Pedido do Leitor… Mães & TPM!

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Olá pessoal, tudo bem com vocês?
A vida corrida e problemática continua, a inspiração anda faltando, mas estou aqui e não desisto.
Recentemente recebi uma DM de um seguidor do Twitter, que sempre lê meus textos, e disse que tem sentido falta dos meus textos humorísticos, no estilo Standup, e pra minha felicidade, ainda sugeriu um tema.
Ele pediu que eu escrevesse sobre uma mistura super explosiva e perigosa: MÃES & TPM.
Se eu soubesse na minha adolescência, e até mesmo na minha infância, o que sei hoje, com certeza teria sido um filho muito melhor. Mentira. Teria apenas evitado aprontar durante ao menos 7 dias por mês, só pra garantir minha segurança.
Meu pai, apesar de não sermos muito próximos, me ensinou muitas coisas sobre o universo feminino, mas não entendo como ele não me preveniu sobre isso. Deveria ser obrigação de todo pai, ensinar seus filhos homens a como lidar com as mulheres em sua vida, durante o período menstrual, principalmente as mães.
Fico lembrando de algumas brigas totalmente sem sentido que tive com a minha, e hoje entendo, foi a maldita da TPM.
Lembro uma vez, em que ainda morava com a minha velha, e que perguntei se ela sabia onde eu tinha deixado minha carteira, pois não conseguia encontrar. E de repente o inferno subiu para a terra.
(Tentarei transcrever mais ou menos o que minha velha me falou, escreverei respeitando as pontuações, mas se quiser ler tal como ela me falava, ignore vírgulas e pontos finais)

“- Meu Deus, eu tenho uma casa inteira para cuidar e ainda trabalho fora, e não tenho problemas, mas você não consegue cuidar de uma carteira?
– Aposto que se eu procurar eu encontro em menos de um minuto, mas não vou, e sabe porquê?
– Porque sei que vai sair pra farrear com aqueles seus amigos vagabundos, então  não, não vou procurar a porra da sua carteira, procure você, e não ache, assim quem sabe não saia, e fique em casa ao invés de ir beber com aquele monte de drogados.
– Mas eu te conheço, se não achar sua carteira, então lembrará que sou sua mãe, e que mereço respeito e carinho, e virá com uma voz mansa me pedir dinheiro, porque nessa hora eu sou mãe, nessa hora lembra que eu tenho utilidade.
– Quero saber como vai ser no dia em que eu morrer. Quem vai te dar dinheiro quando você perder a porra da sua carteira no meio da sua bagunça que você chama de quarto? Quem vai lavar as roupas que você usa pra sair e impressionar aquelas putas com as quais você anda? Quem? QUEM?
–  Aí eu quero só ver o que vai fazer. Vai lá no meu caixão tentar me acordar pra pedir esses favores?
(lágrimas começam a surgir nos olhos dela e a voz começa a embargar)
– Porque eu só presto quando você precisa, mas eu não sou sua empregada, nem sou um dos seus amigos vagabundos, e nem uma daquelas putas que vive batendo no nosso portão. Eu sou a porra da sua mãe, e mereço respeito agora. Mas você é como seu pai, é homem, e não sabe dar valor a uma mulher. Não quero ser lembrada como mãe só depois que eu morrer.
(Então ela pausou para respirar, porque não havia feito isso enquanto falava, respirou fundo, e pareceu recuperar magicamente a calma, e então se virou para sair do  cômodo, mas parou, voltou e falou com a voz mais calma do mundo, como se nada tivesse acontecido e de repente eu tivesse voltado a ser seu bebê)
– Sua carteira filho? Você esqueceu na calça e eu tirei antes de lavar, coloquei na sua primeira gaveta. Você vai sair? Tem dinheiro suficiente?
– Desculpa sua mãe tá? É que eu tive um dia de bosta!”

