Papo de Bar… Passando vergonha com a namorada!

A vida é caprichosa, e gosta de nos presentear com as mais chatas ironias, e um grande exemplo, é como todo homem um dia encontra uma mulher que curte algo que vai de encontro a algum ponto fraco seu, ocasionando constrangimentos e, algumas vezes, a perda da famosa pose de machão.
Pensando nesse assunto e aproveitando o alto teor etílico que circulava no corpo e na mente dos meus queridos colegas de trabalho, levei o tema para uma mesa de bar, e com muitas risadas descobri algumas histórias bem embaraçosas deles, e contei algumas minhas também, e até o final desse texto decido se acrescento a minha colaboração ao texto, ou não.
Claro, que analisando de um certo ângulo, essas mulheres são ótimas para nós homens, pois em quase todos os casos que citamos durante o Papo, graças a elas, os medos foram vencidos.
Um dos meus colegas contou que quando conheceu sua esposa, teve que lidar com ela e todo o amor que tinha por aventura e adrenalina, principalmente envolvendo altura, ela amava escalar, adorava parques de diversões com aqueles brinquedos radicais, e tinha uma paixão desmedida por asa delta. E ele por sua vez evitava ficar próximo a beirada das lajes em dias de churrasco, por simplesmente não suportar altura.
Aí entra o defeito de quase todos os homens, e me incluo nesse meio, não admitimos nossos medos, pintamos um homem cem porcento destemido para nossas mulheres, e nem eu mesmo sei o porquê disso.
Esse meu colega sofreu muito no início do relacionamento, certa vez ele travou nos primeiros quinze metros de uma escalada no Rio de Janeiro com a namorada, e deu a desculpa de que estava ajeitando o equipamento de segurança. Em outra ocasião gritou como um gay no show da Madonna, numa atração do Playcenter, e inventou pra namorada que fez só pra se divertir.
O engraçado é ele acreditar que ela acreditou nas suas péssimas mentiras. Ela é mulher, ela sabe.
Outro colega lembrou como sofreu com a sua esposa no início da relação, pois ela era uma baladeira nata, e ele era mais tranquilo, e muito, mas muito fraco mesmo pra bebida, enquanto ela por sua vez era famosa pela resistência alcoólica. Chegava o fim de semana, ele queria um domingo de filmes no sofá, e ela queria uma noite de sábado regada a drinks e muita música eletrônica, ele queria uma taça de vinho, no máximo duas, e ela queria doses e mais doses de tequila.
O problema é que ele nem mencionava suas preferências, e então encarava as dela, e usava sempre a mesma desculpa de que ia beber pouco porque teria que dirigir, o que é mais do que um motivo muito justo. O problema era quando ela resolvia chamar um táxi para ambos poderem se divertir, dava um trabalho enorme para ele fingir que estava bebendo tanto quanto ela. Com o passar do tempo, balada por balada, e de dose em dose, ele acabou aumentando sua resistência, mas até então, já tinha certeza que a namorada tinha se tocado, e certa vez, numa reunião de família, ela insinuou que desconfiava que grande parte da felicidade dele, quando ela engravidou antes mesmo de casarem, foi pelo fato de ter sido obrigada a sossegar.
O terceiro exemplo eu me compadeci, pois sofri muito com isso quando comecei a trabalhar na área de publicidade.
O terceiro colega lembrou o azar que teve de se apaixonar por uma mulher que ama viajar, sendo que ele tinha simplesmente pavor de aviões.
Logo no início do namoro viajaram juntos para Nova Iorque nos Estados Unidos, e ele pra não passar vergonha engoliu uma dose cavalar de calmantes na hora do embarque. Não lembra nem de ter colocado o cinto antes do avião decolar. E o pior é que a esposa dele não gostava apenas de viajar, ela amava aviões também, então ele teve que lidar com a decepção dela, quando ele simplesmente apagou no vôo. Na volta ele teve que voltar acordado, se cagando de medo, mas tentando disfarçar.
O mesmo aconteceu seis meses depois numa viagem para Porto de Galinhas, e outros 5 após, para Lençóis Maranhenses, hoje em dia ele não tem mais problema com aviões, e ela perdeu o gosto pelas aventuras.
Eu por minha vez, tinha um problema muito grande com a minha imaginação, o que me causava vários problemas quando o assunto eram filmes de terror, na hora do filme eu nem me assustava tanto, o problema depois eram os pesadelos. Eu não conseguia dormir. E quem rir de mim não vai para o céu.
E pro meu azar, certa vez arrumei uma namorada que simplesmente era fascinada por filmes de terror, ela gostava tanto ao ponto de ir duas vezes ou mais no cinema, pra assistir o mesmo filme.
No início eu tentava aproveitar que ela não estava nem aí pra mim, e nem prestava atenção nos filmes, mas o sexto sentido feminino é demais, ela começou a perceber, aí entrou em ação outro dom feminino, o de fazer duas coisas ao mesmo tempo, e com excelência, ela assistia o filme, e confirmava se eu estava assistindo também. Perdi as contas de quantas noites de sono eu perdi, e quado ela ia dormir no meu apartamento era ainda pior, tenho certeza que ela ligou os pontos, mas de mim ela nunca ouviu uma confissão.
Hoje em dia eu não tenho mais esse problema, e sou fissurado em filmes e livros de terror, acho até que deveria ligar para ela e agradecer.
Então vai aí algumas dicas para os meus amigos leitores do sexo masculino, assumam seus medos e evitem problemas, ou então não assumam, e se livrem deles na marra, graças ao vosso orgulho, mas o melhor mesmo é procurar uma mulher que não goste daquilo que você odeia.

