A evolução da nossa infância…

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Eu sei que vocês já notaram que eu gosto de escrever sobre minhas loucuras aqui, mas acreditem, não tento promovê-las, apenas gosto quando aparecem comentários de pessoas que se identificam e possuem as mesmas manias loucas que eu.
Com 110 artigos aqui no Blog e 1010 comentários, já estou psicologicamente mais tranquilo, pois sei que se eu for parar num sanatório, encontrarei muita gente legal e de bom gosto por lá. (risos)
Ontem estava escrevendo um texto a pedido de um colega Blogueiro, o primeiro aqui no Blog a me sugerir ou pedir um texto sobre um determinado tema, acho que ele foi o primeiro, na verdade, a ler a Página ”Ei você aí” aqui do Blog. Enquanto escrevia, comecei a pensar na minha própria evolução, de minha infância até o presente momento, e cheguei a conclusão de que apenas troquei as minhas manias e as minhas preferências, e que continuo sendo como quando era criança.
Minhas manias e loucuras evoluíram e amadureceram comigo.
Lembro que quando era um pirralho, e andava com os joelhos ralados e descalço pelas ruas do meu antigo bairro, tinha fraquezas por sons específicos.
Um bom exemplo é que não conseguia ouvir um amiguinho gritar chamando pra uma “pelada”. Cresci. Continuo com a mesma mania, mas ela evoluiu comigo, e agora as tão amadas “peladas” deram lugar para as “geladas”.
Lembro que quando era criança não podia ouvir a música de abertura dos Cavaleiros do Zodíaco, eu corria pra sala e sentava no sofá, até meus pais respeitavam esse horário e diziam que era meu. Essa mania também evoluiu, agora não posso ouvir o a abertura das minhas séries prediletas, me jogo no sofá como uma criança e só levanto quando acaba.
Outro som que foi marcante em minha infância e que também evoluiu comigo, foi o som do despertador, lembro que sempre que ele despertava pra eu poder levantar e me arrumar pra ir pra escola, eu enfiava a cabeça debaixo dos travesseiros e começava a choramingar que não queria levantar. Faço isso até hoje. A diferença é que hoje em dia ele toca pra eu ir trabalhar.
Quando era mais novo, o som da voz da minha mãe, gritando no portão de casa e contando de 1 à 10, ameaçadoramente, me fazia voltar pra casa correndo. Hoje isso ainda funciona, mas também evoluiu, hoje em dia ela me liga nos sábados à noite, perguntando onde estou e se estou bebendo, e se a resposta não agradar, ela ameaça ir passar uns dias na minha casa, e é nessa hora em que eu vou embora.
Quando era moleque, não podia escutar o barulho de uma garrafa de refrigerante sendo aberta, eu corria na direção do som, como o animal preso que corre na direção da liberdade. Esse som também evoluiu. Hoje em dia não posso escutar o som de uma rolha sendo sacada, já vou logo verificar se é vinho que está sendo servido.
Já adolescente, o som que me hipnotizada era a voz da minha irmã, na época uma bebê de 2 à 3 anos, e era, e ainda é, minha paixão, hoje em dia é a minha filha que detém esse poder.
A gente cresce, e tudo evolui com a gente, tenho medo de descobrir que minhas loucuras vieram evoluindo da minha infância para cá.
Ou será que sou eu que não amadureci tanto assim?

Gill Nascimento

E o futuro, como vai?