Lembro como se fosse hoje, que naquele dia pensei em duas opções: ligar para um sanatório ou fugir de casa.
Eu não podia falar nenhum palavrão que já tomava chinelada ou tapa mesmo, na verdade ainda não posso, mas todos os palavrões que eu sei, aprendi nessas crises da minha mãe. Dava para escrever um Aurélio só de  palavrões nessas ocasiões.
E volto a bater na mesma tecla: como meu pai pode não ter me ensinado isso? Me prevenido sobre a TPM? Me deixar crescer sem saber de tal perigo?
É como ter uma arma em casa e não avisar para seu filho que é perigoso e que eles não podem mexer.
Eu fui um adolescente que deu muito trabalho para os pais, e presenciei muitas crises da minha mãe, desse mesmo tipo, e só depois dos 18 anos entendi: foi a maldita da TPM.
Tantos hematomas poderiam ter sido evitados, tantas dores de cabeça devido horas de sermão poderiam nem ter existido se meu pai tivesse me ensinado sobre os perigos de apenas três letras.
Mas acho que isso faz parte do processo de ensino dos filhos. Eu acho que o pai pensa na hora que o moleque está crescendo:
“Se eu for ensinar pra esse moleque sobre a TPM, depois terei que ensinar todo o resto pra ele, terei que me meter mais no meio da educação, dar sermões, meter medo, fazer ele obedecer e respeitar a mãe dele e eu mesmo. Por outro lado se eu não avisar nada, ele vai passar pelo que eu passo todo mês, vai se cagar de medo da louca da mãe dele, e vai obedecer com muita facilidade. Deixa essa merda assim, menos trabalho pra mim!”

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Gill Nascimento

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Papo de Bar… O Dinheiro não traz a felicidade!

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Bom dia, boa tarde e boa noite pessoal. Tudo bem com vocês?
Hoje é dia de Papo de Bar, minha categoria preferida, apesar que ainda estou em dúvida se esse sentimento que tenho por esses artigos vêm do meu coração, ou do meu fígado.
Estava a trabalho Rio Grande do Sul, quando esse Papo de Bar rolou, entre colegas.
Resolvi ressuscitar um estilo de papo que meus amigos de infância e eu gostávamos de ter nessas ocasiões, pois é bem divertido.
Toda a conversa consiste em escolher uma frase, dito popular ou filosofia, que todo mundo fala, e simplesmente dissecá-la em controvérsias, porquês, e poréns.
A frase que escolhemos foi: “Dinheiro não traz felicidade”.
Tem frase mais controversa do que essa?
Logo de cara um colega comentou:
“O dinheiro pode até não comprar a felicidade, mas a falta dele menos ainda, e se for pra ser triste, melhor que seja rico, porque Whisky está caro, e combina com a infelicidade!”
Ser infeliz e ser rico, isso não soa tão mal assim, agora ser infeliz e ser pobre, machuca só de pensar.
Gostaria de saber quem foi que criou essa frase, e posso apostar, era uma pessoa muito rica, mas devia ter disfunção erétil, sua mulher tinha amante e na certa ele não tinha amigos. Aí entenderia ele dizer tal asneira.
Um amigo meu comentou o seguinte:
“Quem criou essa frase estava certo, o dinheiro não traz a felicidade, se você tem o dinheiro, a felicidade vem por conta própria pra te visitar, nem precisa de convite!”
E eu concordo com isso, ela pode até não vir de mudança, mas visita com frequência.
Já uma colega fotógrafa manifestou sua opinião da seguinte forma:
“Concordo com a frase, mas ela está incompleta, a verdade é que o dinheiro só não traz a felicidade para quem não tem muita afinidade com ele, digamos assim!”
Em uma coisa todos nós concordamos, quem criou essa frase era uma pessoa rica, possivelmente brasileira, e quem sabe alguém que queria que a mídia parasse de bater tanto na tecla da desigualdade social, falando tal frase para que os menos favorecidos se sentissem menos desconfortáveis com suas situações.
Perguntei pra um dos meus colegas o que ele preferia, ser rico ou ser feliz, a resposta foi a seguinte:
“Porque tem sempre que haver uma escolha, porque não pode ser os dois? Mas já que tenho que escolher, preferia ser rico, depois que eu tivesse mergulhado em grana, queria ver quem me impediria de ser feliz!”
Claro que também manifestei minha opinião, e que na verdade é bem simples. O fato que todo o problema não é o dinheiro não trazer a felicidade, mas sim a felicidade não trazer o dinheiro, porque de nada adianta ser feliz se não tiver condições de sobreviver para usufruir disso.
E ainda, que o mais provável é que quem tenha criado essa frase, não sabia o que fazer com o dinheiro que tinha, então soltou essa pérola, só ainda não consigo imaginar quais eram as suas intenções.
Claro, que se interpretarmos a frase com a verdadeira profundidade que ela merece, chegaremos as conclusões corretas das intenções do autor, mas ainda assim, fica difícil de concordar, mesmo no mais alto nível filosófico possível
Claro, não estou dizendo que o dinheiro traz sim a felicidade, longe disso, mas que ele tem certa afinidade com ela, isso é inegável, e o mais importante: o dinheiro pode até não fazer a felicidade surgir, mas não tê-lo duvido que faça isso com mais facilidade.