 

 

 

Gill Nascimento

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As 5 Mais… Piores tipos de namoradas!

Desde os tempos maremotos existe um dito popular que sugere erroneamente que todos nós homens somos iguais, e nós homens não nos atrevemos a discordar das mulheres que dizem isso, em contra partida nós homens não entendemos as mulheres, justamente por serem cada uma peculiarmente diferente da outra, arriscaria dizer que cada uma é louca do seu próprio jeito, mas tenho medo de que vocês, leitoras, descubram meu endereço.
Mas essa diferença (loucura) fica ainda mais acentuada, quando mulheres se tornam namoradas, e atendendo o pedido da amiga Clara Mendes do Blog Psicologia e Algo Mais, vou listar hoje um Top 5 dos piores tipos de namoradas. Claro que nem todas as mulheres são assim, e creio eu que vocês, queridas leitoras não se enquadram nessa lista, mas caso se identifiquem, não se esqueçam que eu sou um cara legal e tenho uma filha de 7 anos para criar.
Mas vamos As 5 Mais de hoje…

 

 

PRIMEIRO TIPO

 

 

A desconfiada e controladora.
Dá trabalho namorar uma mulher assim, eu prefiro mil vezes uma tornozeleira eletrônica monitorada pela federal, sem sair do meu próprio quintal.
Conheço alguns amigos e até familiares que deram esse azar. Certa vez fiz um trabalho freelancer para uma determinada marca de celular, e no final ganhei alguns aparelhos que dei de presente para alguns amigos, logo quando surgiu a chamada de vídeo nos celulares, um desses amigos me devolveu, porque sua namorada comprou um com a mesma tecnologia, e só ligava pra ele via câmera, e fazia ele sempre mostrar o ambiente onde se encontrava, para ver se ele estava falando mesmo a verdade.
Sabe a brincadeira de rastrear o namorado? Conheci uma garota que fazia isso com o namorado, quando deu um iPhone pra ele de presente, já com uma conta criada, e o inocente não criou uma conta própria no ICloud.
Se isso acontecesse comigo, sinceramente, eu terminava, me mudava e não dava o endereço pra ninguém, só por segurança e garantia.

 

 

SEGUNDO TIPO

 

 

A ciumenta e brava.
Esse tipo é ainda pior que o primeiro, justamente porque, às vezes, pode desenvolver as características do primeiro tipo, e essa mistura é enlouquecedora.
Esse tipo de namorada é aquele que questiona os nomes femininos na agenda do namorado, que odeia todas as amigas e colegas de trabalho dele, que dá showzinhos e xiliques com muita frequência, e que tem o dom em nível máximo da investigação, que inclusive já mencionei em um post dessa categoria, elas vêem de longe um fio de cabelo, sentem a quilômetros de distância um perfume diferente, e qualquer mancha na sua camisa vira mancha de batom.
Esse tipo de relacionamento exige de nós homens muita paciência, e um grande repertório de pedidos de desculpas, já que sempre estamos errados, e olha que nem precisamos de uma namorada ciumenta e brava para estarmos nessa situação.

