O Poder do Chifre…

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Traumas marcam para sempre nossas vidas, e são muitas as coisas que acontecem que podem traumatizar uma pessoa, dentre elas a mais comum, o chifre, ser corno é algo único, é o assassinato do orgulho masculino e suicídio da crença feminina nos homens.
Certa vez um corno recém contemplado resolveu encher a cara de pinga para tentar sem sucesso amenizar a dor do castigo, o cara nunca tinha bebido na vida, imaginem o resultado, ficou bêbado, chato, chorão, encheu o saco de quem não devia e acabou apanhando no bar. Depois dessa, todo roxo, inchado, anestesiado de álcool, e com um belo de um enfeite na cabeça, descobriu um novo prazer na vida: “A cachaça”! Vejam o que acarretou um par de chifre, um verdadeiro ciclo de desgraças e péssimas estatísticas: Mais um bêbado, que vai dirigir um carro sem estar em condições, que vai acabar machucando pessoas inocentes, que vai piorar esse trânsito em São Paulo, e que futuramente vai estar na lista de espera para receber uma doação de um fígado, sem contar muitas outras coisas que não citei.
Vejam o que mais esse chifre pode causar nesse infeliz pobre coitado:  Cerca de 50% dos cornos recém contemplados, e novatos na área, perdem seus empregos, perdendo seu emprego não terá dinheiro nem força psicológica para lutar pela guarda dos filhos, vai perder a briga na justiça e por consequência ter que pagar uma monumental pensão, desempregado não terá como pagar, e a ex-mulher, a destruidora de alicerces, vai na primeira oportunidade  cobrar perante a justiça as pensões atrasadas, causando assim a prisão do corno, pois a única coisa que está dando cadeia hoje em dia é pensão alimentícia atrasada, a mãe não contente com tanta destruição, vai encher de abobrinhas as confusas cabecinhas das crianças, dizendo que o pai não presta, que é isso e aquilo, que por aquilo outro está preso, a partir daí depois de solto da prisão só verá os filhos no dia de pagar a pensão, e o pior de tudo é chegar na casa da ex,  que por acaso era dele, e encontrar o Ricardo, namorado da mamãe (assim o apresenta o filho), que por acaso também fica responsável de receber esse dinheiro na ausência da cachorra.
Já estou desesperando algum leitor com certeza, pois de cada cinco homens um ou mais desconfia que pode estar sendo traído, então vamos terminar.
Por fim depois de tantas infelicidades e desgraças causadas por um mísero par de chifres, o cara nota que perdeu por completo a confiança nas mulheres, isso fará com que ele comece a utilizar o ótimo sistema brasileiro de amor delivery para poder afogar as mágoas e sair da seca, nisso ele estará financiando a prostituição e exploração sexual, além de outros crimes.
Agora pergunto: “É ou não é devastador o poder do chifre?”

