Chega direito, caramba!

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Estava conversando com uma prima minha um dia desses, relembrando os velhos tempos, num certo momento até nos perdemos folheando uns álbuns de fotografias.
Em um desses álbuns encontramos uma foto bem antiga da nossa falecida avó, e eu não pude evitar de comentar o quanto tenho usado as frases e conselhos dela aqui no Blog. E acabamos relembrando algumas das frases que elas mais falava.
Mas uma em especial me fez pensar bastante. Minha vó costumava dizer: “Tem gente que não sabe chegar, mas a gente ainda assim abre a porta, aí não sabe ser visita, muito menos ser de casa, e quando vai embora ainda faz merda!”.
E realmente refleti muito sobre isso, como nunca refleti nas vezes que ela havia dito.
A nossa vida, se pararmos para pensar, é cheia de gente que chega sem avisar, que não bate na porta, não toca a campainha, simplesmente chega e vai entrando sem limpar os  pés.
Gente que recebe a sua hospitalidade e sua atenção, mas na primeira oportunidade irá criticar isso à suas costas.
Pessoas que agem de uma maneira tão natural, que você em pouco tempo acaba tratando elas como se fosse normal a presença delas em sua vida. Como se sempre tivessem estado ali.
Mas elas simplesmente fazem da vida dos outros uma festa de alguém desconhecido, na qual resolveram entrar de bico ao passar em frente.
Eu poderia continuar essa analogia horrível e dizer que, para o nosso próprio bem, deveríamos tratar de deixar as portas fechadas, só abrir após identificar a pessoa que quer entrar.
Mas não.
A verdade é que precisamos disso mesmo. De gente que chegue sem bater e sem fazer cerimônia, mas que depois saiba ficar, saiba sair, e deixe a gente com saudade quando se for. E que depois volte.
Pessoas que cheguem sem reparar a bagunça.
Pessoas que cheguem e não esperem tratamento especial, que não queiram tudo nas mãos, e que no  final, ainda ajudem a arrumar a própria bagunça. A limpar a própria sujeira.
Pessoas que cheguem e tragam um reboliço, mas um reboliço cheio de alegria, não um que destrua tudo em volta, não um ausente de respeito.
Aquele tipo de gente que no primeiro sorriso já nos deixa aquela impressão: “Vou gostar desse imbecil, parece ser tão idiota quanto eu!”.
Aquele tipo de gente que gostaríamos de ter como vizinho de quarto no  sanatório, porquê de repente você não é mais a única pessoa meio doida no ambiente.
É mais ou menos isso, olhando pro meu histórico de amizades, as melhores surgiram como furacões do bem. Chegaram causando baderna, ficaram e arrumaram, e sempre que saíam, voltavam, fazendo ainda mais bagunça.
Mas no final, era apenas isso, pessoas que não sabiam ser discretas, não sabiam ser silenciosas, eram estabanadas, desajeitadas, tropeçavam nos próprios pés. Mas me faziam rir, me divertir e me emocionar.
Pessoas que me convidaram pra suas vidas e exigiram que eu entrasse da mesma maneira estabanada, desajeitada e bagunceira.
Acho que é mais ou menos isso, precisamos do descaramento cheio de alegria daquelas pessoas que fazem por merecer toda a liberdade do mundo em nossas vidas.
E não da falsidade mal intencionada daquelas pessoas que só querem se aproveitar de um bom momento que estamos passando. Pois quando as coisas não vão bem, essas pessoas não surgem, mas quando vão, elas aparecem sem convite, e na maioria das vezes estragam a festa.

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Gill Nascimento

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Papo de Bar; Assunto: Coisas que devem ficar em 2015!