 

 

TERCEIRO TIPO

 

 

A manhosa carente.
Haja paciência pra esse tipo de namorada, tudo bem na TPM, mas todos os dias não dá. Esse tipo de namorada é aquele que gosta de falar com voz infantil, colocar apelidinhos ridículos, não aguenta ficar um dia sem ver seu namorado, gosta de ligar dez vezes ou mais por dia, e quando o namorado diz que está ocupado e não pode falar, manda mensagem pelo Whatsapp, como se isso atrapalhasse menos.
Mas a pior característica mesmo desse tipo de namorada, é o grude durante todo tempo quando estão juntos, é legal um pouco de romantismo na relação, mas nem todos os momentos são propícios. Assim como não só as mulheres, mas os homens também, gostam de saber que são amados, também gostam de ter seu próprio espaço pessoal, e comer sozinhos sua sobremesa predileta, ao invés de dividir. Mas isso não rola quando o relacionamento se enquadra nesse caso.

 

 

QUARTO TIPO

 

 

A dramática chorona.
Esse tipo exige muita paciência também, pois qualquer coisinha acaba virando uma verdadeira bola de neve, uma palavra mal falada, uma data esquecida, um telefonema sem um “eu te amo” no final, ou um romantismo menor do que ela esperava.
Esse tipo de namorada é aquele que diz ao menos três vezes por dia que seu namorado não à ama mais, enquanto enche um lenço de muco.
E não é só os namorados que sofrem com elas, as amigas e as mães também, e chega um momento em que elas também ficam de saco cheio de tanto drama.

 

 

QUINTO TIPO

 

 

A viciada em datas.
Mas um tipo que pode adquirir as características de outro, às vezes do quarto, outras vezes do terceiro, e ainda de vez em quando a braveza do segundo.
É mais do que óbvio que nós homens somos péssimos com datas, eu por exemplo, várias vezes esqueci meu próprio aniversário, como poderia me lembrar do dia em que ouvimos pela primeira vez a música do relacionamento? (A música eu não esqueceria)
Esse tipo de namorada marca todos os tipos de data, desde os mais óbvios como primeiro beijo e primeiro encontro, até o aniversário da primeira vez que foram ao cinema, e coitado do namorado que esquecer dessas datas, porque além de ser assim, ela exige que o namorado também seja, e quando ele não lembra, aí ela ou faz o drama do quarto tipo, ou fica brava e da show como o segundo.
De qualquer maneira, é dureza, e arrisco dizer que esse é o pior tipo de namorada, porque para os outros ainda tem como dar um jeito e evitar crises, nesse caso não, uma vez esquecido, sempre esquecido, e quando chegarem as datas comemorativas, já será tarde demais para anotá-las, será um ano inteiro inevitável de brigas, dramas e xiliques.

 

 

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Por hoje é só pessoal, mas na próxima terça teremos um Top 5 de como chamar atenção no Whatsapp, não percam, serão ótimas dicas, vocês vão se divertir.
Continuem mandando suas sugestões, estou curtindo os desafios, e os perigos, como no caso de hoje, e como sempre, vou adorar atender ao pedido de vocês.
Tenham um ótimo dia.
Abraços!

 

 

 

Gill Nascimento

Papo de Bar… Casais e seus apelidinhos!