Gill Nascimento

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Ainda há esperanças…

Sempre tem aquele momento em que algo acontece e muda nossa forma de pensar logo quando mais precisamos não é mesmo?
A dois dias postei um texto expressando minha revolta e falta de fé na humanidade devido o que houve com aquela garota de 11 anos atingida na cabeça por uma pedra pelo motivo torpe de intolerância religiosa. Mas hoje vi algo que fez a minha fé de que as coisas possam melhorar, ter um pouco mais de ânimo.
Estava passando na rua quando vi um garoto, de mais ou menos uns 5 anos, que pedia para que a mãe comprasse um lanche para ele em uma Foodtruck, ela comprou, e ao ver um morador de rua ao invés de comer, deu seu lanche para ele. Não fui apenas eu que achei linda a cena, muita gente olhava isso com brilho nos olhos.
Ainda ontem também estava num debate online que discutia a maior idade penal, inclusive vi uma postagem aqui referente ao assunto, cheguei a comentar, pena não me lembrar em qual Blog foi. Algo que disse no debate e no comentário se encaixam com a cena que vi hoje, eu havia afirmado que a melhor maneira (apesar de eu ser a favor da redução da maior idade penal) de combater a criminalidade infantil e adolescente, é dar uma educação adequada para nossos jovens, por que a melhor maneira não é esperar acontecer e depois remediar, mas sim evitar que aconteça.
Está certo que a educação brasileira está longe de ser a adequada para que tais planos possam ser postos em prática, mas também temos que ter em mente que a cultura adequada para as crianças e adolescentes começa em casa e não na escola. Uma criança irá aprender na escola a ler, escrever e ter a instrução necessária para um futuro promissor como profissional na área em que escolher, mas é com os pais, num ambiente harmonioso e de amor que aprenderão a ser pessoas de bem, é com o exemplo dos pais que aprenderão a ter um bom coração.
Ver uma cena como a que vi hoje reaviva a fé de que ainda existem pessoas que lembram de ensinar seus filhos o valor do altruísmo e da compaixão pelo próximo, reaviva a esperança de que possamos ter futuramente uma geração capaz de administrar melhor nosso país, pensando no bem de um todo ao invés de no lucro pessoal.
Vivemos em uma época em que a inocência das crianças se extingue muito mais cedo, as crianças aprendem cedo demais o que é o bem e o que é o mal, e se olharmos a nossa volta, existem muito mais exemplos ruins do que exemplos bons para elas seguirem, dar a elas um bom exemplo e um lar onde a inocência delas seja preservada ao máximo, é algo muito importante. Certo, como pai, como tio e como irmão mais velho de uma adolescente de 15 anos, confesso que é uma missão árdua manter o interesse dos jovens de hoje em dia em algo que não seja totalmente de escolha pessoal deles próprios, mas vale a pena essa luta. Hoje em dia as crianças e os adolescentes querem independência cada vez mais cedo, o fato de precisar cada vez menos dos pais para as coisas lhes dão a sensação de amadurecimento, de liberdade; regras, limites, doutrinas com certeza não os atrai muito, mas valem os resultados.
Então resumindo, tô aqui ainda lembrando de como foi linda a cena da criança dando seu lanche com um sorriso lindo no rosto para um morador de rua, e torcendo para que existam por aí muito mais crianças como essa pra quem sabe num futuro governar esse país que, a muito tempo perdeu sua inocência.

Gill Nascimento

Diferenças

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Há muitos anos, há muito tempo fala-se sobre igualdade entre homens e mulheres e direitos iguais. Porém, eu acho muito interessante as diferenças entre um homem e uma mulher, não só interessantes como necessárias, necessárias para um ótimo relacionamento entre os sexos opostos. Ter direitos iguais tudo bem, mas não é necessário eliminar as diferenças.
Por exemplo…
… Quantas discussões são evitadas, quando um homem arranja uma desculpa para não discutir a relação com sua namorada, noiva e até mesmo esposa, em minha opinião (até mesmo por experiência própria) ele está evitando um problema, cá entre nós, discutir a relação é uma coisa que as mulheres adoram fazer, e sempre acaba em briga ou discussão. Já pensou se todos os homens, quando suas respectivas parceiras, convidassem para discutir a relação, aceitassem, ao invés de fugirem do assunto? Conversa entre homem e mulher só acaba bem quando é espontânea (quero deixar claro que essa é uma opinião minha, e que não estou generalizando).
E uma coisa puxa a outra…
Uma mulher quando quer discutir a relação e o homem foge do assunto, acaba indo se abrir com uma amiga, amiga essa que, as vezes pode ser compreensiva e entender ambos os lados (isso são casos raros) na história, ou pode ser amiga demais e entender apenas o lado feminino da história, e acabar enchendo a cabeça da outra de especulações e besteiras.
Já um homem quando está com problemas na relação e resolve falar com algum amigo escuta apenas: “É isso aí amigo, toca o barco que a vida não para!”; não temos paciência para isso, essa é a verdade pura e simplesmente. Se o problema é na hora do sexo nem se fala, primeira regra entre os homens: nunca fale sobre seus problemas sexuais com outro homem se não vai ouvir “Ah, cara isso nunca aconteceu comigo não!”
Solidariedade masculina, muito diferente da feminina, um homem não precisa ser necessariamente amigo do outro para ajudá-lo, fazemos isso por hábito, sempre acobertamos um ao outro, principalmente se o caso for mulher, dificilmente ficamos em maus lençóis. Já as mulheres, solidariedade só entre amigas mesmo (quase irmãs).
Outra diferença interessante entre os sexos é o fato de nós homens preferirmos as realidades e atualidades, ao invés de sonhos, ilusões e histórias de amor (a televisão pode ser um ótimo exemplo), isso faz com que nós homens sejamos mais realistas e dinâmicos ao analisar alguma coisa, vamos direto ao ponto, se vai dar certo beleza, caso contrário ou desistimos logo, ou analisamos possíveis soluções. Já as mulheres (quero deixar claro mais uma vez que, isso é uma opinião minha, e mesmo assim são diferenças boas e legais que dão um tom muito bom a guerra dos sexos), por exemplo, querem (vamos dizer assim) colorir as coisas, um relacionamento tem que ser um conto de fadas, as soluções tem que serem criativas ao máximo, são as mulheres em minha opinião, que dão graça a um desafio.
Mas é claro que, existem diferenças que ficam ótimas quando invertidas…
… As mulheres, por exemplo, quando resolvem pagar a conta no restaurante, tomar a iniciativa numa paquera, convidar o namorado para assistir á um jogo de futebol, essas são situações raras (quer dizer, nem tanto), mas que dão outro tempero em uma relação, tempero, agora me lembrei já quase não se usa mais o ditado feminino que diz que um homem se conquista pelo estômago, na verdade, sei que as mulheres ficam muito impressionadas quando, por exemplo, são convidadas para um jantar na casa ou apê do cara e ele simplesmente arrebenta na cozinha.
Resumindo, o que seria do homem e da mulher se nossos instintos fossem iguais? Se o nosso modo de enxergar as coisas fossem o mesmo? O mundo não teria graça… Não estou certo…?