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Olá pessoal! Como vai vocês?
Mas uma semana que se inicia, e com ela mais um Papo de Bar aqui no Blog. Dessa vez e mais uma vez, meus colegas de produtora e eu fomos no Gato Gordo, no Centro do Taboão da Serra. Eu amo esse barzinho.
Quando vem chegando o fim de ano todo mundo começa a falar as coisas boas que deseja para o próximo ano.
Nosso Papo de Bar, foi baseado nisso, mas meio que o inverso, ao invés de falarmos sobre as coisas boas que queremos para 2016, falamos sobre as coisas ruins de 2015 que não queremos para o ano que está chegando.
Então sem muitas delongas, irei começar:
Até agora não falei de política aqui, e não gostaria de falar, mas como foi meio unânime a concordância na nossa mesa, então preciso citar o que um amigo disse que não quer para 2015: DILMA e CUNHA.
Eu comentaria nossa opinião sobre o assunto, mas como disse, não gosto de comentar política, mencionei nossas opiniões, mas ao se aprofundar, poderia estar incomodando quem tem uma opinião contrária, e eu respeito todas as opiniões, e aí sim estaria causando o efeito que eu não gostaria de causar num post abordando o assunto.
Outro amigo citou algo que infelizmente teve muito destaque nesse ano, e que esperamos do fundo do coração, que não nos siga até o próximo: O RACISMO.
Triste ver que em um país onde a diversidade cultural é tão rica, onde encontramos várias nacionalidades, todas as cores e crenças, tal coisa ainda possa existir. Ao invés de estarmos progredindo culturalmente, estamos regredindo, se tem uma coisa que precisa ficar no passado é qualquer tipo de intolerância.
Outro amigo também citou algo que infelizmente esteve muito presente nesse ano, e que seria ótimo que ficasse por aqui, e não nos acompanhasse até o ano que está vindo: A VIOLÊNCIA.
A violência não esteve presente apenas nos bairros mais pobres e tidos como mais violentos, a violência se destacou em todos os lugares, nas favelas, nas áreas nobres, nas manifestações, nas ações de alguns policiais, e até mesmo dentro dos lares, nos ambientes que deveriam ser familiares.
E infelizmente não adianta, quando as coisas vão mal onde a administração se inicia, é óbvio que também irá mal em seus departamentos. O problema é muito maior, mas se Deus quiser, as coisas irão melhorar.
Eu, por minha vez, citei que algo que esteve presente nesse ano de 2015, e que não gostaria de ver em 2016, é o DESCASO NA EDUCAÇÃO.
Muitas escolas públicas, devido as greves, somado todas as aulas que foram ministradas no ano, tiveram pouco mais de 2 bimestres de aula, e o pior é que isso não tem sido muito comentado, na grande São Paulo os adolescentes mal estudaram. E nenhuma medida está sendo tomada. Nem preciso citar o que isso afeta no nosso futuro, as pessoas que deveriam estar tomando providências sobre isso, vivem falando sobre essas consequências. Uma administração de muitas palavras e poucos atos.
E claro, algo que também foi unânime na mesa, e com certeza também será entre vocês leitores, esteve mais que presente na vida de todo brasileiro nesse ano e que deveria esquecer de trocar de calendário: A INFLAÇÃO.
O custo de vida subiu tanto, ao ponto de a renda dos brasileiros não conseguir acompanhar, acho que está mais do que na hora de um pouco de tranquilidade em nossos bolsos, ao invés de ficarmos precisando apertar os cintos.
E pra fechar, como não mencionar a palavra mais presente nesse país nesse ano? Nada de CORRUPÇÃO em 2016, pelo amor de Deus Pai.
O combate e as investigações contra a corrupção devem continuar, aumentar e se intensificar muito, todos nós precisamos sentir que alguma coisa realmente está sendo feita, que todo aquele lixo espalhado em Brasília e também nos governos de Cidades e Estados, está sendo recolhido, mesmo que devagar, mas precisamos sentir que essa sujeira está sendo limpa.

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Pessoal, citamos muito mais coisas, é óbvio, mas essas foram de longe as mais discutidas, mas adoraríamos ler as sugestões de vocês nos comentários. O que vocês gostariam de ver ficar em 2015 e não ir pra 2016?