Existe algo no mundo do relacionamento que as mulheres fingem não saber que existe, mas sabem, e isso é a vergonha que o namorado sente de ser na frente dos amigos o cara que ele é quando estão à sós.
Claro que existem homens que não vêem problema nisso, mas a grande maioria, dependendo de como for a relação, gostaria de enfiar a cara na terra igual a um avestruz quando a parceira age na frente de todo mundo como se eles estivessem sozinhos.
E não, moças, antes que me julguem, não é vergonha da relação, da namorada, ou até mesmo machismo, é apenas vergonha mesmo, tem situações que a gente até sabe administrar, mas em compensação tem outras que na frente dos amigos diminui e muito (na nossa mente) a nossa masculinidade, e prezamos muito isso.
Quando acontece e o casal está junto, até que aguentamos, antes a zueira dos amigos do que a calça jeans da namorada na cama, agora por telefone é sacanagem, e existem mulheres, que creio eu, cientes disso, fazem de propósito.
Tocamos nesse assunto no bar porque vimos uma situação dessa acontecer, e mesmo tendo sido em espanhol, foi engraçado.
Parece que acontece mais ou menos assim: o cara tem uma namorada que diz ser desencanada e nenhum pouco insegura e ciumenta, então não liga que ele saia com os amigos de vez em quando, e quando isso acontece ela simplesmente espera dar o horário necessário para já estarem na segunda rodada de bebidas, onde a zueira é garantida, e liga pra ele pra ver como as coisas estão, e fazer ele falar aquelas coisas que geralmente só fala quando estão sozinhos, inclusive aqueles apelidinhos ridículos que não dá pra falar sem uma voz infantil.
E após essa ligação ele se torna a atração entre os amigos nos trinta minutos seguintes, ou mais até.
Isso chega a ser cruel, tão cruel, que um amigo disse preferir mil vezes uma mulher ciumenta capaz de ir no bar pra garantir que o marido/namorado não esteja aprontando, do que essa “castração moral” na roda de amigos, até porque não tem como evitar, coitado do cara que não agir conforme manda o figurino quando a mulher liga e pergunta com voz infantil: “Que horas você volta meu Ursinho, tô com saudades, você também tá com saudades da sua Dindinha?”.
Lembro até hoje da vez que descobrimos, num bar, devido a uma dessas benditas ligações, que o apelido carinhoso da namorada de um amigo nosso era “Dindinha”, e o dele era “Ursinho”, o cara não teve paz durante o resto da noite, e essa ligação ocorreu antes das 22 horas. Na verdade eu mesmo passei o mês inteiro chamando ele de Ursinho, o que o deixava indignado.
Claro que dá pra disfarçar e sair de perto dos amigos da onça, e atender a ligação, mas acredite, tem que ir bem longe, porque um deles vai prestar atenção, e quando perceber que vai render boas piadas, fará todos os outros prestarem atenção também, e quando você percebe, já é tarde demais.
Pensando bem, isso já aconteceu comigo, e também passei mais de um mês sendo chamado pelos meus amigos de “Bizuquinho”, e eu queria morrer toda vez que isso acontecia. Porque não basta falar com voz de criança, tem que responder as perguntas se mencionando na terceira pessoa, tipo “daqui a pouquinho seu Bizuquinho vai embora, tá minha Neném?”, e isso é o prego no caixão da moral do homem na roda de amigos.
A pior parte mesmo é que dificilmente a gente consegue obter uma vingança, porque a primeira coisa que a gente pensa quando os amigos nos pegam pra Cristo, é em fazer a mesma coisa com cada um deles, mas quando acontece com um, os outros ficam e espertos e evitam de qualquer maneira uma situação igual. Nem todo mundo é idiota como eu. (risos)
Mas a maioria dos homens já teve uma mulher assim, que possui essas manias de por apelidinhos ridículos, falar com voz infantil, e que espera retribuição da mesma forma, e ai do homem que não retribuir.
Um amigo mencionou um fato até interessante, ele namorou numa época uma garota que dava vontade até de chamar de brother, de tão legal que ela era, quando ele saía com os amigos, ela ligava era pra pedir pra ele levar cerveja pra casa quando voltasse, e coisas desse tipo, menos na TPM, quando chegava essa bendita fase, ela se transformava na namorada fofinha e carente, que fala com voz de criança e coloca apelidinhos. E o pior de tudo era que todo mês, durante benditos 5 ou 6 dias, ela arrumava um apelido diferente pra ele. Foram três anos e ela nunca repetiu um apelido, segundo ele.
Quando isso acontece pessoalmente, os amigos dificilmente tiram sarro, até se compadecem, nos ajudam a fugir e ficar bêbados, além do fato de que zuar pode ser um perigo, vai saber o tamanho das garras da “gatinha manhosa”, e a leoa que ela esconde bem lá no fundo, não é mesmo?
Viramos a madrugada falando desse assunto e demos boas risadas relembrando alguns apelidos que já tivemos, ou que conhecemos devido amigos que tiveram, ou até mesmo ainda têm, mas acho que de todos, o meu Bizuquinho era de longe o pior.

 

 

 

Gill Nascimento

Papo de Bar… Loucuras de amor masculinas!

