curvas sinuosas, buracos na estrada, mas que continha durante o trajeto a vista da qual ele queria se lembrar, porém ele não tinha certeza se era um motorista capacitado para seguir tal caminho.
Essa dúvida e essa insegurança estavam acabando com ele.
Quando me ligou para me contar e perguntar o que eu achava que ele deveria fazer, praticamente todos os nossos amigos, e seus familiares já haviam dito a mesma coisa que eu acabei lhe dizendo, que deveria seguir seu coração, confiar mais em si mesmo e na força que tem e desconhece, e seguir aquele caminho que o deixaria feliz, pois não valeria a pena alcançar um objetivo se não houvesse o sabor da satisfação no final, e que não valeria a pena também sacrificar um sorriso sequer, por causa de um caminho mais simples.
Quantas vezes fazemos isso, não é mesmo?
Pegamos um caminho mais fácil, para chegar ao mesmo destino do caminho mais difícil, mas a nossa alegria e o sabor da conquista ficam lá atrás, no exato ponto em que paramos na bifurcação, sofremos com a dúvida, e acabamos por escolher a rota com menos riscos.
Alguns diriam que é eterna luta entre o coração e o cérebro, quando paramos diante dos dois caminhos que temos para seguir, o cérebro indica o caminho mais simples, o coração aponta para o caminho mais complicado, o cérebro quer evitar dor de cabeça, e o coração quer acelerar e sentir a adrenalina.
E a gente nunca sabe qual dos dois devemos ouvir, afinal, ambos sempre possuem ótimos argumentos. Nesse momento entram as pessoas em quem confiamos em pedir suas opiniões.
Com o meu amigo que citei, após ter falado comigo, nada mudou, ele continuava se corroendo em dúvidas e sem saber qual trajetória tomar, por mais que todos tenham dito a mesma coisa, que no caso seria para ele seguir o coração e encarar um pouco de adrenalina, para não ter que deixar para trás parte da sua felicidade em troca de um pouco de segurança.
E então tive certeza sobre uma das grandes verdades do mundo, da qual já suspeitava por experiência própria.
Meu amigo seguiu seu coração  no final, e até então está ótimo e feliz, além de satisfeito, mas ele não fez isso porque enchemos ele de palavras motivadoras, e inflamos seu ego falando sobre a sua capacidade, ele tomou essa decisão no primeiro momento em que alguém disse que o melhor caminho para ele era o mais simples e fácil, pois não achava que ele tinha capacidade de encarar o caminho mais difícil, superar os obstáculos, e ainda se dar bem no fim da história.
E essa é uma das grandes verdades do mundo, não existe melhor incentivo e injeção de força e confiança, do que uma pessoa que duvide que nós sejamos capazes.

 

 

 

Gill Nascimento

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Papo de Bar… Deixando o ninho!