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Gill Nascimento

Papo de Bar… Grupos no Whatsapp!

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Oi pessoal, vocês estão bem?
Como vai essa segunda preguiçosa de carnaval?
Hoje temos mais um Papo de Bar, esse ocorreu na última sexta na Vila Madalena, num barzinho chamado Capital da Vila, e resolvi fazer algo um pouco diferente.
Há um tempo atrás, minha querida e linda amiga, Juliana Lima do Blog Fabulônica, me sugeriu um tema para um texto humorístico, falar sobre Grupos do Whatsapp, e então resolvi jogar esse tema na mesa do bar e ver no que dava.
E quem não tem alguma história, reclamação, e até uma comédia para contar sobre Grupos daquele maravilhoso (e demoníaco) aplicativo?
O Whatsapp elevou a interação virtual a um novo patamar com seus grupos de bate papo.
Eu não vou negar, no início eu era um viciado, fazia parte de uma infinidade de grupos, hoje em dia, graças ao bom Deus Pai, estou mais tranquilo, mas foi difícil me libertar, ficar limpo não foi fácil.
Meus amigos e eu começamos falando sobre os grupos de amigos, e sim, tivemos o nosso, em que todos que estavam nesse Papo de Bar faziam parte.
Grupo de amigos são divertidos, todos se conhecem, todos sabem como irritar ou agradar uns aos outros, então é sempre aquela bagunça enorme, são aqueles grupos que quando um fica online, praticamente todos ficam, e se você não ficar também, quando abrir o Whatsapp se deparará com uma infinidade de mensagens que terá preguiça de ler, mas lerá, porque sabe que em algum momento falaram de você, e provavelmente tirando onda com a sua cara.
Conosco era assim, até o dia em que percebemos que a interação virtual vinha diminuindo a interação pessoal, e com isso nosso nível de álcool no sangue, e nisso o grupo acabou se desfazendo.
Tem também o Grupo de amigos virtuais, e esse tipo é um que eu até gosto. Mas sempre tem aquele momento em que está todo mundo online e de repente dois membros do Grupo somem, e todo mundo já imagina que estão em um papo privado falando do restante da turma. E eu sei que acontece, porque eu mesmo já fiz isso.
Atualmente estou num Grupo assim, com uma turma maravilhosa aqui da comunidade WordPress, e como algumas das moças do Grupo, as quais não mencionarei os nomes (até porque elas não irão resistir à necessidade de se auto denunciarem aqui nos comentários), possuem outro grupo só delas, temo saber sobre o que elas falam por lá paralelamente.
Mas esses grupos são os mais comuns, e dificilmente são chatos, mas aí duas espécies de pessoas inventaram de criar grupos também, os parentes, e os colegas de trabalho.  E foi nesse momento que a linha do que é legal e a do que irrita se cruzaram.
Eu faço parte de um Grupo de família, onde o assunto principal são as fofocas das tias e as perguntas inconvenientes. Parentes possuem uma necessidade fisiológica de saber detalhes da nossa vida, e se pessoalmente eles já deixam pra fazer as perguntas sempre quando a família toda está reunida, essa funcionalidade do aplicativo facilitou ainda mais para que essa necessidade seja suprida.
E quando as minhas tias e minha mãe estão online então, e a fofoca rola solta, elas falam de tudo sobre todos, às vezes até falam de integrantes do Grupo sem perceber a gafe que estão cometendo. A empolgação é mais forte que elas.
O pior são as primas, que desde cedo já vão aprendendo a serem iguais.
Eu silenciei o Grupo da minha família por 1 ano, desde então nunca mais abri o Bate Papo, mas logo terei que abrir, pois faltam pouco mais de 30 dias para esse silêncio acabar.
Agora o Grupo de Colegas de trabalho é de longe o pior. Eu, particularmente, após o fim do expediente, adoro esquecer que existe trabalho, e esse tipo de Grupo me impede disso, pois por mais que a turma inicie assuntos diferentes, sempre acabam falando da empresa.
E esse Grupo sempre tem um papel pra cada integrante. Tem a fofoqueira que fala mal de todo mundo que não está no Bate Papo, tem aquele que sempre acaba fazendo os assuntos voltarem a ser sobre trabalho, tem aquele(a) que fala mal do chefe, aquele que reclama da empresa, aquele que agita a galera pra sair, aquele que fica mandando imagens engraçadas e de putaria, aquela que fica mandando mensagens de bom dia, boa tarde e boa noite, e o cara que odeia o Grupo e sai primeiro, puxando a fila. E esse último sempre sou eu. Já saí de uns cinco grupos de colegas.
Fora a parte de que Grupos de Colegas são de longe os com mais conversas paralelas no privado, e isso deixa qualquer um com uma pulga atrás da orelha.
E agora que o Whatsapp alcançou a popularidade nas idades mais avançadas, a coisa desandou de vez, já perdi as contas de quantas vezes vi minha mãe deixar a comida queimar.
E como se não fosse suficiente, aumentaram de 100 para 256 o limite de integrantes para um Grupo. Haja tias e colegas chatos para suprir tantas vagas.
Mas eu sou da velha guarda, ainda acredito que o melhor bate papo é aquele em volta de uma mesa, olhos nos olhos, gargalhadas, brindes, abraços e reencontros.
Mas confesso, esse tema me deu uma vontade de fazer um Papo de Bar online, só pra ver no que vai dar.

