Papo de Bar… Infância nos almoços de domingo!

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E aí pessoal, tudo bem com vocês?
Podemos dizer que enfim o ano  começou, já que o carnaval passou. Eu estive em falta nos últimos dias aqui no Blog, devido duas semanas muito corridas que tive que envolveram trabalho, aniversário da minha princesinha Areta, e enfim minha mudança. Tive também uma pequena visita da minha enxaqueca crônica. Mas graças à Deus, ela conheceu a casa nova e já se foi.
E por falar em visita, o Papo de Bar dessa semana começou com esse assunto. E na verdade ele também foi meio que isso. Foi um papo entre amigos num almoço que rolou na casa da minha namorada, ontem mesmo.
O assunto deu início quando um amigo citou que, quando ele e sua esposa tivessem o primeiro filho, ele suspeitava que os convites para esses almoços entre amigos, pudessem vir a diminuir.
Quando perguntei o porquê, a resposta foi muito divertida:
“Penso assim porque é assim que me sinto referente aos meus amigos que tem filhos homens, o problema nem acontece com os que tem filhas meninas, como você (eu), os moleques são terríveis, a gente tem que esconder o vídeo game,  porque é a primeira coisa que eles pedem pra brincar quando chegam, eu sofro demais quando vejo os filhos dos meus amigos maltratando meu Joystick, meu coração não aguenta.
O pior é minha mulher que sempre responde antes de mim que eles podem sim brincar, agora não vejo ela deixar as filhas das amigas dela brincarem com as suas maquiagens.
E o pior desses meninos é que eles nunca jogam um jogo de aventura, de corrida ou de futebol, onde os controles sofrem menos, eles sempre querem jogar games de luta, e antes deles começarem eu já fico  de luto pelos meus joysticks.”
Foi então que lembramos como era a nossa infância quando eram nossos pais que iam nesses almoços entre amigos, e como tivemos uma infância de verdade.
Se o almoço era na casa de amigos que também tinham filhos, já sabíamos que íamos ficar o dia inteiro na rua jogando bola, soltando pipa, jogando pique esconde, entre outras brincadeiras, sem correr o risco de ouvir gritos das nossas mães, porque nessas visitas elas mantinham um certo nível de compostura.
Quando os amigos dos nossos pais não tinham filhos, não mudava muita coisa não, mas geralmente priorizávamos o fator “comer muita besteira”, as brincadeiras ficavam em segundo plano.
Lembro que, quando meus pais iam almoçar na casa de amigos, após o almoço, sempre acontecia do meu pai e os amigos dele irem para algum bar tomar uma cervejinha e jogar uma sinuca, e falar sobre aqueles assuntos que geralmente nós homens não falamos na frente das nossas mulheres.
Era a hora que eu mais gostava, naquela época todo bar tinha uma máquina de fliperama, e a mesma quantidade de fichas que eles pegavam para jogar sinuca, eles me davam para jogar no vídeo game. Eles nem precisavam dizer pra eu não comentar nada do que eles falassem ali com a minha mãe, eles sabiam que eu nem ia prestar atenção mesmo, enquanto tivesse fichas no meu bolso.
Tinha também o fato de que eu me acabava de comer doces, salgadinhos e tomar tubaína, coisa que minha mãe nunca permitiria, mas meu pai não estava nem aí.
Enquanto lembrava disso vinham os comentários dos meus amigos e acenos de confirmação de quem também viveu as mesmas situações, acho que foi do mesmo jeito com todas as crianças da minha geração.
Acho que daí veio esse nosso grande amor por um bom barzinho.

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Gill Nascimento

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As 5 Mais… Bordões Maternos!

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Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Mais uma terça, mais um texto da categoria “As 5 Mais”, hoje atendendo o pedido da seguidora Patrícia no Twitter. O tema de hoje são aqueles bordões maternos.
Cada mãe tem sua fala em particular, mas existem aquelas falas que fazem parte do dia a dia de todas em geral, vamos destacar As 5 Mais hoje.
Aproveita aí e mostra pra sua mãe, ou manda o link para ela com alguma piadinha, aposto que ela vai adorar, a minha gostou e riu bastante. E se você, querida leitora, já tem filho ou filha, mostre para eles também, e descubra se você se encaixa no perfil tradicional materno.
Então vamos as 5 mais ditas das falas das nossas queridas mamães:

1° FALA

“Você não é todo mundo!”
Qual filho ou filha nunca escutou isso?
Eu ficava indignado com a minha mãe quando ela falava isso, lembrando desse tempo, ela comentou que minha justificativa para tudo, era que “todo mundo ia”, “todo mundo fazia”, “ todo mundo podia”, e que por isso ela falava isso.
Aí eu comentei, que na maioria das vezes era verdade, e que se não fosse as minhas fugas esporádicas, eu seria um recluso adolescente, o diferente da turma. Senti um pouco de arrependimento no olhar dela por ter sido tão durona na minha infância. Mas a verdade é que todos os meus amigos diziam a mesma coisa para suas mães, que diziam a mesma coisa para eles, e no final a grande maioria acaba dando suas escapadas para poder se divertir.