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Gill Nascimento

Personagens…

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Estava pensando aqui, nesse mundo estranho e nessa época complicada em que vivemos.
Estava um dia desses numa fila de banco, enorme, o que significa que fiquei um bom tempo nela, e alguns de vocês devem lembrar, odeio filas do fundo da minha alma. Mas nem é sobre isso que irei falar, apesar de estar com uma vontade imensa de querer gastar umas 800 palavras fazendo isso.
O importante é uma conversa que escutei. Uma moça comentava com uma amiga sobre uma entrevista de emprego que foi fazer, e como passou dias ensaiando o que iria falar e como iria agir, baseada nas dicas dadas pela colega que a indicou
Ela mesmo afirmava que teria que incorporar uma personagem completamente diferente de si mesma, só pra poder agradar ao possível futuro chefe, que possui uma preferência peculiar por personalidades.
Então comecei a pensar no quanto isso é normal hoje em dia, do quanto precisamos nos transformar para nos encaixar nesse mundo.
Eu mesmo já representei alguns papéis algumas vezes, e em outras vezes passei por uma verdadeira mutação.
Engraçado que após fazer tais coisas, e alcançar os objetivos por trás delas, o sabor da conquista não era o esperado. Acho que foi quando aprendi a dar valor as conquistas obtidas pelo meu eu original.
Lembro uma vez em que estava realizando um teste de elenco para um comercial que gravaríamos, e ao entrevistar uma atriz, a cada pergunta que fazia, ela assumia uma personalidade diferente para responder. Fui obrigado a pedir que guardasse a atuação para o teste, e não usasse na entrevista, pois queria falar com a pessoa por trás dos personagens.
Nessa ocasião, lembro que comentei o caso com a minha Diretora e ela respondeu de maneira bem interessante:
“O ser humano sente uma necessidade absurda de agradar, uma vontade enorme de ser o necessário, e um desejo incrível de sempre ser bom o bastante, mas nunca confia em si mesmo, então precisa assumir personagens que julga serem bons o bastante para fazer aquilo do qual duvida ser capaz, como se esses personagens tivessem vida própria.”
E pensando bem, concordo muito com isso, confiamos mais na nossa atuação do que na nossa própria ação, como se ao assumir esses personagens adquiríssemos habilidades e conhecimentos que não possuímos, mas os personagens sim. É meio até que surreal isso, mas esses personagens nos dão confiança.
Voltando ao que minha Diretora disse, sobre a necessidade que o ser humano tem de sempre querer agradar, outro absurdo imenso. É a mistura de querer agradar e querer/precisar ser aceito.
Uma pergunta que sempre me fiz, quando percebi o quão fútil isso é:
“Será que onde quero me encaixar é tão bom quanto o lugar onde eu realmente me encaixo?”
O problema é que, acho eu, a maioria das pessoas não se dão a chance de descobrir isso, elas primeiro querem sentir o gosto do que querem, ao invés de sentir o sabor do que precisam.
Ainda seguindo a linha de raciocínio da minha Diretora, sobre o fato de sentirmos uma vontade enorme de sermos necessários. Sempre somos necessários, para as pessoas certas, mas nunca estamos satisfeitos e queremos mais e, na minha humilde opinião, esse é o problema.
Queremos ser necessários justamente para aqueles que não necessitam, uma grande tolice na minha opinião.
Quando nós mesmos não nos damos o valor, é aí que esses personagens começam a surgir, é aí que começamos a atuar, e acabamos nos perdendo nessas atuações.
Tenho aprendido ultimamente que para aquelas pessoas que realmente se importam, minha versão original é a melhor, e não preciso atuar para ser aceito, basta que eu seja eu mesmo.
Sem máscaras e sem personagens.
E que acima de tudo, preciso confiar em mim mesmo para alcançar meus objetivos, e assim sentir o verdadeiro sabor das conquistas no paladar do ego e da alma.