Gill Nascimento

Retrocesso…

Boa noite.
Estou aqui pasmo com a história da garota de 11 anos, que estava toda de Branco, vestida de Santo, indo para o Candomblé e foi atingida por uma pedra na cabeça, jogada por um homem com uma Bíblia debaixo do braço que diz ser religioso. Eu nunca ouvi falar de uma religião que originalmente incentive qualquer tipo de violência, então o que é isso? Na minha opinião o pior tipo de gente que existe é aquela que transforma tudo em fanatismo, e por tabela em rivalidade, transformando culturas que foram criadas para a nossa evolução mental, espiritual e física em motivos para violência.
Se pararmos para pensar em todas as intolerâncias que já causaram guerras e destruições, tentaremos imaginar como tais intolerâncias surgiram, elas não poderiam tomar proporções alarmantes do dia para a noite, então houve uma disseminação, mas isso foi em épocas em que a Internet não existia, em que a comunicação era precária, em que a divulgação era lenta, e ainda assim tomou multidões e criou o caos. É de se preocupar quando tais coisas acontecem hoje em dia, quando a Internet e a televisão têm o poder de levar isso para todo mundo instantaneamente.
Se formos um pouco mais além, poderíamos listar quantas coisas que vimos em filmes há 15 ou 20 anos atrás e imaginávamos que nunca seriam realidade, que era mera ficção científica, mas que hoje em dia existem. Então pensamos: “Seria impossível um futuro em que teríamos que esconder nossa religião? Um futuro em que teríamos que esconder nossas preferências políticas? Um futuro em que esportes como o futebol deixariam de existir por causa da violência e rivalidade desmedida entre torcidas?
Acho que não.
A verdade é que a intolerância, ignorância e o preconceito humano crescem e evoluem em proporção igual a forma com que a cultura, a humanidade e o altruísmo humano retrocedem. Caminhamos pra idade da pedra, com o benefício da modernidade, mas com a consciência tal qual a da época original.
A verdade é que já não basta termos que sofrer e lutar contra a tirania oculta que é a corrupção que nos maneja sem que tenhamos consciência, ainda precisamos estar em conflito entre nós mesmos?
Mas já que o assunto é religião, termino apenas afirmando que o que nos resta é ter fé. Ter fé que essas pessoas intolerantes, ignorantes e preconceituosas um dia abram os olhos!