2° FALA

“Se eu for aí e encontrar, você vai ver!”
Minha mãe era a campeã nessa fala, até porque eu era, e ainda sou, o campeão em perder as coisas dentro de casa.
Pra mim era uma lógica simples: se não está onde eu deixei, foi minha mãe que guardou em outro lugar, pois é ela que arruma tudo.
E muitas vezes estive certo, mas na grande maioria fui eu mesmo, e não lembrava onde tinha deixado as coisas. Mas era sumir algo e eu gritar pra ela perguntando se ela sabia onde estava. Aí ela gritava da cozinha que estava onde eu tinha deixado, eu gritava de volta do quarto, que não estava não.
E ficava assim, um gritava de lá e o outro de cá, até que ela perdia a paciência e soltava essa bendita dessa fala mágica,  porquê era ela falar, e eu de repente achar o que procurava.
Comprovado, o medo realça a nossa memória.

3° FALA

“Um dia você vai acordar e não vai me encontrar, aí eu quero ver…”
O golpe baixo das discussões entre mãe e filho(a) era esse. Discutir com a mãe é certeza de derrota, mas quando  você, por acaso, encontra argumentações válidas, e de repente a tão rara vitória parece se aproximar, sua mãe resolve apelar e soltar esse bordão.
Essa frase é mais comum na fase adolescente, e eu fui um adolescente que deu muito trabalho mesmo, minha mãe usava muito esse bordão também.
E eu sei que a sua mãe também já falou, e que algumas vezes ela propositalmente embargou um pouco a voz, para dar aquela impressão de início de choro, pra você não pensar duas vezes antes de jogar a toalha.

4° FALA

“Quando você tiver filhos, eles vão fazer com você o mesmo que você faz comigo!”
Até hoje não entendo muito qual o efeito que elas esperam obter com essa frase. Será que alguma vez isso funcionou com algum filho?
Lembro que a primeira vez que minha mãe me falou isso eu respondi: “Tomara, adoraria ter um filho maravilhoso como eu!”.
Mas naquela cabecinha linda e materna delas, elas acham que nós concordamos com elas nisso de não sermos bons filhos. Sabe de nada inocente.

5° FALA

“Eu vou contar até três, se você não entrar…”
Essa é de longe a que a minha mãe mais usava, e a mãe dos meus amigos também.
Eu sou da época em que umas chineladas não era crime, e sei que merecia cada uma das que levei, e foram muitas. Minha mãe, lembro como hoje, por duas vezes ao comprar Havaianas (daquelas com o solado e correia azuis, e em cima branca), ela comprou uma 36, para uso próprio, e outro par 44, para uso no meu irmão e em mim.
A posição corporal das mães na hora de soltar esse bordão e iniciar a contagem, é praticamente igual em todas, o chinelo na mão boa, e o corpo próximo ao batente da porta ou do portão, pra não ter erro quando a cria passar correndo.
O problema é que muitas vezes elas trapaceavam, mesmo que passasse antes do três, ainda assim o chinelo chegava a chiar no ar com o movimento rápido.

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É isso por hoje galera, espero que tenham gostado. Aliás, peçam seus temas para a categoria, esse era o último pedido que tinha aqui, fiquem a vontade, será um prazer receber temas para “As 5 Mais”, de vocês.
Tenham um ótimo dia.

Abraços!

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Gill Nascimento

Tag Uma Música Pra Recordar

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Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Tenho estado ausente nos últimos dias, peço desculpas, esses últimos dias foram uma correria devido o falecimento de um primo meu. Entre pontes aéreas e noites em claro, tenho sobrevivido de café, whisky e mordiscadas… Mas logo estarei voltando ao normal.
Mas pra não deixar o Blog desatualizado por muito tempo, resolvi postar as respostas dessa Tag.
Fui indicado pelo amigo André Hotter para a Tag Uma Música Pra Recordar. Perguntas sobre músicas comigo é sempre um tabu, pois sou muito eclético e não sou uma pessoa que tem um ídolo ou algo do tipo. Tenho minhas preferências, mas não passa muito disso.

