Que encontremos a pureza!

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Um dia desses estava andando na rua, seguindo uma das minhas rotinas de final de semana, em que acordo cedo e saio para correr às 5 horas da manhã, e quando volto, após um longo banho, vou a mesma padaria dos últimos 8 anos, comprar o pão de queijo nosso de cada dia.
E nesse trajeto entre o prédio onde moro e a padaria, encontrei uma senhorinha, super simpática, os cabelos pareciam algodão doce, e a voz tinha o tom padrão daquelas avós que adoram engordar seus netinhos.
Essa senhora queria uma informação, aparentemente ela iria visitar uma amiga que havia se mudado, mas tinha descido no ponto de ônibus errado e se encontrava meio perdida.
E sabe como são essas velhinhas né?
Elas nunca saem de suas casas para visitar alguém de mãos vazias, então além de ensinar o caminho, acompanhei ela e carreguei suas sacolas.
Ao chegar em frente ao prédio em que a amiga dela mora, após ela ter sido atendida pelo porteiro que, prontamente, se ofereceu para me substituir e carregar as sacolas, fui me despedir, e me deparei com um fervoroso agradecimento, o qual me aqueceu o coração.
Então me dei conta de o quanto é tão anormal esse tipo de situação, de as pessoas ajudarem umas as outras sem segundas intenções, só mesmo pelo ato de querer fazer algo bom.
A verdade é que se a situação fosse contrária, uma em que eu precisasse de ajuda e alguém fizesse o mesmo por mim, com certeza talvez eu desconfiaria das intenções do bom samaritano.
Isso fez eu me sentir orgulhoso de mim mesmo, porque sinceramente a única coisa que pensei naquele momento foi em ajudar ela e nada mais.
Hoje em dia tantas pessoas fazem o bem esperando recompensas, querem ver seus feitos divulgados, suas boas ações comentadas pelos quatro cantos. Não que isso seja ruim, claro, existe o fato de incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo, mas o problema é quando a necessidade de quem precisa fica em segundo plano, atrás da doação de alguém que se auto promove com isso.
E se vocês pararem para notar, isso acontece com muito mais frequência do que parece.
Resolvi escrever esse texto, lendo um conto da minha querida amiga Juliana do Blog Fabulônica, que aliás estou muito feliz, por ver ela postando seu trabalho no Blog, ela é uma escritora incrível.
No conto dela, que vocês podem ler clicando AQUI, ela surpreendeu no final, com a ação de uma criança.
Ao ler eu lembrei de uma vez, em que estava no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo, e vi uma criança que chorava muito escandalosamente, fazendo birra querendo que sua mãe lhe comprasse um sorvete. Depois de muito choro e barulho, a mãe se rendeu e comprou, e a menina ao receber o sorvete do vendedor, foi em direção a um morador de rua que estava por perto desde o início, e lhe deu o sorvete. Lembro que até me emocionei na ocasião ao ver a cena.
Presenciar essa cena me fez pensar por um bom tempo, em como grande parte dessa pureza no coração, a gente vai perdendo enquanto vamos crescendo e levando uma surra da vida, e batia aquela vontade de saber um jeito de recuperar isso.
Esses sentimentos foram ainda mais intensificados, quando uma semana após esse ocorrido no Largo da Batata, ao ir com ex colegas de faculdade entregar donativos no Hospital Infantil do Câncer, de um projeto que ainda mantemos em parceria com a Universidade onde estudávamos, minha filha voluntariamente resolveu cortar seus cabelos e doar no Projeto Madeixa Feliz.
Em quase 7 anos como pai, orgulhoso em cada um desses dias, esse foi de longe o dia em que mais senti orgulho, e mais uma vez me emocionei graças a pureza do coração de uma criança.
Me pergunto se apenas a força de vontade não basta para recuperar essa pureza. E se as pessoas que perderam ela completamente, ao ver essa pureza em alguém, tomariam como exemplo, ou como oportunidade para se aproveitar de uma possível inocência.
Mas sabe, o que senti ao ajudar a velhinha, e ao ver o sorriso de agradecimento em seu rosto, me fazem querer parar de me questionar e apenas embarcar nessa onda.
Mas devo confessar, que apesar de a maior satisfação ter sido sentir o coração aquecido, a goiabada cascão caseira que senhorinha me deu, também estava ótima, afinal, é meu doce predileto.

