Papo de Bar… Mundo Chato!

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O ritmo desse ano começou a engatar, e se eu tomar por sinal, comparando o ano passado, quando a minha primeira viagem de trabalho foi apenas em março, posso esperar que esse ano será difícil de acompanhar, já que antes de acabar janeiro eu já estava pondo o pé na estrada.
Ao menos os textos do Papo de Bar terão ambientes variados, já que em São Paulo dificilmente traio meus barzinhos preferidos.
Nessa última sexta, o pessoal da equipe e eu nos reunimos num barzinho no Centro de Vitória/ES, chamado Doca 183, um Bar com um ambiente perfeito para um papo descontraído entre amigos.
O assunto desse vez foi como o mundo anda chato.
Muito legal da parte das pessoas, lutar para exterminar preconceitos, radicalismos, intolerâncias e discriminações. O problema é que o bom senso tem ficado de fora, a generalização tem ficado por perto, e muitas pessoas que lutam, tem agido de maneira parecida ou igual àquilo contra o qual têm lutado.
Um bom exemplo são os humoristas, hoje em dia está muito difícil fazer piada e não ser criticado, julgado, e muitas vezes até processado.
Mas não são só eles, se você também fizer uma piada e esta incomodar alguém, o mesmo pode acontecer com você. Grande parte disso devemos a nossa querida, amada, e tão ingrata internet, onde qualquer pessoa com um pouco de revolta e determinação, usando um jogo de palavras corretas, pode transformar qualquer pessoa em um alvo de críticas e campanhas acusatórias apoiada por uma multidão.
As coisas estão mais ou menos assim: Se defendemos uma pessoa branca, temos preconceito contra os negros, se elogiamos uma pessoa magra, estamos discriminando as pessoas gordas, se falamos bem de uma religião, estamos sendo contra as outras, se somos homens orgulhosos, somos machistas, mulheres, feministas.
E a lista de frescurites desse mundo chato só se prolongam.
Quem me acompanha no Twitter onde tenho mais de 250 mil seguidores, sabe que sou um piadista incorrigível, então posso falar com propriedades sobre esse tipo de coisa, pois não tem um dia naquele site que alguém não se incomoda com algo que eu escrevo.
Gostaria de voltar àquela época no mundo em que piadas eram apenas piadas, e não queria dizer que quem às fazia, às tinha como filosofia de vida, apenas queriam fazer as pessoas rirem.
Ou voltar no tempo em que se você defendia uma classe ou etnia, não significava que tinha preconceito contra as outras, mas que apenas era àquela que necessitava do seu apoio naquele momento em especial.
Sinto falta daquela época em que podia falar que sou hétero, sem incomodar um homossexual, falar que voto em um partido sem incomodar todos os outros, ou simplesmente de poder falar que não gosto de algo, sem incomodar as pessoas que gostam.
Até aceitaria voltar nos tempos maremotos da internet, em que ela era dominada pelo falecido Orkut e nossos parentes mandando gifs porpurinados de animaizinhos fofos, e não haviam tantos revolucionários revoltados que se escondem atrás de um teclado e que adoram criar discórdia e causar discussões.
Sinto falta daquela época em que você não gostar de algo ou ser contra algo, não significava que não gostava também das pessoas que não pensavam da mesma forma. Aquela época em que opiniões eram respeitadas, e as pessoas que às possuíam, também.
Chegamos a conclusão no bar, de que o maior problema hoje em dia, é que a maioria das pessoas têm algo à falar sobe quase tudo, e grande parte dessas pessoas acham que apenas as suas opiniões são as certas e as dos outros não importam, os conceitos se tornaram radicais, e os ouvidos se tornaram intolerantes.
E então agradecemos a Deus por sermos pessoas das antigas, que só discutem quando o assunto é futebol, e que na maioria do tempo livre, preferimos gastar confraternizando ao invés de nos contrariando, nos conhecendo ao invés de nos julgando, e acima de tudo, respeitando uns aos outros.

