As 5 Mais… Mães e a Internet!

Achando que o mundo não estava bom o suficiente, alguém criou a internet…
E não é que o Sr. Timothy John Berners Lee acertou em cheio, porque sua invenção acabou com o tédio de muita gente, além de toda praticidade que trouxe ao mundo.
O único problema nessa criação, foi que ela se tornou popular tarde demais para a geração das nossas mães, claro que muitas levam jeito pra coisa, mas em contraste com elas, tem àquelas mães que por mais que tentem, todos os dias temos que ensinar as mesmas coisas para elas, como se a informação não ficasse em suas mentes.
A minha mãe é uma dessas, e pensando nas risadas que sempre dou por causa dela e de suas habilidades como internauta, resolvi fazer hoje um Top 5 de curiosidades sobre mães e a internet.
Vamos As 5 Mais de hoje…
 
 

PRIMEIRA CURIOSIDADE

 

Mães e Webcams.
Por estar viajando a trabalho, recentemente minha irmã apresentou para a minha mãe o Skype, porque convenhamos, o roaming internacional das operadoras de telefonia brasileira ninguém merece, e a relação que minha mãe vem tendo com a webcam, na hora de falar comigo, é hilária.
Todas as vezes que ela me liga tenho que falar as mesmas coisas:
“Mãe, a senhora está muito perto da câmera!”
“Mãe, agora a senhora está longe demais, não estou te ouvindo direito!”
“Mãe, apenas sente na cadeira normalmente em frente ao computador.”
“Mãe, normalmente a senhora fica colocando a cara em frente à câmera assim?”
E quando ela se lembra que basta olhar no monitor que verá no quadradinho menor, como ela está aparecendo, aí fica tentando se ajeitar, e acaba esquecendo de conversar.
 
 

SEGUNDA CURIOSIDADE

 

Mães e Redes Sociais.
A maioria das mães são meio que padrão, por isso abandonei meu primeiro Facebook, onde se encontra toda minha família, porque não conseguia aturar minha mãe e minhas tias.
Minha mãe parece que monitorava o Facebook 24 horas por dia.
Se eu saísse com os amigos e postasse uma foto com eles num bar, ela já comentava perguntando se eu estava de carro, ou algo do tipo “Tem tempo pra ir beber com os amigos, mas não tem tempo pra vir fazer uma visita né? Não vou curtir essa foto!”.
Eu me segurava para não bloquear a velha nessas horas. E quando ía vê-la, a primeira coisa que perguntava era o porquê de eu não ter respondido seu comentário, mas ter respondido os dos outros.
Mas além dos micos que as mães nos fazem pagar, tem outra coisa que elas sempre fazem, não podem ver uma corrente, que compartilham, desconfio eu que, são nossas mães que criam essas correntes, porque não sei de onde surgem. Certa vez briguei com a minha irmã por isso, porque é outro padrão, são sempre os filhos mais novos que ensinam as mães a usar o Facebook, e a minha irmã além de ensinar a minha velha a compartilhar as correntes, ensinou ela a sair marcando todo mundo. Até hoje tem umas 100 postagens pendentes da minha lá no meu Facebook.
 
 

TERCEIRA CURIOSIDADE

 

Usando o celular.
Quando eu vou na casa da minha mãe para almoçar, sempre dou boas risadas, minha mãe é daquelas que limpam a casa todos os dias, faça chuva ou faça sol, e depois que termina a faxina, começa o preparo do almoço. Antigamente, após terminar tudo, e também almoçar, ela se sentava no sofá, ou para assistir TV, ou para ler a Bíblia, mas hoje em dia as coisas mudaram.
O processo é exatamente o mesmo, ela limpa a casa, faz o almoço, almoça, e depois ela pega um pequeno cobertor, arruma as almofadas, se ajeita no sofá, cobre as pernas com o cobertor, pega seus óculos e os coloca, e então pega seu celular e começa a compartilhar suas correntes no Facebook e nos Grupos da família no Whatsapp.
Mas o engraçado das mães, é que nem toda a prática que elas possuem de anos escolhendo o feijão antes de cozinhar, faz com que elas digitem rapidamente, porque não sei a de vocês, mas a minha só digita com o indicador direito.
Antigamente ela lavava a louça do almoço depois da novela do “Vale a Pena Ver de Novo” na Globo, agora ela só lava depois que termina de fazer o que tem pra fazer no Facebook e no Whatsapp, geralmente junto com a do jantar. E quando penso que só vou ver postagem dela no Feed do Facebook, ela só postou uma foto de frases bíblicas e um “Boa tarde amigos do Face!”.
 