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Por mais que os homens neguem, sim, somos capazes de fazer loucuras por uma mulher, e na verdade, a maioria já fez alguma na vida, mas a maioria das mulheres nunca souberam, porque somos orgulhosos demais pra assumir.
Aí vocês, queridas leitoras, devem estar se perguntando:
“Calma aí, mas se é uma loucura, ainda mais feita pela mulher, é lógico que ela vai saber. Não?”
Sim, a resposta por mais estranha que pareça, é não!
Todo homem tem a habilidade de fazer essas loucuras parecerem algo muito simples, só pra não deixar a mulher pensando que se ele fez tal coisa por ela, é porque gosta realmente dela, e também para não virar assunto na roda de amigas da mulher em questão.
E esse tema me veio a mente justamente numa mesa de bar, que estava no centro de vários homens comprometidos.
E o que eu fiz?
Isso mesmo, pedi alguns exemplos.
Me sinto até mal por estar traindo a confiança deles e vindo aqui revelar seus segredos.
Pronto, já passou. (risos)
Um colega, por exemplo, contou que quando sua esposa e ele eram apenas namorados, ele era completamente apaixonado por ela, mas nunca revelou isso para ela até o dia em que pediu ela em casamento (Como se ela não soubesse. Isso é a nossa maior inocência, devíamos sempre lembrar, elas são mulheres, elas sabem, seja lá o que for, elas sabem, só fingem que não sabem, pois querem ouvir de nós). O engraçado é que ela fazia a mesma coisa, e ambos esperavam que o outro dissesse primeiro o que sentia, mas a mulher, nesse caso achava que, assim como ela, ele também sabia o que ela sentia, por sua vez ele achava que ela gostava, mas não o amava, então, ele fazia o que podia pra tentar conquistar esse amor que achava que ainda não existia.
Certa vez numa conversa, ela lhe revelou que sempre sonhou em conhecer os estúdios de uma emissora por trás das câmeras, cenários, cidades cenográficas das novelas e tudo mais, pois era a área na qual ambos estudavam na época.
Ele então conseguiu conhecer alguém que trabalhava na produção de uma emissora, durante um mês manteve contato e se tornou um bom amigo, e então tocou no assunto, e conseguiu passes VIPs de visitantes. Num belo dia ele contou para ela sobre os convites para visitar a emissora, como quem não quer nada, fingindo que nem lembrava que ela tinha comentado com ele sobre seu sonho.
Um outro colega contou uma loucura bem legal também.
Quando ele conheceu a mulher que veio a ser sua atual esposa, ela simplesmente o odiou, porque digamos que ele tinha certa fama de canalha, mas ele não desistiu, quanto mais foras ele acumulava, mais amarrado ficava (Tão clichê, não é mesmo?).
Então ele fingiu desencanar dela, e começou a agir como um cara que queria apenas amizade mesmo, uma boa e divertida companhia sem interesses, enquanto descobria as coisas que ela gostava, admirava e que a atraia nos homens, e se moldou nas descobertas, gradualmente e sempre agindo como se fosse algo normal dele, e com isso notando a mudança de comportamento dela. Um processo que durou meses (Muito amor envolvido, coisa que ele ainda hoje não assume).
Mas a loucura maior nem foi essa, a loucura mesmo foi quando teve certeza de que ela estava caidinha por ele, mas não assumia, teve a capacidade de dizer pra ela que um amigo por qual soube que ela já havia tido interesse, mas nada havia rolado entre os dois, estava interessado nela, só pra ver a reação dela, tendo certeza de que ela iria perder o orgulho e assumir que era ele quem ela queria.
E acreditem se quiser, mas funcionou.
Um amigo contou a dele, e essa eu já até sabia, pois participei.
Esse amigo e eu éramos vizinhos, fomos durante 18 anos, até o dia em que saí da casa da minha mãe. Ele era o típico mulherengo, todo dia, se possível, uma mulher diferente, devido isso todas as garotas da rua o odiavam, pois conheciam seu histórico. Um dia se mudou uma garota para a nossa rua e foi paixão a primeira vista para ele. O azar dele é que ela mal chegou e já soube da fama dele, então eram foras atrás de foras, e quanto mais foras, mais apaixonado ele ficava (maldito clichê, pisa que a gente gama).
Ele que sempre foi “cachorrão”, não tinha a menor ideia de como se abrir e ser sincero ao ponto de ela acreditar, então um falecido amigo e eu tivemos a ideia e ele topou: Encher a cara até cair, e quando ela passasse voltando da escola, chamaríamos ela, e ele se declararia, pois não existe homem mais sincero e romântico do que um homem bêbado.
Exageramos um pouco na bebida pra ele, mas não desistimos, quando ela passou chamamos ela para conversar com ele, que já fazia meia hora que estava chorando no chão abraçado a uma garrafa de vinho dizendo que amava aquela mulher.
Nem o vômito dele atrapalhou nosso plano, que funcionou perfeitamente. Estão juntos há 13 anos e sou padrinho da primeira filha deles.
Até hoje nenhuma das mulheres envolvidas conhecem essas loucuras, mas como “elas sempre sabem”, pode ser que eu esteja enganado, não é mesmo?
Mas me diverti muito nesse Papo de Bar que poderia ser três vezes mais extenso, incluindo mais algumas histórias, inclusive a minha.
Sei que geralmente concluo os Papos de Bar com minha própria participação, mas por motivos de força maior (a mulher em questão no meu caso, lê o Blog), deixarei vocês na mão, dessa vez. Mas quem sabe numa próxima.
Será que meus leitores teriam alguma loucura que fizeram, pra contar?
E as minhas leitoras, será que conhecem alguma loucura que foi feita por elas?
Não se sintam acanhados(as), contem aí nos comentários, eu adoraria saber.