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Gill Nascimento

Papo de Bar; Assunto: Companhias Chatas!

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E aí pessoal, como vocês estão?
Hoje é segunda, e é dia de Papo de Bar, como muitos já sabem.
Na quinta passada me reuni com uns amigos e colegas de trabalho para colocar o papo em dia, já que estou de férias a mais de 40 dias, faz um tempo que a gente não se vê, muita coisa aconteceu, tinha que me atualizar.
Depois que falamos sobre nossas vidas, como andam as coisas lá na Produtora e o álcool já se encontrava passeando pelos nossos terrenos mentais, entramos num assunto interessante, e sempre muito divertido, falamos sobre gente chata.
Eu já escrevi aqui um texto sobre o assunto, inclusive, também foi um Papo de Bar, mas foi um no estilo Standup, e aliás, é o texto com maior número de acessos no Blog até agora, se vocês que não leram, por acaso se interessarem, basta clicar AQUI.
Nesse texto eu falei sobre como são as pessoas chatas numa visão geral, já no de hoje, falarei sobre como são as pessoas chatas quando saem com a gente, assim como foi o nosso assunto no bar na quinta-feira.
As pessoas chatas quando saem com a gente, são aquelas que tiram o dia, ou a noite, ou as duas coisas, para simplesmente estragarem a nossa diversão. Elas são muitas, e são classificáveis. Sim, existem vários tipos de gente chata.
Mas dentre tantas espécies de gente chata, existem três que se destacam mais.
A primeira é aquela pessoa chata que simplesmente odeia qualquer lugar, nenhum lugar é bom o bastante para ela, você pode levar ela para o lugar mais chique da cidade, colocá-la dentro de um camarote vip, recebendo do bom e do melhor diretamente nas mãos, ela ainda vai achar defeitos no ambiente e no atendimento.
Pra esse tipo de pessoa a cerveja nunca está bem gelada, os drinks nunca estão bons, os garçons sempre são péssimos e lentos, entre outras coisas. Todo mundo conhece uma pessoa assim, e é fácil de identificar por um motivo, em algum momento da noite ela vai sugerir que a gente vá para algum outro lugar, que ela diz que gosta.
Sabe o que é pior?
É que se você e sua turma atendem a vontade dessa pessoa e vai para o lugar que ela sugeriu, chegando lá ela irá reclamar do mesmo jeito, ou até mais.
A segunda espécie de gente chata é aquela que reclama da música, nada agrada aos sensíveis ouvidos desse tipo de pessoa, a música quando não for ruim vai estar, ou alta demais, ou baixa demais.
Esse tipo de pessoa chata é aquela que fica prestando atenção na letra só pra criticar. Ela não dança, ela não canta, ela não agita, mas se você levar ela pra algum lugar sem música ela vai reclamar.
Eu tenho um amigo assim, ele passa a noite fazendo críticas às letras das músicas que tocam no ambiente, deveria ser jurado no Raul Gil. Ele é o nível mais extremo. Algumas dessas pessoas conforme vão se embriagando, vão relaxando, param de reclamar e começam a se divertir e até curtir as músicas. Esse meu amigo não. Até bêbado ele continua reclamando.
E tem a terceira e pior espécie de gente chata pra sair, que é aquela prudente demais, famosos papais e mamães. É aqueles pra quem sua mãe sempre fala antes de sair, “Juízo viu?”, e ele responde, “Pode deixar tia, eu tomo conta de todo mundo!”, e sua mãe por incrível que pareça acredita e fica tranquila.
Esse tipo de pessoa chega no lugar analisando tudo, e se dentre 100 mil pessoas, uma tiver cara de gente que não presta, ela não vai querer ficar no local.
Esse tipo de pessoa é aquela que controla o quanto de bebida você e seus amigos ingerem. Se depender dessa pessoa você nunca extravasa, independentemente do quanto você precise disso.
Esse tipo de pessoa é aquela que bebe pouco, e quer que você beba pouco também. Pra ela nada é motivo pra beber. Se você é corno, se foi demitido, se brigou com a namorada, se está de folga no dia seguinte, não importa, nada vai justificar o seu porre.
Esse tipo de pessoa é aquela que num certo ponto da noite se tornará o motivo do seu porre.
E o pior, justamente quando você começa a beber por ter se arrependido de convidar essa pessoa mala, é exatamente nessa hora que ela começa a falar que já está tarde.
Antes de terminar, deixo registrado que, para o “trabalho de campo” dessa categoria de artigos do Blog, esses tipos de pessoas nunca são convidadas.
Abraço pessoal!