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E aí pessoal, tudo bem com vocês?
Sei que tenho estado meio ausente, andei durante a última semana entre idas e vindas ao médico, devido dores de cabeça muito forte que eu pensava ser minha enxaqueca crônica, mas quem acompanha o Blog deve lembrar que sofri um acidente de carro no final do ano passado, acabou que era uma sequela do acidente e tive que fazer uma pequena cirurgia. Graças à Deus agora está tudo bem.
Hoje é dia de Papo de Bar, e esse em especial foi feito nesse último sábado mesmo, em casa durante a visita que recebi de alguns amigos.
Claro, não posso beber ainda, então de minha parte foi feito com sobriedade.
Acho que vocês devem pensar “Caramba, o Gill toda vez que se reúne com os amigos, tem que beber!”.
Não gente, muitas vezes nos reunimos e não bebemos, e em festas inclusive. Na nossa infância. Mas saíamos bêbados de tantos refrigerantes que bebíamos.
O legal de receber amigos em casa após você ter feito uma cirurgia, é ver eles não admitirem que estavam preocupados com você, porque homem é assim: Durante sua internação ficam ligando pra sua mãe e perguntando como você está, se não há riscos e coisas desse tipo, na sua frente isso nunca aconteceu.
Alguns dos meus amigos, aposto que falaram pra minha mãe que se ela contasse sobre o telefonema, eles diriam que era mentira.
Então na nossa frente o máximo que eles conseguem fazer são piadas sobre o assunto. Sempre tem aquele que pergunta como foi a operação de hemorróidas, outro que pergunta como foi retirar a fimose, é de praxe.
Mas vamos ao tema de hoje.
Eu tenho amigos de todas as idades, mais velhos, mais novos, sou um cara bem sociável, na minha opinião, segundo minha mãe eu sou mesmo é descarado, e um desses meus amigos, mais novos, está saindo da casa dos pais, e resolveu perguntar como é morar sozinho no início, achei que valia a pena um Papo de Bar sobre o assunto.
A saída da barra da saia da mãe é um época memorável, e com meus amigos e eu não foi diferente. Tudo ao nosso redor, nessa época, parece ter cheiro de liberdade e mais cores.
Lembro que quando deixei o ninho só pensava em duas coisas: mulheres em minha cama e poder andar nu pela casa.
O problema é que só pensei nessas duas coisas e esqueci todo o resto.
Quando saí de casa deixei minha mãe com um irmão dois anos mais novo e uma irmã de 4 anos, então imagino que ela tenha comemorado o fato, pois era menos um pra bagunçar a casa que ela arrumava, difícil deve ser para quem é filho único, como meu amigo que iniciou o assunto.
Então explicamos pra ele tudo que certamente irá acontecer a partir do momento que ele estiver dentro do espaço que ele chamará de seu, e fora da redoma protetora do lar materno.
Primeiro ele irá se decepcionar muito, quando perceber que terá muito mais responsabilidades, e que se cansará mais, ao ponto de não conseguir cumprir nem uma fração das diversões que planejava ter.
Que se preocupar com contas para pagar, o orçamento de uma casa, deixar as coisas dentro de um ambiente mais ou menos aceitáveis para uma moradia que não seja num estado de calamidade, isso cansa tanto quanto o nosso trabalho, então serão em si dois empregos a partir  daí.
Segundo, ele descobrirá que mãe é mãe, você pode estar aonde for, com quem for, e independentemente da situação. Na primeira vez que ela for conhecer a casinha do filhinho dela, ela encontrará mil e um motivos pra voltar no dia seguinte, e no depois dele, e no outro, e no outro…
Lembro que a minha velha perguntou na primeira vez em que foi no apê que eu aluguei quando saí de casa: “Essas raparigas que eu aposto que você tem trazido para cá, elas não sabem fazer faxina não?”
Pior de tudo é que ninguém tem coragem de impedir a mãe de ir toda semana dar uma geral na casa, porque nada melhor que ter um cantinho só nosso com o cheiro da casa da nossa mãe, e quando a gente se dá conta, ela já tem a cópia da chave da porta e está chegando em dias aleatórios e em momentos inoportunos. Mas aí já é tarde demais.
E terceiro, ele irá descobrir que não é fácil se alimentar sem a nossa progenitora por perto. Eu no início, muitas vezes, ia buscar marmitas na casa da minha mãe, mas isso porque eu odeio miojo e salsicha.
Mas a verdade é que a maioria sobrevive nos primeiros meses, às vezes anos, de congelados, besteiras, miojos e salsichas.
E então acontece o mesmo com todos: resolvem engolir o orgulho e pedir algumas dicas culinárias para a  mãe.
Mal aprendem a fazer um arroz papado, um feijão duro e mal temperado, e a temperar um bife para fritar, e já saem espalhando ao mundo que são verdadeiros chefes gourmets. Eu sei que é verdade, eu fiz isso.
E então quando essas três fases passarem, ele já terá perdido o tesão da novidade, o cheiro de novo não estará mais no ar, e todo o resto já estará ligado no automático, os planos já terão sido deixado de lado, todas aquelas mulheres provavelmente já terão dado lugar a uma só, andar nu pela casa dará lugar para chegar com a roupa do trabalho e cochilar no sofá mesmo, e ele terá descoberto o delivery e aprendido a dar valor para o cartão do Vale Refeição da empresa.
Depois de falar tudo isso pra ele, coloquei uma mão em seu ombro e com um olhar tranquilizador e amigo eu disse:
“Mas calma, fora tudo isso, existem momentos bons. Eu acho!”

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Gill Nascimento

Chega direito, caramba!