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Gill Nascimento

Final de ano sem clichês…

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Final de ano está batendo a nossa porta, e com ele os clichês.
Um dos maiores clichês está na boca do povo. Algumas pessoas nem te dão bom dia e já perguntam: Vai passar o Reveillon aonde?
Gostaria de saber o motivo de tanta curiosidade.
Um dia desses uma vizinha, que adora cuidar da minha vida, me fez essa pergunta, e para o azar dela eu não estava tendo um dia muito bom, a resposta foi a mesma pergunta, e quando ela disse onde passaria, eu respondi: Pois é, não passarei lá!
E fui embora.
Não tenho paciência pra clichês, desde que me conheço por gente.
Os clichês continuam nas amizades, que além de fazer a pergunta que já citei, sempre tentam organizar uma galera para ir passar a virada na praia.
Por que eu em total controle de minhas faculdades mentais faria algo como ir para o litoral no final do ano?
Praias lotadas, estradas lotadas, barulho, escassez de paz e, o pior de tudo, gente bêbada, e ainda pior, mais bêbadas do que eu, isso eu não admito.
Sou um amante da tranquilidade, e litorais nessa época não condizem com tal preferência.
Sempre tem também aquela tia chata, de nariz empinado, que passa o ano inteiro esnobando a maioria dos parentes e falando mal deles, e que no final do ano quer dar uma festa de arromba e chamar todo mundo, inclusive os familiares dos quais fala mal.
Final de ano, época em que a falsidade aflora, e até sai pelos poros de algumas pessoas.
Como na hora da contagem regressiva, em que todo mundo sai abraçando todo mundo. Eu como já citei aqui, tenho um respeito muito grande pelo ato de abraçar, então não faço esse tipo de coisa.
É chato quando o relógio bate apontando meia noite e um novo ano, e ao invés de ir abraçar as pessoas que amo, fico fugindo daquelas as quais não quero ser obrigado a ter que dar um abraço falso.
Final de ano pra mim tem que ser algo meio que simbólico.
Certa vez passei a virada sozinho com minha namorada, num quarto de hotel de estilo vitoriano numa cidadezinha turística do interior de Santa Catarina.
Fogos de artifícios, eram poucos e isolados, o som mais escutado era das vozes das pessoas se desejando um feliz ano novo, pessoas que na sua maioria nem se conheciam, alguns, mais alterados etílicamente, saíam gritando na rua e desejando feliz ano novo a quem escutasse.
Eu adorei aquilo sabe, eu me senti muito mais confortável naquela situação, do que em qualquer outra que já vivi numa mesma época, você sentia que a vibe em volta era legal.
Depois que as coisas se acalmaram, peguei o celular e liguei pras pessoas importantes em minha vida e desejei um feliz ano novo para elas, com calma, de coração, e com sentimentos verdadeiros, e recebi o mesmo em troca, e me senti abraçado, como se estivesse lá.
Onde está o lado simbólico nisso?
Bem, se ao começar o ano se sentindo em paz não há simbologia nisso, então não sei o que há.
Uma vez comentei sobre isso com um amigo, e ele disse que é bom passar com todo mundo, porque é bom perdoar antes de começar um novo ano.
Sério isso? As pessoas precisam que um ano acabe pra perdoar umas as outras?
Sinceramente, não vejo a lógica nisso. Perdoar é algo divino, e deve ser praticado todos os dias, e não numa data e numa hora determinadas.
E se você aí disser no comentário que magicamente suas mágoas somem sempre que chega o dia 31 de Dezembro quando o relógio aponta 23h59min, me desculpe, mas não irei acreditar.
Perdoar eu perdoo, e não preciso que o final do ano chegue para que isso aconteça. Agora esquecer, isso é diferente, afinal, não é porque perdoamos que significa que precisamos trazer a pessoa de volta para nossa vida, e para dentro do nosso abraço.
Então bora abandonar os clichês e fazer o seguinte, vamos começar 2016 sendo verdadeiros, principalmente com nós mesmos.
Isso já pode ser considerado um início de ano com uma pequena parcela de paz interior.