Fiquem na paz!

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Gill Nascimento

Castigo…

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Estou na cozinha, sentado à mesa, cotovelos apoiados na mesma, mãos cobrindo um rosto que contém olhos firmemente fechados, naquela esperança boba de que quando se abrirem, tudo estará diferente, e aquela situação torturante terá passado.
Penso comigo onde foi que errei, em qual momento entre o meu primeiro suspiro e o agora, eu cometi um pecado que mereça tamanho castigo. Muitos me vem à mente, mas nenhum parece tão grande assim.
De vez em quando me levanto e ando de um lado para o outro na sala, tentando juntar a coragem necessária para fazer o que é preciso, mas logo algo me diz que não tenho tanta coragem assim.
Num gesto automático do nervosismo, encho um copo de Whisky, e quando percebo, ele já está vazio e minha garganta queimando, mas toda a ansiedade e medo continuam firme e forte onde sempre estiveram.
Pego o telefone fixo, que geralmente só uso em casos de desespero mesmo, e tento ligar para a única pessoa capaz de me ajudar, me indicando uma solução, mas nem o celular e nem o telefone de casa são atendidos. Tento imaginar o que será de mim sem o auxílio e os conselhos da minha mãe, então percebo que estou realmente ferrado.
Enquanto isso ela está lá no andar de cima, me esperando, aguardando minha decisão, ansiosa por minha resposta, pronta para me julgar e me condenar.
Volto para a mesa da cozinha, volto para a minha posição reflexiva.
Começo a relembrar os conselhos do meu pai, e os avisos sobre as armadilhas de uma relação, chego a conclusão que deveria ter dado ouvidos, deveria ter prestado mais atenção, e acima de tudo, ter gravado e acreditado em cada palavra que ele me disse.
Se eu tivesse feito isso, talvez eu não estaria nessa situação agora.
Abro os olhos e vejo um copo meio cheio de Whisky (ou será meio vazio?) em cima da mesa, e tento me lembrar quando me levantei e o enchi novamente, mas não consigo, esse problema conseguiu a proeza de me absorver completamente.
Da mesa mesmo eu olho pela janela, lá fora está tudo tão quieto, apesar do dia bonito que está fazendo, então imagino que todos estão dentro de suas casas, acompanhando, enquanto roem suas unhas, todo o drama que estou vivendo. Chego a olhar em volta procurando as câmeras.
De repente uma nova tortura toma o ar: o som dos ponteiros do relógio antigo na sala. Apontando que ela não vai esperar muito mais tempo, logo virá lá de cima um grito nervoso me chamando, e então não terá mais volta.
O pior de tudo, o relógio também faz questão de me lembrar que eu já deveria ter saído a mais de 20 minutos, mas acabei me metendo nessa confusão.
Enfim a necessidade de sair, vence o medo de lidar com a situação, viro na boca o restante do Swing da Johnny Walker que estava no copo, respiro fundo, falo uns cinco palavrões, e então subo a escada.
No quarto ela nem precisou me ver, ao escutar meus passos já se virou na direção da porta, se posicionou firmemente preparada para me questionar, e aguardou que eu entrasse.
Eu entro, mas nem completamente, antes que ela fizesse a tão temida pergunta:
“Então amor, qual você acha melhor, o preto ou o vermelho?”
Respiro e digo o que meu coração me manda dizer:
“Acho os dois lindos, e adoraria escolher o que não fará com que você precise trocar os sapatos, os brincos e a maquiagem, afinal já deveríamos ter saído há meia hora. Que tal uma dica?”

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Gill Nascimento