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Estava conversando com uma prima minha um dia desses, relembrando os velhos tempos, num certo momento até nos perdemos folheando uns álbuns de fotografias.
Em um desses álbuns encontramos uma foto bem antiga da nossa falecida avó, e eu não pude evitar de comentar o quanto tenho usado as frases e conselhos dela aqui no Blog. E acabamos relembrando algumas das frases que elas mais falava.
Mas uma em especial me fez pensar bastante. Minha vó costumava dizer: “Tem gente que não sabe chegar, mas a gente ainda assim abre a porta, aí não sabe ser visita, muito menos ser de casa, e quando vai embora ainda faz merda!”.
E realmente refleti muito sobre isso, como nunca refleti nas vezes que ela havia dito.
A nossa vida, se pararmos para pensar, é cheia de gente que chega sem avisar, que não bate na porta, não toca a campainha, simplesmente chega e vai entrando sem limpar os  pés.
Gente que recebe a sua hospitalidade e sua atenção, mas na primeira oportunidade irá criticar isso à suas costas.
Pessoas que agem de uma maneira tão natural, que você em pouco tempo acaba tratando elas como se fosse normal a presença delas em sua vida. Como se sempre tivessem estado ali.
Mas elas simplesmente fazem da vida dos outros uma festa de alguém desconhecido, na qual resolveram entrar de bico ao passar em frente.
Eu poderia continuar essa analogia horrível e dizer que, para o nosso próprio bem, deveríamos tratar de deixar as portas fechadas, só abrir após identificar a pessoa que quer entrar.
Mas não.
A verdade é que precisamos disso mesmo. De gente que chegue sem bater e sem fazer cerimônia, mas que depois saiba ficar, saiba sair, e deixe a gente com saudade quando se for. E que depois volte.
Pessoas que cheguem sem reparar a bagunça.
Pessoas que cheguem e não esperem tratamento especial, que não queiram tudo nas mãos, e que no  final, ainda ajudem a arrumar a própria bagunça. A limpar a própria sujeira.
Pessoas que cheguem e tragam um reboliço, mas um reboliço cheio de alegria, não um que destrua tudo em volta, não um ausente de respeito.
Aquele tipo de gente que no primeiro sorriso já nos deixa aquela impressão: “Vou gostar desse imbecil, parece ser tão idiota quanto eu!”.
Aquele tipo de gente que gostaríamos de ter como vizinho de quarto no  sanatório, porquê de repente você não é mais a única pessoa meio doida no ambiente.
É mais ou menos isso, olhando pro meu histórico de amizades, as melhores surgiram como furacões do bem. Chegaram causando baderna, ficaram e arrumaram, e sempre que saíam, voltavam, fazendo ainda mais bagunça.
Mas no final, era apenas isso, pessoas que não sabiam ser discretas, não sabiam ser silenciosas, eram estabanadas, desajeitadas, tropeçavam nos próprios pés. Mas me faziam rir, me divertir e me emocionar.
Pessoas que me convidaram pra suas vidas e exigiram que eu entrasse da mesma maneira estabanada, desajeitada e bagunceira.
Acho que é mais ou menos isso, precisamos do descaramento cheio de alegria daquelas pessoas que fazem por merecer toda a liberdade do mundo em nossas vidas.
E não da falsidade mal intencionada daquelas pessoas que só querem se aproveitar de um bom momento que estamos passando. Pois quando as coisas não vão bem, essas pessoas não surgem, mas quando vão, elas aparecem sem convite, e na maioria das vezes estragam a festa.

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Gill Nascimento

O que tiver que ser, será!

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A vida é curta demais para que eu fique em casa enquanto todo mundo está lá fora se divertindo. Porém ela não é tão curta assim, que eu não possa tirar um dia para descansar.
A vida é curta demais para que eu fique me privando de fazer aquilo que quero fazer. Porém ela não é tão curta assim, que eu não possa primeiro fazer o que realmente é  preciso.
A vida é curta demais para que eu fique deixando meus sonhos de lado. Porém ela não é tão curta assim, que antes eu não possa encarar minha realidade de frente.
A vida é curta demais para que eu perca meu tempo me preocupando com aquilo que só me dá dor de  cabeça. Porém ela não é tão curta assim, que eu não possa procurar um remédio.
A vida é curta demais para que eu fique gastando meu tempo me lamentando. Porém ela não é tão curta assim, ao ponto de eu não poder tirar um tempo para lavar a minha alma.
Quem nunca falou que a vida é curta demais para algo?
Eu já falei tantas vezes que nem me atrevo a tentar chutar uma estimativa.
Difícil foi perceber que na maioria das vezes eu  tornava ela ainda mais curta, quando deixava de lado o necessário, para correr atrás do desejado, quando esquecia a cura, e ia atrás apenas do alívio.
Incrível como são atraentes os atalhos, quando na verdade as paisagem estão no caminho mais longo, quando é na estrada onde a gente  costuma encontrar as lições.
Se pensarmos bem, acho que não é a vida que é curta, somos nós que possuímos uma pressa absurda de chegar.
Em muitas vezes me  senti como um personagem de um livro, e ao mesmo tempo em que sentia aquele desejo de que a história fosse bem longa, eu também sentia uma curiosidade enorme de conhecer o final.
Algumas prioridades realmente são um saco, assim como alguns desejos, mesmo que fúteis, são  necessários. Mas do que adianta correr?
É como se as prioridades fossem uma chuva, quanto mais a gente corre para fugir dela, mais a gente se molha.
Minha falecida avó, sempre que eu queria muito algo, ao ponto de ficar ansioso e achando que, quanto mais demorasse para acontecer, menos eu iria aproveitar, ela me dizia:
“Meu filho, o que tem que ser, será…”
E quando eu ameaçava soltar uma expressão, fosse de ânimo, fosse o contrário, ela completava:
“… Mas será no tempo certo! Então não corra. Ande!”
Um tio meu costuma dizer algo bem interessante também, e que se encaixa muito bem aqui:
“A vida é um espetáculo imperdível, mas não adianta você correr e chegar cedo, pois as cortinas têm hora marcada para abrir. Assim como para fechar.”
A vida não é curta, nós que não sabemos conjugar direito o verbo viver.
A vida não é curta, somos nós que cortamos seus caminhos.
A vida não é curta, somos nós que, às vezes, corremos demais.
A pergunta que fica é: Para quê?
Minha avó também dizia, que tudo aquilo que é saboreado no seu tempo certo, fica muito mais gostoso, demorei, mas comecei a perceber e entender o quanto ela estava certa nessas  afirmações.
Então ultimamente estou pouco me lixando se a vida é curta demais, seja lá para o que for, deixei de correr. Estou andando e apreciando a vista, e mesmo que as vezes eu esteja ansioso por algo, sei que no momento certo, o que tiver que ser, será!