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Gill Nascimento

É culpa da imaginação

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E aí pessoal, como vocês estão?
Eu estava aqui pensando em como as coisas são, de como notícias se fazem, fofocas se formam e boatos surgem, e cheguei a conclusão que, na maioria das vezes, a culpa é da nossa imaginação, claro que pra se espalharem é necessário uma língua solta, mas geralmente quem tem a língua não tem a imaginação.
Geralmente quem têm a língua solta e espalha as histórias, são aquelas primeiras pessoas que ficam sabendo de um fato, que alguém contou, já pedindo pra elas guardarem segredo.
Não é curioso como essas pessoas, que geralmente começam uma fofoca, possuem rostos que fazem qualquer um confiar à elas um segredo?
Mas a verdade é que fofocas e boatos começam com a imaginação de algumas pessoas. Elas recebem uma história contada de maneira correta, entendem palavra por palavra, mas em suas mentes elas fantasiam verdadeiras produções hollywoodianas.
Lembro uma vez que liguei pra Produtora onde trabalho pra avisar que não iria trabalhar, pois estava doente. A recepcionista, uma senhora já com seus 50 anos que adora detalhes, adora muito, nenhuma informação é demais para ela. Tive que explicar até meus sintomas.
Eu estava com uma inflamação em um dos ouvidos devido o uso constante de fones, mas ela imaginou que eu ficaria surdo e até hoje ainda não entendi o porquê, fui tão claro ao explicar o que estava ocorrendo.
Nesse caso a recepcionista foi a pessoa de imaginação fértil, e uma secretaria pra quem ela contou foi a pessoa de língua solta.
Resultado, todos no trabalho acharam que eu estava prestes a ficar surdo de um ouvido.
Enquanto isso liguei pra minha mãe pra avisar que estava em casa, também expliquei o que estava havendo e como me sentia, e disse inclusive o que o médico falou, e suas recomendações. Mas sabe como são as mães né? Nunca estamos doentes o suficiente. No caso da minha mãe, por eu ter reclamado algumas vezes anteriormente da carga de serviço que vinha tendo, pra ela eu estava com frescura, só pra conseguir uns dias de folga.
Minha mãe foi a pessoa com imaginação, minha tia que foi a disseminadora da fofoca.
Resultado, um monte de parentes imaginando que eu estava com frescura e fingindo, só pra não ter que ir trabalhar.
Depois liguei na casa da minha ex e falei com minha filha sobre a dor de ouvido. Minha filha já imaginou que eu estava morrendo, nas últimas mesmo, que já tinha um padre do lado da minha cama me dando a extrema unção.
É perdoável uma criança de 6 anos ter a imaginação fértil, pensar isso e se preocupar com o pai, a língua solta foi da mãe dela que acreditou.
Resultado, toda a família da minha ex ficou achando que eu estava dando meus últimos suspiros.
De certa forma, quase que é aquela brincadeira de criança chamada “Telefone sem fio”, de primeira a informação é dada corretamente, nossas mentes, que adoram fantasiar, que transformam a informação. E o rostinho de anjo daquelas pessoas que adoram compartilhar novidades, que fazem a informação, misturada com imaginação, se espalhar.
E eu sei que já aconteceu com você algo parecido, comigo também já aconteceu, de uma pessoa contar sobre algo e você ficar imaginando a maneira como esse algo se desenrolou, de como as coisas aconteceram, e no final acabou contando o que ouviu, com toques do que imaginou, meio que até sem perceber.
Mas cá entre nós, se não fosse assim seria tão monótona a vida não é mesmo?
Eu não queria viver em um mundo onde eu não pudesse chamar algumas tias e vizinhas de fofoqueiras, onde não existisse aquela expressão de queixo caído quando uma história “aumentada” fosse contada.

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Gill Nascimento