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Gill Nascimento

As 5 Mais… Momentos constrangedores!

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Tudo bem com vocês pessoal?
Hoje é dia daquela categoria em que falo besteira, faço piada, conto meus podres, e destruo minha própria imagem, que digamos de passagem, já não é lá essas coisas. Hoje é dia de “As 5 Mais”.
E por falar em destruir minha imagem, hoje atendo ao pedido da querida e linda Mayara do Blog Devaneadora de Idéias, que pediu um Top 5 de situações constrangedoras, e sem falsa modéstia, quando o assunto é pagar mico, eu simplesmente me destaco.
Mas não vou prolongar isso mais do que o necessário, vamos as minhas 5 situações mais constrangedoras:

PRIMEIRO MICO

Definitivamente, não existe melhor lugar para pagar mico do que no ambiente de trabalho.
Lá na produtora, costumamos dizer que nosso patrão calça sapatos de algodão, pois quase nunca percebemos sua chegada, e quando estou fora da minha sala, na ilha de edição, sempre acabo sendo pego, como diria minha avó: com as calças arriadas.
Isso aconteceu quando ainda era um novato por lá. Certa vez um colega estava me mostrando uma solicitação de amizade que havia recebido no Facebook, de uma pessoa que dizia no perfil que também era funcionária da Produtora, mas que ele nunca havia visto por lá.
Então eu comecei a fazer piadas sobre a mulher, dizendo que era feia e que parecia o nosso patrão usando saia.
Quando me dei conta, meu patrão estava olhando praticamente por cima do meu ombro, e depois de um longo silêncio constrangedor, ele disse:
“Não sei que mania é essa que a minha irmã tem de ficar adicionando meus funcionários, e ainda fica dizendo que trabalha aqui!”
E sim, realmente ela era irmã dele.

SEGUNDO MICO

Certa vez, às vésperas de uma viagem de trabalho, estava no Centro de São Paulo quando resolvi entrar numa loja para conferir uma jaqueta de couro que estava exposta na vitrine.
Já havia sido atendido, e passeava pela loja enquanto aguardava a vendedora me trazer o produto para eu experimentar, quando me deparei com um par de malas lindas, que não pensei duas vezes, e as joguei debaixo do braço para comprar também.
Quando a vendedora voltou, e perguntei o preço, ela não sabia me responder, pois ela nunca havia visto aqueles modelos de malas na loja.
Foi aí que surgiu uma senhora baixinha e muito brava, me xingando, e me chamando de ladrão.