 

QUARTA CURIOSIDADE

 

Postando fotos.
A minha mãe, geralmente, posta mais as mesmas imagens que ela recebe no Whatsapp, com pensamentos ou versículos bíblicos, mas ela adora postar também as fotos das suas proezas culinárias, que geralmente me levam direto pra sua casa pra filar a bóia, porque é sério, parece até que as fotos tem o cheiro da comida.
Mas o engraçado mesmo são as fotos dela mesma, já presenciei algumas brigas dela com a minha irmã, que geralmente é a fotógrafa. Minha irmã reclamando que de trocentas fotos que tiraram, ela queria postar justamente a mais feia.
E pra foto do perfil então, sempre soltam o cabelo, passam uma escova, um creme, penteia daqui, penteia dali, e no final tira uma foto até legal, mas na hora de postar, corta a foto, e então fica parecendo uma foto 3×4 de RG.
 
 

QUINTA CURIOSIDADE

 

Se perdendo em alto mar.
Se navegamos pela internet, então podemos dizer que nossas mães não possuem nem bússola, nem mapa, na verdade enquanto nós navegamos, elas deveriam ficar naquelas piscinas infantis onde a água só vai até o joelho. Mas não, elas querem ir em alto mar, e de vez em quando elas se perdem.
É muito comum, quando minha mãe está entretida em seu Facebook, de repente ela falar “Aí Jesus, como eu vim parar aqui?”, “Meu Deus, o que isso?”, “Sangue de Jesus tem poder!”, “Giovanna, me ajuda, como eu saio desse negócio aqui?”. Giovanna é a minha irmã, que sempre tem que salvar a velha, porque, aparentemente, ela não pode ver um link que sempre clica, e não me perguntem como, mas sempre acaba indo parar em algum site pornô.
 

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Por hoje é só pessoal, mas na próxima terça tem mais, só não me perguntem o tema, pois ainda não sei, vocês não gostam mais de mim e não me mandam mais sugestões. (risos)
Uma ótima semana para todos.
Abraços!

 

 

 

Gill Nascimento

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Papo de Bar… Mundo Chato!