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Gill Nascimento

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Um dia nada novo

Desafiei a Juliana do Blog Fabulonica à escrever um texto para eu postar aqui no Blog, e ela se auto desafiou a escrever no estilo Casuísmo, e eu simplesmente amei o resultado. Eu já disse a ela que ela deveria postar seus textos em seu Blog, pessoal, leiam, aposto que se juntarão à mim nesse coro.

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Acordo atrasada.
A vida é tão corrida que, ás vezes, o cansaço dribla a memória. Esqueci de ativar o símbolo da rotina. E o despertador, por sua vez, optou por mais alguns minutos de soneca.
Olho o relógio e corro contra o tempo mundano. Tomo um café, banho quente e coragem. Visto o uniforme do cotidiano. Respiro fundo e começo a contagem:
Pastas, planilhas e atas.
Notebook, comida do gato, conferir Facebook.
Conta a pagar atrasada, mais um pedaço de pão, fui bloqueada.
Ai meu coração!
Breve histeria e assim começa um novo dia. O trânsito caótico e agitado. Os vendedores ambulantes de plantão. Palavrões… Buzinas…  Tudo parado!
A vida é um ciclo vicioso de hábitos e confusão.
O dia passa devagar, as horas foram almoçar e não voltaram. O chefe enfurecido começa a resmungar e as fofocas começaram.
A Luiza comprou apartamento, a Rita está devendo no banco, o Júlio pegou a mina do outro departamento e eu? Só lamento, as horas demorarem tanto.
Os ponteiros finalmente se encontram. Em ponto, parto para segunda jornada. Roupa para lavar… louça para secar. Fazer um telefonema…  Desmarcar um cinema. Agendar uma consulta… apagar ligação oculta. Conferir e-mail acumulado… xingar porteiro abusado. Deixar a unha secar… esperar o micro-ondas esquentar o jantar.  Tomar o remédio da pressão…  Aguenta coração!
Chega! Já estou cansada. O mal desse século é a vida agendada.
Pego minha passagem e opto pela viagem a outros universos e mundos. Confiro a mala e faço check-in na sala. Minha poltrona é um grande aeroporto, aonde parto rumo a imaginação. Lá eu sou a guerreira armada, a fada ou a princesa amada. Nas páginas dos livros o final feliz acontece, o amor floresce e o despertador me aborrece…
Quê?!  Agora ele resolveu funcionar?
— É a vida meu povo.
Resmungo e durmo. Afinal, amanhã é mais um dia nada novo.

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Juliana Lima

Poderosa, mas normal!