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Gill Nascimento

Dispositivo de Irritabilidade

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A vida é um amontoado de regras e curiosidades interessantes, você, mesmo que sem querer, acaba descobrindo a como viver e conviver com a prática e o passar dos anos.
E de tudo na vida, o mais interessante é aprender a conviver com todas as pessoas essenciais que estão ao nosso redor, sempre perto o bastante para recorremos quando precisarmos, e um pouco longe para sentir um aperto de saudade no peito.
Um dia desses comecei a perceber que, de tudo aquilo que eu aprendi sobre as pessoas que me rodeiam, o mais interessante é que sei exatamente como deixar elas irritadas e com raiva. Nem é difícil, eu sou irritante até demais, quando quero, e quando não quero também.
Mas o mais legal é que acho que a maioria das formas de irritar essas pessoas em minha vida, podem ser aplicadas nas pessoas na vida de todo mundo.
As mães por exemplo, o modo de irritá-las é universal, acho que o departamento mental responsável pela raiva das mães é padrão, igual em todas.
Vou citar o exemplo mais clichê de todos: o filho pode morar do outro lado do mundo, e ficar anos sem ver a mãe, mas no dia que ele for visitá-la, se ele aparecer na cozinha com alguma louça suja na hora que a mãe está terminando de lavar a louça, ela vai surtar.
Os irmãos ou irmãs, não tem maneira melhor de deixá-los irados do que usar algo deles sem pedir. E isso também se generaliza. Se você usar algo do seu irmão sem pedir e, ainda assim, ele parecer indiferente ao fato, não se iluda, por dentro ele está amaldiçoando você e sua ousadia e falta de respeito.
O departamento de irritabilidade dos amigos também são padronizados, vide o clichê “eu bem que te avisei”. Você que está lendo não é apenas uma pessoa que possui várias amizades, também é amiga(o) de várias pessoas, então isso também se aplica a você. Se você não escutar o conselho de um amigo seu e, depois tudo acontecer exatamente como ela falou, ele vai chegar em você e dizer “eu bem que te avisei”, e você vai sentir uma vontade imensa de esganar ele.
Seus primo ou prima, pode ter certeza que vai querer te matar quando você contar os podres dele(a) pra sua tia, mãe dele(a). Mesmo que você conte como se fosse apenas um mico seu em que ele(a) teve participação.
Já seus tios e tias, outros que possuem um departamento de irritabilidade padrão. Arrisque falar mal dos filhos deles pra você ver. Mesmo que seus tios peçam pra você falar o que seus primos aprontam, se você falar eles vão se irritar, vão brigar com seus primos, mas antes dirão: “Você viu? Falando do nosso bebê daquele jeito como se fosse um santo. Aposto que ele que está sendo a má influência na vida do nosso filho!”.
Vizinhos, outros com irritabilidade padrão. O som alto irá incomodá-los, mesmo que você tenha o mesmo gosto musical deles.
E tem aquelas pessoas que estão ao nosso redor, mas nem fazem parte do nosso círculo, são as pessoas que cuidam de nossa vida, involuntariamente. Podem vir a ser vizinhos também. Não tem melhor maneira de irritá-los do que deixá-los sem material de trabalho. Seja sua melhor versão possível, eles vão odiar.
Colegas de trabalhos são mais ecléticos, existem mil e uma maneiras de deixar eles irritados. Uma ótima maneira é você enrolar o bastante ao ponto de sobrecarregá-los. Eles odeiam isso.
E os patrões então, nem se fala, eu dá última vez que deixei o meu ferrado de ódio, foi elogiando o trabalho da concorrência, e até inventei uma proposta de trabalho pra piorar.
Não podemos esquecer de alguém muito importante, namorada(o)/esposa(o), outras(os) com dispositivo padrão de irritabilidade. Basta você trocar ela(e) por um rolê com seus amigos.
Pode parecer piada minha, mas não é, ao menos não no meu caso.
Talvez seja eu que sou chato demais. E na verdade essa opção é a mais provável.
Mas que os fatos procedem, ah, procedem sim!