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Gill Nascimento

Se preparando para ser pai…

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Um dia desses recebi a visita de um amigo aqui em casa, veio me trazer uma notícia muito boa, ele que se casou recentemente, agora teve a notícia de que vai ser pai pela primeira vez.
Esse meu amigo é filho único, então não tem, além dos comentários dos amigos, muita proximidade com tal acontecimento.
Ele estava afim de saber como é realmente ser pai, pois segundo ele sou o pai mais feliz que ele conhece, e está com medo de que isso aconteça devido o fato de eu ser separado.
Vou transcrever aqui um trecho do que disse para ele:

“Não se preocupe com o que você escuta nossos amigos, seus colegas e conhecidos falarem, os seres humanos tendem a mais reclamar do que comemorar quando estão conversando, isso é normal.
Se você perguntar para todos, assim como está perguntando para mim, todos dirão praticamente as mesmas coisas que direi para você.
Ser pai é uma missão de várias fases, e você terá que lidar com todas.
Sua esposa por exemplo, no início ela será a mulher mais feliz do mundo, como você disse que ela está, mas logo, ela será aquela mulher que reclamará do peso da barriga, dos enjoos, terá crises constantes de humor, e num certo momento baterá até um desespero em você, por causa da situação. Mas você vai sobreviver.
Seu bebê nascerá, e no início será mil maravilhas, você será o primeiro a correr em direção do seu filho ou filha, quando chorar, e dependendo da altura do choro, vizinhas aparecerão perguntando se está tudo bem, se vocês precisam de ajuda, sempre dando parabéns e elogiando o bebê de vocês.
Alguns meses depois, tipo uns 2 ou 3, você acordará com o choro e ficará brigando com sua esposa pra ver quem vai fazer o bebê parar de chorar. Os mesmos vizinhos que pareciam tão felizes por vocês e tão solícitos no início, gritarão para vocês fazerem essa criança calar a boca pra eles poderem dormir.
Os gastos serão enormes como imagina, você se cansará bastante e sua esposa não perceberá isso, pra ela só ela estará se cansando.
Mas toda vez que você pegar seu bebê no colo e arrancar um sorriso, você vai perceber o quanto cada esforço seu vale a pena. Cada novo acontecimento reforçará essa percepção ainda mais.
No dia que ouvir o primeiro “Papai”, no dia em que você ver os primeiros passos, receber o primeiro eu te amo, o primeiro passeio em família, cada instante como esses será inesquecível.
Você se tornará um eterno colecionador de “Primeiras Vezes”.
Você trabalhará com mais dedicação e afinco, pois terá um objetivo muito maior dentro do seu coração e não dentro suas ambições.
Você enfim se sentirá com um objetivo e com uma missão de verdade.
Toda vez que estiver fora de casa se sentirá como se seus braços estivessem vazios, sem aquele pequeno corpinho pra envolver num abraço.
E toda vez que você chegar em casa será o momento mais feliz do seu dia, como nunca antes foi.
Então, você terá dificuldades sim, mas vai amar tê-las, pois cada uma valerá a pena e será recompensada com gestos que só mesmo quem é pai e mãe pode entender.
E daqui pouco mais de um ano, talvez dois, você me encontrará e dirá que eu nunca estive tão certo em algo que disse.”

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Gill Nascimento