Bom dia pra você que acorda todos os dias, sabendo bem o que lhe cabe, que o sonho acabou no momento em que o despertador começou a tocar!
Eu já começo meus artigos com meu mau-humor característico, que na maioria das vezes é puro charme, é claro, mas hoje tem um toque de verdade mesmo!
Hoje vou discutir uma conversa que ouvi involuntariamente ontem, de dois adolescentes que reclamavam da vida, uma coisa que acho incrivelmente sacana, por que o maior problema dos adolescentes hoje em dia (claro que não de todos), é que grande parte não tenta resolver o que eles chamam de problemas, e ficam esperando ou que se resolvam sozinhos, ou que seus pais resolvam.
Hoje em dia são poucos os adolescentes que sabem se virar sozinhos, que agarram cada oportunidade com unhas e dentes, hoje em dia devido ao melhor desenvolvimento do país, as melhores condições sociais e monetárias para a maioria das famílias, os jovens tentam usufruir ao máximo a dependência que têm dos pais!
Tentei encontrar alguma pesquisa para anexar ao artigo, infelizmente não encontrei, mas sei que grande parte dos leitores concorda com o fato de que, antigamente, os jovens buscavam mais a sua independência, a sua liberdade, não o fator ‘sair de casa’, mas sim depender cada vez menos dos pais, sem abdicar dos confortos que uma tutela proporciona, é claro! Hoje são os poucos os adolescentes que ao completarem 16 anos tentam encontrar o primeiro emprego, só se for necessário mesmo, uns as condições exigem, outros a família exige, mas se houver a mínima chance de sobrevivência apenas com aquilo que provem dos mimos paternos, ninguém é capaz de fazer com que um adolescente atual pense em ter ser próprio sustento financeiro!
Aí com certeza alguns (senão todos) leitores devem estar pensando: “ótimo isso, sinal de que o país está evoluindo, e que hoje em dia podemos dar aos nossos filhos os confortos e condições que não tivemos durante a nossa infância e adolescência”… Concordo absolutamente com isso, mas existem outros fatores que envolvem esse assunto, por exemplo:
Os adolescentes de hoje em dia demoram mais pra se preparar para coisas que terão que enfrentar quando saírem do ninho, do que os adolescentes da minha geração, s adolescentes hoje em dia não entendem os impostos, não sabem lidar com dívidas e contas periódicas a pagar, coisas que eu, por exemplo, aprendi desde cedo, com os meus pais, a fazer!
Na verdade, pela conversa que escutei ontem (e que depois acabei percebendo que já havia escutado antes de outros jovens, mas que nunca havia me tocado do real significado da coisa, do que realmente me chamava atenção e até incomodava na conversa), percebi que muitos jovens estão praticamente alienados a realidade que o futuro lhes reserva, despreparado para enfrentar algumas das coisas que nós, adultos de hoje em dia, enfrentamos quando saímos do ninho. Por que é um fato, assim como a moda, as crises também se vão, mas podem voltar, e bem piores, é difícil para nós lidarmos com essas crises, imaginem pra quem nunca se deparou com uma, ainda mais sozinho!
Hoje em dia está quase dando orgulho ver o quanto o país vem se desenvolvendo no quesito EDUCAÇÃO, são muitas as oportunidades, só mesmo não querendo para não se ter uma profissão hoje em dia, mas existem coisas que apenas a vida ensina, e a maioria é na prática, e depende muito dos pais fazer com que seus filhos passem por essas lições com menos hematomas possíveis, ótimo, maravilhoso que possamos dar aos nossos filhos o que não tivemos a oportunidade de ter, só não podemos deixar que isso nos faça esquecer que existem valores, experiências, lições, que apenas o mundo lá fora, cruel, faminto e sem piedade pode ensinar, e tem que ser agora, enquanto estamos por perto para proteger e ajudar a curar as feridas deixadas, depois os alunos que deixaram a lição passar, podem não poder contar com nosso apoio!
Então é isso, existe uma realidade por trás do mundo que os adolescentes de hoje em dia conhecem, e essa realidade lhes precisa ser apresentada!

Gill Nascimento

Evoluindo

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Tem alguns assuntos que geralmente a gente não gosta de discutir não é mesmo?
Eu sempre tive os meus, alguns são clichês , tais como política, futebol e religião, o risco de discussão não vale o gasto de palavras e argumentos, prezo muito meu sossego, minha paz e minha tranquilidade mental pra isso, mas fora os clichês tem um assunto que nunca gostei muito de pensar, que é envelhecer.
Quando era criança temia me tornar adulto, ter que trabalhar, ter que me sustentar, ter responsabilidades e coisas do tipo. Então veio o primeiro emprego, e com ele tudo isso, mas também veio a liberdade, as festas, as mulheres, a diversão, e de repente meu medo passou a ser de deixar de ser jovem o bastante para essas coisas.
Hoje percebo como nossa visão muda conforme o tempo passa, não temo mais isso, apesar de ainda não estar velho o bastante para curtir a vida adoidado, ainda assim hoje curto muito mais o sossego do que a badalação.
Ontem estava conversando com uma amiga e entramos nesse assunto, ela disse estar ficando velha, e eu por outro lado disse que não, que ela estava ficando experiente, madura, se aprimorando e se tornando interessante e mais sábia conforme a vida lhe ensina suas lições, depois eu mesmo me surpreendi com minha resposta, em algum lugar no caminho que percorri até agora, deixei pra trás o cara que tinha medo de envelhecer, e me juntei a uma pessoa totalmente feliz com o fato de aprender a cada dia mais.
A verdade é que saber aprender a usufruir do que a vida nos dá no AGORA é uma verdadeira dádiva, e o primeiro passo para estar feliz consigo mesmo, o que convenhamos, não é uma coisa muito fácil de se conseguir.

Gill Nascimento