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Aí você está naquele tédio absurdo, típico de quem não tem nada pra fazer num momento de folga, quando seus amigos parecem que sumiram e na sua mente só vem a ideia de que eles resolveram tirar uma folga de você e irem se divertir.
O que sobra?
A internet, é óbvio.
Engraçado que nos momentos de tédio até a internet fica chata, você navega sem rumo, seus sites prediletos não foram atualizados desde a sua última visita. O jeito é procurar uma coisa nova.
E então começa uma busca frenética e aleatória por algo diferente. Quando surge aquele Blog, que de início parece bem normal, de uma mulher comum que faz da internet seu muro das lamentações. Mas chama a sua atenção.
Descrevendo desse jeito até parece que estou sendo pejorativo, mas não, essas revoltas e reclamações em textos na rede são sempre bem vindas, afinal, passa a sensação de gente como a gente do outro lado da tela, e que não é só a nossa vida que é uma bosta. E dependendo das lamentações, até nos anima, pois a gente sente que nem está tão mal assim, afinal, tem gente que está pior.
Mas voltando…
Então você começa a ler os textos no Blog, uma mulher, Diana, que reclama e descreve as dificuldades do seu dia.
De como é difícil ser uma mulher independente, trabalhar mais de 10 horas por dia, se sustentar e não contar com a ajuda de ninguém, e ainda chegar em casa e ter que se reconstruir todos os dias.
Porque não basta ser extremamente eficiente em seu trabalho, isso apenas não à torna uma mulher excepcional. Ela tem que ser a melhor no que faz e ainda ser prendada.
Trabalhar tanto e ainda ser capaz de chegar em casa e colocar as coisas no lugar, deixar o chão e os móveis brilhando, e ainda saber cozinhar? Com certeza isso não é pra qualquer um.
Mas quem dera fosse só isso.
Ela ainda descreve como é fazer tudo isso e ainda ter que manter seu corpo, que pra muitos parece perfeito, mas que ela sempre acha aqueles defeitinhos em frente ao espelho.
O tempo já não é muito, mas não dá pra ficar sem treinar não é mesmo? Se faltar tempo, diminui uma horinha de sono aqui, outra horinha de descanso ali. Tudo se ajeita.
E tem a estética também.
Ela tem que se depilar, tem que se maquiar, tem que dar aquela passada quinzenal no salão de cabelereiro, tem que dar um up nas marcas que o tempo tem deixado, atualizar o guarda roupa, tudo aquilo que faz parte da rotina de uma mulher que adora ser a sua melhor versão possível, mesmo que por dentro esteja tudo péssimo.
Ela adoraria ter o super poder de chegar em frente ao espelho, fechar os olhos, imaginar o visual perfeito, e ao abrir, pronto, ele se materializar. Seria uma hora e meia a mais de sono.
Mas não, também faz parte do processo de ser ela.
Ela fala de como é ser bem sucedida no trabalho, ser linda, prendada, independente, auto suficiente, e ainda assim ouvir críticas da sua mãe, que não concorda com seu modo de vida.
Após ler o primeiro texto no Blog dessa mulher você já se sensibiliza.
Engraçado que mesmo com um tempo tão curto do qual ela reclama tanto, ainda arranja um tempinho pra ser Blogueira. Típico.
Quem poderia imaginar que a vida da Mulher Maravilha era assim?

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Gill Nascimento

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Fui desafiado a escrever esse texto pelas lindas e queridas Juliana Lima do Blog Fabulonica e Letícia do Blog Os Benefícios de Beber Café, nos comentários do artigo da primeira Quinta Autoral no Blog da Ju. Pra conferir o Artigo é só CLICAR AQUI. Missão dada e missão cumprida.

Tag Irmandade dos Blogueiros do Mundo

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Fui indicado pela linda Anna do Blog Angolo Cottura para participar da Tag Irmandade dos Blogueiros do Mundo, adoro Tags, então espero que curtam mais essa, e dessa vez vou indicar um bom número de amigos.

As regras são as seguintes:

  • Insira o logotipo da Tag
  • Agradecer e marcar o Blog que te indicou
  • Responda dez perguntas
  • Indicar dez blogueiros e é avisá-los
  • Criar dez novas perguntas para os indicados

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PERGUNTAS

1 – Uma pessoa que não pode esperar para ver?

Geralmente não sou uma pessoa ansiosa, mas quando se trata de ir ver minha filha, eu fico contando os segundos.

2 – Você prefere viver sem TV ou sem música?

Sem sombra de dúvidas eu viveria sem TV muito facilmente, sem música não dá.

3 – Ator favorito?

Richard Gere.

4 – Você acredita em fantasmas?

Não, eles são muito mentiroso (risos) …
Falando sério, não acredito não.

5 – A mentira mais estúpida que você disse?

Qualquer mentira que contei pra minha mãe foi a mais estúpida, ela sempre sabe quando estou mentindo.

– O que faz você sair da cama de manhã?

Um dia lindo para correr.

7 – Você acredita na sorte ou em milagres?

Em ambos.

8 – Quais são as suas 5 músicas favoritas agora?

“All of me” com John Legends;
“Let it burn” com Usher
“When i was your man” com Boyce Avenue
“Singular” com Ana & Vitória
“Dinda” com João Bernardo

9 – cantor favorito?

Essa é sempre difícil, mas sempre que me pedem apenas um nome, a resposta é Tim Maia.

10 – Você sempre quis ser outra pessoa? Se sim porquê?

Não, nunca quis ser outra pessoa ou ser diferente de quem sou, quero sempre evoluir, acrescentar, me transformar, mas ser outra pessoa não.