Gill Nascimento

Papo de Bar… Assunto: Pessoa Chata

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E quem nunca conheceu alguem chato, mas chato de verdade, que levante a mão pro céu e dê Graças à Deus!
Todo mundo já conheceu uma pessoa chata. Até as pessoas chatas já conheceram outras pessoas chatas. Uma pessoa chata é aquela pessoa inoportuna, que não sabe nem a hora de chegar, nem a hora de partir. Todo mundo conhece alguém que só sabe chegar pra visitar naquelas horas bem específicas, a hora em que a gente está comendo, a hora em que a gente está dormindo e a hora em que a gente está saindo.
Se ela chega na hora em que você está dormindo, e claro, nunca liga antes pra avisar que está indo, ela chega, vê você de pijama, com a cara toda amassada, com o canto da boca todo babado, e ainda assim diz: “Ai, que bom que te peguei acordado!”. Você simplesmente quer matar a pessoa, e ela não consegue ver o ódio em seu olhar.
Se ela chega na hora em que você esta comendo, ela vê da porta toda sua família sentada em volta da mesa, os pratos postos, vê que você ainda está mastigando um pedaço de carne, mas ainda assim fala: “Espero não estar atrapalhando!”. Mas nem te dá tempo de dizer que está, pois já vai logo entrando.
Se ela chega na hora em que você está saindo, ela vê sua família entrando no carro, você colocando a chave na fechadura da porta pra poder trancar a casa, ainda assim ela argumenta, até que você aceita escutar, pois ela diz que é só 2 minutinhos, e que sua família nem precisa sair do carro. Quando você percebe, sua mulher está na cozinha fazendo café e suas crianças estão na sala cochilando no sofá enfiadas no que minha vózinha chamaria de “roupa de domingo”. E depois que você já desistiu de sair que a pessoa revela que quer dinheiro emprestado. Cadê uma guilhotina, uma forca, uma pira de chamas pra dar cabo da pessoa numa horas dessas?
A pessoa chata não sabe quando a presença dela não é bem vinda. Se você e solteiro e está querendo ficar a sós com sua namorada, essa pessoa vai estar ali, talvez sentada entre vocês dois, e será o dia que ela mais terá assunto pra conversar com vocês.
A pessoa chata não sabe quando a presença dela é necessária. Se você é solteiro, e está numa festa onde a mulher mais feia do local não sai do seu pé, pode ter certeza que sempre que essa mulher aparecer, o chato vai te deixar a sós com ela.
A pessoa chata é assim, ela não surge do nada, ela te acompanha há muito tempo. Vai chegar um momento em que a pessoa chata será seu mais antigo amigo. Ela caiu nas mesmas salas que você no primário, ela fez a maioria das matérias junto com você no ginásio e no ensino médio, ela escolheu a mesma universidade que você, e se ainda não, um dia ela ainda vai conseguir um emprego na mesma empresa que você.
O chato é assim, sempre que vocês saírem em turma, ele vai querer ir no seu carro, ele vai querer ir no banco do passageiro ao seu lado, ele vai querer mexer no som do seu carro, e ele vai querer ir o trajeto inteiro contando piada sem graça.
O chato é assim, ele conhece todos os seus amigos, ele conhece todas as suas amigas, ele conhece todo mundo na festa, inclusive o anfitrião, mas o melhor amigo dele é você.

Gill Nascimento