Gill Nascimento

E o futuro, como vai?

Bom dia pra você que acorda todos os dias, sabendo bem o que lhe cabe, que o sonho acabou no momento em que o despertador começou a tocar!
Eu já começo meus artigos com meu mau-humor característico, que na maioria das vezes é puro charme, é claro, mas hoje tem um toque de verdade mesmo!
Hoje vou discutir uma conversa que ouvi involuntariamente ontem, de dois adolescentes que reclamavam da vida, uma coisa que acho incrivelmente sacana, por que o maior problema dos adolescentes hoje em dia (claro que não de todos), é que grande parte não tenta resolver o que eles chamam de problemas, e ficam esperando ou que se resolvam sozinhos, ou que seus pais resolvam.
Hoje em dia são poucos os adolescentes que sabem se virar sozinhos, que agarram cada oportunidade com unhas e dentes, hoje em dia devido ao melhor desenvolvimento do país, as melhores condições sociais e monetárias para a maioria das famílias, os jovens tentam usufruir ao máximo a dependência que têm dos pais!
Tentei encontrar alguma pesquisa para anexar ao artigo, infelizmente não encontrei, mas sei que grande parte dos leitores concorda com o fato de que, antigamente, os jovens buscavam mais a sua independência, a sua liberdade, não o fator ‘sair de casa’, mas sim depender cada vez menos dos pais, sem abdicar dos confortos que uma tutela proporciona, é claro! Hoje são os poucos os adolescentes que ao completarem 16 anos tentam encontrar o primeiro emprego, só se for necessário mesmo, uns as condições exigem, outros a família exige, mas se houver a mínima chance de sobrevivência apenas com aquilo que provem dos mimos paternos, ninguém é capaz de fazer com que um adolescente atual pense em ter ser próprio sustento financeiro!
Aí com certeza alguns (senão todos) leitores devem estar pensando: “ótimo isso, sinal de que o país está evoluindo, e que hoje em dia podemos dar aos nossos filhos os confortos e condições que não tivemos durante a nossa infância e adolescência”… Concordo absolutamente com isso, mas existem outros fatores que envolvem esse assunto, por exemplo:
Os adolescentes de hoje em dia demoram mais pra se preparar para coisas que terão que enfrentar quando saírem do ninho, do que os adolescentes da minha geração, s adolescentes hoje em dia não entendem os impostos, não sabem lidar com dívidas e contas periódicas a pagar, coisas que eu, por exemplo, aprendi desde cedo, com os meus pais, a fazer!
Na verdade, pela conversa que escutei ontem (e que depois acabei percebendo que já havia escutado antes de outros jovens, mas que nunca havia me tocado do real significado da coisa, do que realmente me chamava atenção e até incomodava na conversa), percebi que muitos jovens estão praticamente alienados a realidade que o futuro lhes reserva, despreparado para enfrentar algumas das coisas que nós, adultos de hoje em dia, enfrentamos quando saímos do ninho. Por que é um fato, assim como a moda, as crises também se vão, mas podem voltar, e bem piores, é difícil para nós lidarmos com essas crises, imaginem pra quem nunca se deparou com uma, ainda mais sozinho!
Hoje em dia está quase dando orgulho ver o quanto o país vem se desenvolvendo no quesito EDUCAÇÃO, são muitas as oportunidades, só mesmo não querendo para não se ter uma profissão hoje em dia, mas existem coisas que apenas a vida ensina, e a maioria é na prática, e depende muito dos pais fazer com que seus filhos passem por essas lições com menos hematomas possíveis, ótimo, maravilhoso que possamos dar aos nossos filhos o que não tivemos a oportunidade de ter, só não podemos deixar que isso nos faça esquecer que existem valores, experiências, lições, que apenas o mundo lá fora, cruel, faminto e sem piedade pode ensinar, e tem que ser agora, enquanto estamos por perto para proteger e ajudar a curar as feridas deixadas, depois os alunos que deixaram a lição passar, podem não poder contar com nosso apoio!
Então é isso, existe uma realidade por trás do mundo que os adolescentes de hoje em dia conhecem, e essa realidade lhes precisa ser apresentada!

Gill Nascimento