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O ritmo desse ano começou a engatar, e se eu tomar por sinal, comparando o ano passado, quando a minha primeira viagem de trabalho foi apenas em março, posso esperar que esse ano será difícil de acompanhar, já que antes de acabar janeiro eu já estava pondo o pé na estrada.
Ao menos os textos do Papo de Bar terão ambientes variados, já que em São Paulo dificilmente traio meus barzinhos preferidos.
Nessa última sexta, o pessoal da equipe e eu nos reunimos num barzinho no Centro de Vitória/ES, chamado Doca 183, um Bar com um ambiente perfeito para um papo descontraído entre amigos.
O assunto desse vez foi como o mundo anda chato.
Muito legal da parte das pessoas, lutar para exterminar preconceitos, radicalismos, intolerâncias e discriminações. O problema é que o bom senso tem ficado de fora, a generalização tem ficado por perto, e muitas pessoas que lutam, tem agido de maneira parecida ou igual àquilo contra o qual têm lutado.
Um bom exemplo são os humoristas, hoje em dia está muito difícil fazer piada e não ser criticado, julgado, e muitas vezes até processado.
Mas não são só eles, se você também fizer uma piada e esta incomodar alguém, o mesmo pode acontecer com você. Grande parte disso devemos a nossa querida, amada, e tão ingrata internet, onde qualquer pessoa com um pouco de revolta e determinação, usando um jogo de palavras corretas, pode transformar qualquer pessoa em um alvo de críticas e campanhas acusatórias apoiada por uma multidão.
As coisas estão mais ou menos assim: Se defendemos uma pessoa branca, temos preconceito contra os negros, se elogiamos uma pessoa magra, estamos discriminando as pessoas gordas, se falamos bem de uma religião, estamos sendo contra as outras, se somos homens orgulhosos, somos machistas, mulheres, feministas.
E a lista de frescurites desse mundo chato só se prolongam.
Quem me acompanha no Twitter onde tenho mais de 250 mil seguidores, sabe que sou um piadista incorrigível, então posso falar com propriedades sobre esse tipo de coisa, pois não tem um dia naquele site que alguém não se incomoda com algo que eu escrevo.
Gostaria de voltar àquela época no mundo em que piadas eram apenas piadas, e não queria dizer que quem às fazia, às tinha como filosofia de vida, apenas queriam fazer as pessoas rirem.
Ou voltar no tempo em que se você defendia uma classe ou etnia, não significava que tinha preconceito contra as outras, mas que apenas era àquela que necessitava do seu apoio naquele momento em especial.
Sinto falta daquela época em que podia falar que sou hétero, sem incomodar um homossexual, falar que voto em um partido sem incomodar todos os outros, ou simplesmente de poder falar que não gosto de algo, sem incomodar as pessoas que gostam.
Até aceitaria voltar nos tempos maremotos da internet, em que ela era dominada pelo falecido Orkut e nossos parentes mandando gifs porpurinados de animaizinhos fofos, e não haviam tantos revolucionários revoltados que se escondem atrás de um teclado e que adoram criar discórdia e causar discussões.
Sinto falta daquela época em que você não gostar de algo ou ser contra algo, não significava que não gostava também das pessoas que não pensavam da mesma forma. Aquela época em que opiniões eram respeitadas, e as pessoas que às possuíam, também.
Chegamos a conclusão no bar, de que o maior problema hoje em dia, é que a maioria das pessoas têm algo à falar sobe quase tudo, e grande parte dessas pessoas acham que apenas as suas opiniões são as certas e as dos outros não importam, os conceitos se tornaram radicais, e os ouvidos se tornaram intolerantes.
E então agradecemos a Deus por sermos pessoas das antigas, que só discutem quando o assunto é futebol, e que na maioria do tempo livre, preferimos gastar confraternizando ao invés de nos contrariando, nos conhecendo ao invés de nos julgando, e acima de tudo, respeitando uns aos outros.