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PERGUNTAS

1 – Que música que te faz ficar com vontade de dançar?

Putz, amo dançar, e como sambista, qualquer samba de partido alto ou gafieira me deixa com vontade de dançar. Mas vamos fingir que essa resposta não vale. Quem lê o Blog sabe que eu sou um cara nostálgico, se tem uma música que me faz querer dançar (se pular feito doido conta como dançar ), essa música é “Whisky a Go Go” do Roupa Nova.

2 – Com qual música me sinto apaixonado?

Sinceramente, no momento nenhuma, mas já tive paixões e amores com trilhas sonoras, mas como acabou, o encanto delas também se foi.

3 – Uma música que me proporciona determinação?

Nosso Grito do Grupo Revelação, tenho uma história com essa música.

4 – Qual música faz com que me sinta em um video-clipe?

Qualquer música do Keith Sweat.

5 – Que música escuto até enjoar?

Essa eu já disse em outras Tags, “All of me” do John Legends, difícil mudar de música quando é ela que está no Player.

6 – Qual música mata sua saudade de algum cantor?

Qualquer música do Tim Maia me faz sentir saudades dele.

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Espero que tenham curtido as respostas, fiquem a vontade para responderem também.

Tenham um lindo dia!
Abraços!

Gill Nascimento

Olhos mágicos…

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Sempre gostei de ver as coisas como realmente são, de criar analogias mentais, de perceber seus valores, de pensar como seria se algumas coisas não existissem. Sou assim, dou atenção demais a cada detalhe, sou intenso, perceptivo, e me orgulho muito disso, mas não posso deixar de notar a desvalorização e diminuição de muitas coisas, e de como seria diferente se isso não acontecesse.
Lembro da minha infância na cidade de Embu das Artes, de como eu e mais 7 amigos jogávamos futebol na calçada da creche que tinha em frente a minha casa. Lembro de como as “tias” da creche não usavam a calçada para parar seus carros, já pensando na nossa diversão. Lembro das sandálias havaianas usadas como traves no gol, e de como a imaginação conseguia pintar traves como as do Maracanã. Lembro de como aquela calçada que cabia apenas três carros parecia para meus amigos e eu um estádio de futebol.
Ainda nessa linha de pensamento e sem sair da frente da casa da minha infância, lembro do Seu Roberto: um senhor com um tique nervoso que dava agonia de ver, mas com um coração muito grande, lembro de como ele arriscava seu trabalho como caseiro da creche, e nos deixava entrar lá nos finais de semana, para jogar bola no pátio, brincar no Playground, subir nos pés de ameixa e nos pés de abacate para colher as frutas direto da árvore. Lembro de como chegava em casa carregado de abacates e de como minha mãe os embalava em jornais, e os colocava no forno do fogão para amadurecer mais rápido.
Sem sair da minha rua e da minha infância, lembro de como era pra gente um grande universo tudo aquilo, da rivalidade que eu e minha turma de amigos tínhamos com a turma das crianças da rua de cima. De como a gente brincava de pique-esconde durante um dia inteiro, e os vizinhos até nos ajudavam oferecendo seus quintais pra gente se esconder. Lembro que cada vizinho me conhecia, e eu conhecia cada um, eram todos meus tios e tias do coração. Lembro das brincadeiras de pega-pega, e de como era automaticamente desclassificado quem corresse apenas em linha reta na rua pra garantir que não fosse pego, nossa rua era nosso mundo.
Lembro da copa do mundo de 94, dos adultos nos dando tintas, rolos e pincéis, para pintar a rua e os muros. Lembro de alguns que merecem ainda mais destaque, pois eram aqueles que sempre que estavam de folga ficavam para assistir meus amigos – e eu – se divertindo, como se aquilo fosse um grande evento. Aqueles adultos que providenciavam cavaletes e faixas para fechar a rua, para que os carros não fossem um perigo para a gente.
Lembro dos nossos lugares secretos, dos nossos pactos de amizade, da nossa pontualidade para as brincadeiras, de como tudo era tão importante para a gente, cada detalhe, de como nos uníamos quando um da turma estava proibido de sair, fazíamos manifesto em frente a casa ate os pais da criança mudarem de ideia e o deixasse sair para brincar.
Lembro de como nossas mães se preocupavam quando caíamos jogando bola ou correndo na rua, de como sempre tinha uma ou mais já com o Methiolate e os curativos prontos, de como sempre aparecia uma mãe, ou até mesmo uma vizinha sem filhos com um suco pra nos oferecer.
Reclamavam da nossa bagunça, de como éramos barulhentos, mas era tão visível o amor que sentiam pela nossa alegria de viver.
Tudo era tão grande.
Tudo tinha tanto valor.
Tudo era tão importante.
Tudo faz tanta falta!
Ainda hoje tenho mania de ver nas coisas muito mais do que a maioria das pessoas vêem, mas ainda vejo menos do que via quando era uma criança com uma vontade gigantesca de viver cada segundo por vez.
Adoraria reencontrar meus olhos de menino, meu coração de pirralho, meus valores de sobrinho do mundo.
Passei um dia desses pela rua em que cresci e tudo isso de repente invadiu minha mente sem pedir licença, e então escrevi, mas gostaria mesmo era de reviver…