TERCEIRO MICO

No ano passado matriculei minha filha numa academia de dança (e ela como toda criança normal, curtiu até enjoar e não querer mais ir, o que foram menos de 3 meses), era toda terça e quinta, a mãe levava, e eu quando saía do trabalho já ia direto buscá-la.
Como todo pai babão, chegava mais cedo, para poder ficar babando um pouco.
Num certo dia, em que estava atravessado de  serviço e meu celular, pra completar, havia descarregado, saí do trabalho para ir buscá-la, cheguei um pouco mais cedo e fiquei conferindo um material de trabalho no Tablet, pois tinha que terminar o trabalho até o dia seguinte.
A aula da minha filha terminava às 18 horas, quando dei por mim, a professora estava me cutucando e perguntando o que eu fazia ali, assustado, olhei no relógio e vi que já eram 19 horas, e que eu havia ficado olhando para o Tablet durante mais de 1 hora.
Quando perguntei onde estava a Areta, a professora me lembrou que era uma quarta feira.

QUARTO MICO

Uma vez estávamos de bobeira na Produtora após o término de uma longa e complexa campanha, meio que naquele clima “preciso de um porre e de férias”, e então resolvemos falar mal do nosso próprio trabalho.
Eu dizia como me sentia um canalha, produzindo alguns comercias e incentivando pessoas a comprarem produtos que eu nunca me atreveria a comprar.
E então comecei a fazer piadas sobre alguns dos produtos com os quais já havíamos trabalhado, quase um stand-up comedy de improviso, e meus colegas riam muito.
Foi quando comecei a falar de um produto, que na minha opinião estava rendendo as melhores piadas, mas ninguém estava rindo.
Aí percebi que estavam meio que olhando para trás de mim. Quando me virei, dei de cara com meu chefe que havia saído da sala de reuniões, na qual estava reunido com o representante da marca que eu estava falando tão empolgadamente, tratando da renovação do contrato, e ele também estava atrás de mim.
Não perdemos o cliente, pra minha sorte, mas eu perdi aquela campanha para outro produtor.

QUINTO MICO

Esse já faz um tempo, mas com certeza foi o que mais me deixou envergonhado.
Quando tinha 17 anos, fazia um curso pré militar após sair do colégio, e era um pouco longe de casa, então tinha sempre que pegar um ônibus para ir, e esse ônibus, até mesmo aos domingos e feriados, só andava lotado.
No dia em questão, eu estava nesse ônibus, em pé, ocupando um espaço tão apertado, que se eu tirasse o pé do chão, não conseguiria colocar mais.
Eu estava com a carteira na cintura, ao invés de em um dos bolsos, e na minha frente estava uma mulher, que ainda por cima era muito bonita. De vez em quando ela olhava pra mim com uma cara de desconfortável, mas eu não me incomodava, porque era mais que óbvio que eu não podia fazer nada pra melhorar aquela situação de aperto.
Então começou a se aproximar o ponto em que essa mulher iria descer, foi quando ela olhou pra mim e disse alto para que todos no ônibus ouvissem:
“Garoto, se for gozar, melhor gozar rápido, porque eu vou descer no próximo!”
Só então me dei conta que as caretas de incômodo dela eram devido o volume proporcionado pela minha carteira que estava na cintura, e não pelo aperto, e que ela havia pensado que era outra coisa.
Não soube como reagir, apenas comecei a fingir que não foi comigo, mas minha cara toda vermelha me denunciava, mas por muita sorte desci dois pontos depois dela.

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Gill Nascimento

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É isso aí pessoal, por hoje é só, podem dar risada, mas não espalhem.
Tem um tema legal pra sugerir para essa categoria? Fique a vontade, por favor, vou adorar listar um top 5 da sua sugestão, deixe aqui nos comentários mesmo, ou se preferir, na página de sugestões. Sejam sempre muito bem vindos, e tenham um ótimo dia.

As 5 Mais: Minhas 5 piores cantadas

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Olá pessoal… Tudo bem com vocês?
Terça feira, dia de “As 5 Mais”, e hoje o tema é um dos pedidos da querida Robécia do Blog Linhas Tortas, ela pediu um top 5 das piores cantadas que já dei. Confesso, esse foi meio difícil, tive que puxar bem na memória, pior, na memória etílica.
Eu, quando sóbrio, não sou muito de usar frases feitas ou cantadas prontas. Em compensação bêbado, sou um filósofo e um pedreiro de primeira. (tenham em mente que esse meu “de primeira” pode ser o “de quinta categoria” de vocês)
E meio que todas essas cantadas furadas aconteceram a bastante tempo, então não me julguem.
Mas vamos, As 5 Mais:

1° PEDREIRAGEM:

Uma vez estava numa balada com alguns amigos, e uma garota chamou muito a minha atenção, em meia hora presenciei ela dando ao menos uns 15 foras, em caras que deram em cima dela.
E eu já calibrado com algumas doses de Whisky com energético, o que resolvi fazer?
Isso mesmo, resolvi que eu seria o décimo sexto. Com todo meu jeito, mais pra palhaço do que para conquistador, disse:
“Percebi que desde que chegou, você tem me olhado, e que deu uns 15 foras em outros, enquanto esperava minha atitude, bem, estou aqui, aceito um drink!”
Não lembro quem riu primeiro, se fui eu ou se foi ela, mas rimos, e até tomamos uns drinks e conversamos, mas não teve jeito, tomei um fora.

2° PEDREIRAGEM:

Essa até que não faz tanto tempo assim que aconteceu.
Estava numa festa na casa de um amigo, esse amigo todos gostam de tratar muito bem, devido a ótima “safra” de primas que ele possui. Então a festa foi bem movimentada, todos os nossos amigos foram, e todas as primas dele foram assediadas.
Em certo momento da festa, eu ainda sóbrio, resolvi tentar a sorte também, e não sei porquê, mas tenho uma queda por mulheres cheias de marra. Escolhi a prima mais bruta, e soltei:
(Olhando dos pés à cabeça)
“Nossa, uau, será que posso beijar a mulher mais linda dessa festa?”
(Ela, com cara de ódio)
”Infelizmente pra você e felizmente pra mim, não!”
(E eu já com um sorriso maroto)
“Nossa, que ciumenta, tudo bem então, eu beijo só você!”

3° PEDREIRAGEM:

Essa eu devo dizer que sempre que lembro, tento imaginar de onde saiu a inspiração.
Eu tinha marcado de encontrar dois amigos num barzinho no Centro de São Paulo, e eles, como sempre, se atrasaram.
Ao entrar já percebi aquela morena linda sentada sozinha.
Com toda a minha cara de pau que herdei do meu pai, puxei uma cadeira, e sentei à mesa dela, e disse:
“Desculpe o atraso, é que demorei um pouco para localizar esse barzinho. Nossa! Se não fosse as roupas que você disse que estaria usando, eu nem teria te reconhecido, você é muito mais linda pessoalmente do que pela internet!”
Ela meio que ficou sem reação e sem entender nada, e demorou um pouco até conseguir dizer que eu tinha me enganado. Ela estava esperando sua companhia, mas consegui seu telefone, e saímos um tempo depois.
E claro, ela riu muito quando contei a verdade.

4° PEDREIRAGEM:

Essa meio que aconteceu depois que eu já tinha tomado um fora.
Passei uns bons 20 minutos cantando uma mulher, Difícil era seu sobrenome, e Muito era seu nome do meio.
Aí quando enfim percebi que o jeito era jogar a toalha, eu disse:
“Tudo bem, linda, se você é essa pessoa ruim e egoísta, incapaz de conseguir dar um beijo, então ao menos perceba que eu não sou assim, e aceite o meu!”
Depois de toda a seriedade e dureza dela, eu ainda arranquei uma boa risada e um “palhaço”.

(Perceberam que o nível foi baixando conforme vocês rolaram o cursor?)

5° PEDREIRAGEM:

Essa com certeza foi a pior de todas.
Cheguei em uma festa, a qual nem fui convidado, estava vindo de outra festa, e logo de cara avistei aquela mulher linda, em um canto, sozinha e muito pensativa.
Geralmente já chego nas festas pegando uma bebida, mas dessa vez não.
Assim que a vi fui em sua direção, e bem calmamente (até para não assustá-la, pois parecia distraída com seus próprios pensamentos) eu disse:
“Acho que já pode se acalmar um pouco mais.”
Nisso ela me perguntou o porquê. Respondi:
“Bem, está tão pensativa aí, refletindo sobre seus desejos, agora tem menos um para se preocupar, já que cheguei!”
Ela só disse um “aff”, se virou e foi embora.

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Por hoje é só pessoal. Na próxima terça tem “5 Coisas que odiamos nas mulheres”, pedido da Fabi do Blog S.O.S. Srta. Brito, aparentemente ela quer mesmo me meter em enrascada nessa comunidade.

Fiquem na paz!

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Gill Nascimento