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Gill Nascimento

Redes de Tristezas Sociais

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A vida nunca foi perfeita pra ninguém, sabemos disso, mas aí foi inventada a internet, e isso não era um problema, estava tudo bem, até que então popularizaram a internet e tudo desandou.
Antes da popularização da internet, as pessoas sofriam, mas sofriam por reais motivos, e lidar com os variados tipos de sofrimentos era bem mais fácil antes dessa popularização.
Hoje em dia é bem diferente, tem a internet disponível 24 horas por dia pra esfregar na sua cara que as coisas não são bem do jeito que você pensa.
Pensem comigo:
Antes se uma mulher olhava no espelho e se achava gorda, ela ficava pra baixo e com raiva de si mesmo, e era isso.
Hoje em dia, se uma mulher se acha gorda quando se olha no espelho, ela fica pra baixo e com raiva de si mesma, e enquanto está comendo sua salada ou andando na sua esteira, ela confere o feed do Facebook e Instagram, e então vê fotos de todas as suas amigas, e até algumas inimigas, lindas, gostosas, populares, e o pior, magras, e então ela sofre, mas sofre muito.
Antigamente se uma pessoa terminava seu relacionamento, ela chorava em casa, escutando músicas românticas, e era isso.
Hoje em dia se uma pessoa termina seu relacionamento, acontece a mesma coisa, mas além disso têm as Redes Sociais, onde o ex ou a ex, fica postando fotos onde está rindo e se divertindo, sempre em boa companhia, sempre muito feliz, enquanto a pessoa chora. Aí ela sofre, mas sofre um bocado.
Antigamente se uma pessoa achava que sua vida estava ruim e parada, que não estava conseguindo progredir espiritual, material ou profissionalmente, ela ficava mal, desanimada, e descontente.
Hoje em dia, se a pessoa se sente da mesma maneira, pelos mesmos motivos, ela ainda tem que lidar com fotos nas redes sociais de seus amigos, colegas e adversários exibindo seu sucesso, esfregando em sua cara o quanto conseguiram conquistar e o quanto estão felizes, e então ela sofre, mas sofre pra caramba.
Antigamente se uma pessoa achava que estava trabalhando demais e não estava tendo vida social, tempo para sua família e para seus amigos, que precisava de umas boas férias, ela ficava irritada, cansada, pra baixo e revoltada pelo fato de não estar conseguindo tantos frutos, mesmo plantando tanto.
Hoje em dia se uma pessoa se sente da mesma maneira e pelas mesmas razões, ela ainda tem que ver nas redes sociais as fotos de seus parentes e amigos, tiradas em viagens feitas em lugares lindos, postagens sobre suas conquistas obtidas com o trabalho. A pessoa lê imaginando o porquê de essas pessoas estarem postando tais coisas justamente agora que ela está tão revoltada com a vida, parece até que sabem, e fazem isso de propósito. E então ela sofre, mas sofre demais.
Sabe o que é pior?
É que às vezes essas pessoas estão na mesma situação.
Sabe as inimigas lindas, gostosas e magras do Instagram? Então, pode ser Photoshop, pode ser o ângulo em que a foto foi tirada, sem contar os filtros que também ajudam bastante.
Sabe o ex ou a ex que está se divertindo nas fotos da balada? Por dentro essa pessoa está um caco, teve que quase ser arrastada de dentro do quarto para sair, e quando fica em casa, também fica stalkeando o(a) ex.
Sabe aquelas pessoas felizes nas redes sociais? Bem, pode ser, e eu realmente acredito que, elas são aquelas que além de vestir um sorriso que esconde muita coisa durante o dia, elas também fazem isso nas redes sociais. Cá entre nós, eu já fiz isso e você também já fez.
Sabe aquelas pessoas que exibem suas conquistas e sucessos? Pode ser que essas conquistas e sucessos  estejam parceladas em um longo e grosso carnê de financiamento.
Sabe aquelas pessoas com vida social que postam fotos de viagens feitas em lugares lindos? A viagem pode ter sido a bastante tempo, ou então o lugar lindo nem é tão longe assim que não dê pra ir e voltar num mesmo domingo.
Sabe o que é pior ainda do que isso?
É que a gente faz exatamente a mesma coisa, posta tudo que dá à entender pra quem vê e lê que, estamos passando por um momento exatamente oposto a realidade que estamos vivendo, então nem podemos julgar ninguém.
A internet por um lado é boa, quando a gente vê as pessoas felizes, se divertindo e conquistando seus objetivos, queremos ser iguais, queremos nos divertir, queremos sorrir e conquistar, e a invejinha boa que sentimos quando a gente vê essas postagens, nos dá um certo gás pra lutar por isso.
Mas a internet também é ruim, porque às vezes ela cataliza o sofrimento, porque a gente pensa que as coisas estão ruins pra todo mundo, mas aí nas redes sociais descobrimos que só estão ruins pra gente mesmo, que somos os únicos no fundo do poço.
Então fica a dica aí, não navegue pelas redes sociais quando você estiver na merda, porque será como dar uma descarga.

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Gill Nascimento

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