Abraços!

Gill Nascimento

Nostalgia…

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Você acorda, lava o rosto e escova os dentes, da uma olhada nas notificações do Facebook e do Twitter, no Imbox e nas DMs, afinal, vai que tem alguma novidade bombástica na vida dos seus amigos ou dos seus parentes, não é mesmo? Depois deseja um ótimo dia a todos os amigos e seguidores dessas Redes Sociais, pois ninguém pode dar sequência num dia sem que você deseje que ele seja ótimo.
Então você verifica a sua caixa de entrada de emails, e o lixo eletrônico também, porque afinal, nunca se sabe quando seu provedor de emails vai te trair.
Então depois de lavar o rosto e deixar seu cabelo com um despenteado bem atraente, posta uma foto no Snapchat pra dizer que sempre acorda maravilhosamente lindo(a).
Posta aquela foto com uma bela mensagem otimista desejando bom-dia para os seus seguidores no Instagram, pois como essas pessoas poderiam sobreviver um dia sem seu bom dia, não é mesmo?
Você verifica as notificações e deixa uma linda mensagem de incentivo para seu amigos no Google+, para que eles possam continuar o dia mais confiantes.
Então entra no Youtube e confere os novos vídeos dos canais que você acompanha, ri e se diverte, aprende truques de beleza, se sente revoltado e aprende pra que serve anelzinho da lata de refrigerante, tudo em alguns minutos e alguns vídeos. Como viveria mais um dia sem isso?
Agora sim, você pode levantar, tomar um banho e preparar um café da manhã decente, e depois disso se arrumar e ir trabalhar, mais de duas horas depois que você realmente acordou.
Vocês se lembram como era a vida de vocês antes de inventarem as Redes Sociais?
Sinceramente, eu não me lembro.
Mentira, lembro sim, de algumas coisas, e sinto falta também.
Lembram da emoção que era receber uma carta, pelo correio, de uma pessoa amada que morava do outro lado do país?
Eu me lembro bem, amava isso, aquela ansiedade de ficar esperando uma resposta, de receber uma foto e ver como a pessoa mudou desde a última vez que tínhamos nos visto. Era um momento que me deixava muito feliz.
Lembro de como era tudo uma novidade quando a gente viajava, de como era um redescobrimento, hoje a gente chega num lugar onde nunca esteve e sente como se conhecesse tudo, as fotos nas Redes Sociais, o Google Earth te faz sentir como se tivesse passado naquele lugar antes.
Lembro de como era bom dormir depois que o seu programa preferido na TV acabava, e acordar 8 horas depois bem disposto, tomar um banho, e ainda conversar um pouco com os familiares, antes de sair pra mais um dia de compromissos.
Lembro de como era legal interagir e conhecer pessoas novas, pessoalmente, num bar, numa festa, num parque, e não por meio de um aparelho eletrônico, onde a pessoa do outro lado pode ser apenas um personagem.
Sinto saudade disso tudo, as vezes, tudo era mais surpreendente, tudo era mais novidade, tudo era mais descobrimento, a ansiedade, a realização, a felicidade de chegar e a tristeza de partir, a intensidade era muito maior.
Não estou dizendo que o mundo virtual seja ruim, longe disso, amo essa sensação de estarmos todos longe, mas todo mundo junto, essa proximidade, essa sensação de viver a vida de quem amamos, mesmo não podendo estar por perto.
Acho que sou uma pessoa nostálgica e amante das sensações que se foram quando a modernidade chegou.
Mas se por um lado algumas sensações ficaram pra trás com o passado, novas vieram com o futuro, e não são ruins.
Agora me dá licença, que ainda tenho todas as Redes Sociais que mencionei para passar antes de sair, um abraço gente.

Gill Nascimento