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As perguntas para os indicados:

01 – Sobre o que mais gostam de escrever?

02 – Como se vê daqui 10 anos?

03 – Uma emoção que te define?

04 – O que não pode faltar na sua folga?

05 – Se você tivesse uma lista de objetivos, quais seriam os três que estariam no topo da lista?

06 – Um lugar que sempre te inspira?

07 – Você tem algum sonho bobo? Se sim, qual?

08 – De onde você gostaria de estar escrevendo agora?

09 – Se pudesse escolher alguém para ter sempre por perto, quem seria?

10 – Tem grandes pretensões para o seu Blog?

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INDICADOS

M. Raydo do Blog Pátria Amarga
Juliana Lima do Blog Fabulonica
Simone Benvindo do Blog Charme-se
Silvia Souza do Blog Reflexões e Angústias
Tais Santos do Blog Cores de Ciclâmen
Lee do Blog Leituras da Lee
Alane Santana do Blog Perdido nas Entrelinhas
Mariel Fernandes do Blog Toda Vida é Crônica
Rebécia Vieira do Blog Transbordar
Clau Assi do Blog Clau Assi Poesias

Tag Stephen King

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Fui indicado pela querida amiga Sílvia Souza do Blog Reflexões e Angústias, para participar da Tag Stephen King, fiquei muito feliz, afinal, Stephen King Sthephen está no perfil de autor como um dos meus dois escritores preferidos, então será para mim um grande prazer responder essa Tag.
A TAG foi criada pelo Blog Livros de Calla, inspirada na sua impressão com os personagens dos livros de Stephen King.

PERGUNTAS:

Carrie, A Estranha – O primeiro livro que você se lembra de ter lido:

O Primeiro livro que eu li foi ‘O Cortiço’ de Aluísio Azevedo. Lembro bem porque amei a história, cheia de intrigas entre vizinhos, bebedeiras e sexo. Tinha uns 12 anos e pensei “se todos os livros são assim, vou começar a ler mais”.

O Pistoleiro – O primeiro livro de uma série que você ama:

Apesar de ser completamente apaixonado por “O Pistoleiro” também, assim como todos os 7 livros da coleção ‘A Torre Negra’, meu preferido é “A Identidade Bourne” de Robert Ludlum.

Canção de Susannah: Um livro que tenha uma personagem feminina marcante:

Com certeza a Tracy Whitney no livro “Se não houver amanhã” do Sidney Sheldon.

Doutor sono – Uma sequência publicada anos depois:

Não sou fã de sequências, afinal, algo que acabou grandiosamente, fechando com chave de ouro, deveria permanecer assim em nossa memória, principalmente se escritas por discípulos após a morte do autor original, agora “Doutor Sono” é diferente, também gostei.

Escuridão total sem estrelas – Um livro de contos maravilhoso do começo ao fim:

Adorei e indico “Os Melhores Contos de H. P. Lovecraft” de Howard Phillips Lovecraft.

Duma Key – Um livro com uma amizade memorável:

Apesar dos pesares e do final trágico, a amizade de Hassan por Amir em “O Caçador de Pipas” de Khaled Hosseini, me emocionou muito.

A maldição do cigano – um livro ‘magro’ (pequeno) e ótimo:

Gosto de “A Metamorfose” de Franz Kafka.

Mago e Vidro – um livro com um casal lindo:

Volto ao livro “Se não houver amanhã” de Sidney Sheldon, adoro histórias em que o casal começa se odiando, e é assim com Tracy Whitney e Jeff Stevens nesse livro.

Jogo perigoso – Um livro que você se sentiu angustiado ao ler:

Dramas me deixam agoniados, e “A Filha do Coveiro” de Joyce Carol Oates conseguiu me agoniar bastante.

A Torre Negra – Um livro que você leu com dó de terminar:

“Sob a Redoma” de Stephen King me arrebatou de uma tal maneira que foi muito triste terminar.

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Para essa Tag eu indico:

Letícia do Blog Os Benefícios de Beber Café.

Paulo Vasco do Blog Sonhos Desencontrados

Juliana Lima do Blog Fabulonica